Concurso Nacional – Largo do Mercado – Florianópolis – SC

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Concurso Público Nacional de Anteprojetos de Arquitetura e Urbanismo de Requalificação do Largo do Mercado Público

Florianópolis – Santa Catarina

OBJETO DO CONCURSO:

“O OBJETO do Concurso é o Anteprojeto de Urbanismo, Arquitetura e Complementares para a Requalificação do Largo do Mercado Público, que abrange:

1. A REQUALIFICAÇÃO de diversos espaços existentes, que receberão intervenções como modificação de revestimentos e atualizações técnicas e/ou equipamentos; os espaços requalificados serão repensados, preservando ou não o layout atual, porém sempre respeitando ao máximo os limites físicos espaciais preexistentes.

2. A REDISTRIBUIÇÃO de outros espaços preexistentes, cujos usos atuais deverão ser redistribuídos e/ou redimensionados, mudando ou não sua localização atual, de acordo com as necessidades indicadas.”


PROMOÇÃO:

Prefeitura Municipal de Florianópolis, Secretaria Municipal de Transportes, Mobilidade e Terminais – SMTMT, Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano – SMDU

ORGANIZAÇÃO:

Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis – IPUF

TIPO DE CONCURSO: aberto, nacional, de anteprojetos, em uma etapa.

QUEM PODE PARTICIPAR: Arquitetos, registrados no CREA, residentes no Brasil.

CRONOGRAMA:

Divulgação e inscrições: de 08.março.2010 a 19.abril.2010

Entrega dos trabalhos: até 17.maio.2010

Julgamento dos trabalhos: em 31.maio.2010

Homologação do resultado: em 07.junho.2010

PRÊMIOS:

1º Colocado:  R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil Reais)

COMISSÃO JULGADORA:

Arq. Alberto Varas (ARG)

Arq. Dalmo Vieira Filho (BRA)

Arq. Vânia Avelar de Albuquerque (BRA)

Arq. Soraya Nôr (BRA)

Eng. Roberto de Oliveira (BRA)

COORDENAÇÃO DO CONCURSO:

Arquiteta Cristina Maria da Silveira Piazza – IPUF

CUSTO ESTIMADO DA OBRA:

R$ 25.000.000,00

VALOR DO CONTRATO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO ARQUITETÔNICO E PROJETOS COMPLEMENTARES:

“O valor global do contrato será calculado com base na Tabela de Honorários do Instituto de Arquitetos do Brasil”

Para mais informações acesse aqui a página oficial do concurso.

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Os interessados devem consultar diretamente a coordenação do concurso para eventuais atualizações e alterações relativas ao concurso anunciado.

Centro Cultural Marítimo de Música POP – Kaohsiung – Taiwan

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Concurso Internacional

Centro Cultural Marítimo de Música POP

Kaohsiung – Taiwan

Objetivo:

Criar um Centro Cultural Marítimo de Música POP que destaque as características únicas da cidade de Kaohsiung, ao mesmo tempo em que satisfaça as necessidades da comunidade local, a indústria e as perspectivas de desenvolvimento futuro. O projeto deve ser fundamentar a partir das bases culturais de Kaohsiung, as potencialidades e condições do lugar e as características da indústria em torno da cultura pop e  marítima. Sobre o componente POP, o projeto deverá apoiar os músicos profissionais do sul de Taiwan com os setores relacionados à indústria musical, servindo como incubadora para a música pop na região.

O projeto deverá incluir: área externa para apresentações, auditórios/salas de espetáculos de pequeno e grande porte, áreas de exposição sobre a música pop, centro de incubadoras da indústria pop, centro cultural sobre a cultura marítima, serviços aos usuários/passageiros do porto, planejamento ambiental integrado.

Promoção e Organização:

Municipalidade de Kaohsiung – Taiwan

Local: Kaohsiung – Taiwan

Tipo de Concurso: internacional, aberto, em duas etapas

Quem pode participar:

Arquitetos, sem restrição de nacionalidade, que atendem às exigências do regulamento.


Cronograma:

Anúncio: Março/2010

Prazo para envio de material para pré-qualificação: 07.06.2010

Anúncio dos pré-selecionados: 10.06.2010

Prazo para envio dos documentos – etapa 2 (equipes selecionadas na etapa 1): 09.09.2010

Resultado Final: 30.09.2010

Prêmios:

1º lugar – contrato

2º lugar  ~ US$ 63.000,00

3º lugar ~ US$ 52.000,00

Menções – US$ 38.000,00 (cada)

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Valor estimado da obra:  US$137 milhões

Valor estimado do contrato para o desenvolvimento dos projetos completos e supervisão da construção: US $ 13 milhões

Para mais informações acesse aqui a página oficial do concurso.

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Os interessados devem consultar diretamente a coordenação do concurso para eventuais atualizações e alterações relativas ao concurso anunciado.

VII BIAU – Resultado da seleção das obras brasileiras

A Comissão de seleção responsável pela escolha das 10 obras construídas que representarão o Brasil na VII Bienal Iberoamericana de Arquitetura – formada pelos arquitetos Abilio Guerra (delegado brasileiro), Ana Luiza Nobre, Andrey Rosenthal Schlee, Carlos Eduardo Dias Comas, Fabio Duarte, Luciana Guimarães Teixeira, Maria Isabel Villac, Sonia Marques e Vanessa Borges Brasileiro divulgou, no último dia 28 de março de 2010, a lista final das obras selecionadas. Continue lendo

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina – 3º lugar

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina

3º lugar

Autor: Akemi Tahara, Mauricio Coelho Lins e Andrei Miler Menezes Beramendi

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CONCEITO DA PROPOSTA

A liberdade, a prosperidade e o progresso da sociedade e dos indivíduos são valores humanos fundamentais. Só serão atingidos quando os cidadãos estiverem na posse das informações que lhes permitam exercer os seus direitos democráticos e ter um papel activo na sociedade. (Manifesto sobre Biblioteca Pública da UNESCO).

A proposta de requalificação da Biblioteca Pública de Santa Catarina (BPSC) é um ato de reafirmação do acesso amplo e democrático à informação, de tal modo a fomentar a cidadania, a conscientização pela preservação livresca e, sobretudo, o constante desenvolvimento intelectual e cultural da sociedade florianopolitana.

Trata-se, assim, de reconhecer, decididamente, a importância da biblioteca pública como um “centro de informação” na cidade, não só destinado à prática da leitura ― indissociável a esse tipo de equipamento ― mas também à promoção do convívio coletivo engajado às diversas formas de comunicação e expressão, tais como exposições de arte, audições musicais, projeções audiovisuais, cursos, debates e seminários.

A tradução desse conceito acaba por revelar uma proposta arquitetônica de biblioteca pública mais conectada ao discurso urbano, seja, então, pela inserção de uma acessibilidade universal integrada, pela otimização do fluxo de usuários através da redistribuição das funções pelos pavimentos, ou mesmo pela recomposição das fachadas do edifício em benefício à paisagem urbana.

RELAÇÃO URBANA

A condição urbana do edifício ― de esquina ― é propícia à consolidação do conceito, pois indica convergência; inspira os encontros e a troca de informações; promove, assim, a sociabilidade. Ademais, é um marco na paisagem urbana, que mais do que servir como referência à orientação, pode ser convidativo aos seus próprios espaços e acontecimentos.

Por conta disso, o acesso ao edifício é recondicionado em favorecimento dessa condição urbana. A esquina é evidenciada não apenas como encontro de ruas, mas como acesso a um edifício público que se propõe ser da mesma forma socializante. Da esquina, então, iniciam-se duas rampas que seguem paralelas à Fachada voltada à Rua Tenente Silveira: uma em ascendência ao térreo, o pavimento receptivo e distribuidor de fluxos de usuários; e outra descendo ao subsolo, o pavimento, que dentre outras funções, passa a ser destinado, com maior destaque, às atividades culturais.

ASPECTO EXTERNO

As fachadas do edifício, também em adequação a idéia de uma biblioteca dinâmica, vivida e convidativa, foram submetidas a uma nova ordem estético-compositiva.

A porta principal de acesso, localizada no eixo de simetria da fachada principal, foi deslocada para o vão (entre pilares) adjacente, mais afastado da esquina. Criou-se, assim, um novo eixo, divisor de dois “pesos visuais”, que estabelece uma espécie de equilíbrio dinâmico do volume prismático do edifício ― notadamente, em oposição às tensões visuais provocadas pelas sensações de estaticidade e austereza impostas pela simetria.

De modo a evidenciar esse equilíbrio dinâmico, optou-se por uma clara distinção na percepção dos “pesos visuais”. Assim, criou-se um, menor e hermético, destinado ao armazenamento e conservação do acervo (a “caixa de livro”); e outro, maior e diáfano, revelador de cores, materiais, móveis e vivências no interior da biblioteca.

É de se reconhecer também que o deslocamento da porta de entrada tenha conferido uma verdadeira sensação de fluência ao edifício, na medida em que concordou com o desenvolvimento das rampas inseridas como acesso ao térreo e ao subsolo. Essa fluência é destacada por uma marquise metálica pendente às vigas do térreo, que cobre as rampas por inteiro.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Respeitando a ordem compositiva estabelecida para as fachadas, dois sistemas de vedação-revestimento foram criados sobre o esqueleto estrutural da construção original, de modo, então, a garantir as condições de conforto e uma conseqüente e significativa redução no consumo de energia.

Na “caixa de livro”, o sistema utilizado foi o de fachada ventilada, que vem a ser uma câmara de ar em movimento, formada por uma perfilaria metálica revestida com placas cerâmicas e fixada em parede de vedação termicamente isolada. O intuito foi oferecer maior inércia térmica a esse trecho da fachada, de tal modo a diminuir a variação de temperatura interna prejudicial à conservação do acervo livresco e, conseqüentemente, o consumo energético, já que os termostatos do sistema de ar-condicionado serão menos acionados para compensações de temperatura.

No volume destinado às vivências, o sistema é constituído por dois planos. O plano externo é um conjunto estruturado de painéis de brise-soleil. O plano interno, de vedação, é formado por painéis ― com possibilidades de abertura ― de vidro duplo com lâmina de proteção contra raios ultravioleta (UV). Assim, devido a permeabilidade oferecida para luz solar (sem radiação direta) e ventilação natural, acaba sendo um sistema redutor no consumo energético dos equipamentos de iluminação e climatização,

A supressão de partes das lajes para a criação de um átrio com cobertura móvel de vidro duplo encaixilhado ― também com lâmina anti-UV ― no trecho correspondente ao eixo de acesso, reforça as condições de conforto lumínico e térmico no interior do edifício. Lumínico, porque a luz zenital por este átrio oferece melhor iluminamento (intensidade luminosa uniforme por metro quadrado) em áreas onde a luz incidente das fachadas pouco alcança. E térmico, dada a possibilidade de ventilação natural proporcionada pelo efeito chaminé (entrada de ar frio pelas esquadrias das fachadas e saída de ar quente pela abertura da cobertura suspensa).

DISTRIBUIÇÃO DO PROGRAMA

subsolo

A rampa se desenvolvendo sem restrição de acesso define parte do subsolo como extensão do espaço publico. O Espaço Cultural e a cafeteria que lhe serve poderão, assim, ser livres aos transeuntes.

O auditório, cerrado em paredes de vidro duplo e equipado com dispositivos de absorção acústica no forro (baffles), subtende integração ao Espaço Cultural em caso de eventos maiores. Persianas entre vidros, se necessário, ofereceriam a esse ambiente uma maior privacidade.

Por trás do auditório, os sanitários foram recondicionados para acessibilidade universal. A copa foi criada ao uso diário dos funcionários e eventualmente aos eventos. E a área de serviço, por sua vez, dimensionada para armazenamento de carrinhos e materiais de limpeza.

As Coleções Obras Raras e Santa Catarina foram acondicionadas em estantes deslizantes no salão do antigo auditório. Garantiu-se, dessa forma, uma localização com ligação direta ao acesso secundário do edifício, facilitando a imediata remoção do acervo em caso de sinistros.

Ligados à circulação e próximo ao acesso secundário: vestiários para funcionários e almoxarifado para depósito temporário. Um fosso, criado com a retirada de parte da laje limítrofe ao terreno vizinho, traz salubridade a esses ambientes e permite trocas de calor mais eficientes com a sala de transformador (reposicionada).

Para garantir maior acessibilidade e otimizar fluxos de serviços, outro elevador é incorporado à circulação vertical do edifício.

pavimento térreo

De modo a facilitar o fluxo de entrada e saída, o hall de acesso foi criado amplo e interligado com um guarda-volumes ― sem controle de acesso ― e com um núcleo de atendimento integrado com sala de segurança/CFTV.

A sala de leitura das obras raras, o LACRE e a oficina de pequenos reparos foram localizados logo acima dos arquivos deslizantes, otimizando, assim, o deslocamento dos funcionários para manuseio do acervo e atendimento ao público.

No lado oposto do pavimento, facilitados à integração por não serem limitados por paredes ou divisórias, distribuem-se ás áreas de periódicos diários, multimídia e leitura em Braille.

Os sanitários deste pavimento foram recriados, melhorando tanto a acessibilidade, com a inclusão de box para pessoas com necessidades especiais, quanto o desempenho das instalações hidrossanitárias, já que foram colocados em prumo com os sanitários dos pavimentos superiores reformados.

1º pavimento

Nesse pavimento, encontram-se o serviço de periódicos científicos e todo o programa correspondente ao público infanto-juvenil (brinquedoteca, espaço de arte e educação e leitura individual e em grupo). A “caixa de livro”, a partir desse pavimento, começa a assumir seu papel de resguardar o acervo de livros em condições ambientes adequadas.

2º pavimento

Esse pavimento é o da coleção geral e do serviço de referência, que, por serem indispensáveis às pesquisas escolares, instiga maior procura. Por conta disso, o espaço de leitura é amplo, sem divisões, facilitador da interação e das trocas de informações, ainda que permita pesquisas individuais. A reserva de espaço se faz apenas na reprografia e em uma sala de leitura em grupo de suporte.

3º pavimento

O último pavimento é o da literatura. O da leitura individual e silenciosa, que subsiste contíguo a um núcleo administrativo.

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Ficha Técnica

Autores:

Akemi Tahara, Mauricio Coelho Lins e Andrei Miler Menezes Beramendi

Colaboradores: 

Quantitativo e Orçamento: Iala Santana Caires e Paulo Beltrão Junior

Desenvolvimento de projeto e representação gráfica:  Clara Maria Matos Soledade

Consultores:

Acústica: Debora Miranda Barreto

Estrutura: Iuri Andrade Hamaji

Eletrônica e Comunicações: Lucas Ferreira Santiago

Lógica: Augusto Barros

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Agradecemos aos autores pela disponibilização do projeto para publicação.

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina – 2º lugar

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina

2º lugar

Autores: João Paulo Payar, Matheus M.R. Alves, Rafael Gazale Brych, Ricardo Felipe Gonçalves

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O Conceito

Dentre os diversos edifícios de caráter público que existem em uma cidade, a biblioteca destaca-se pelo seu potencial cívico e democrático. Tradicionalmente reconhecida como repositório do conhecimento de uma sociedade, no passado as bibliotecas prestavam-se mais a proteger cuidadosamente um acervo precioso do que a promover o acesso e a divulgação deste conhecimento ao público. A distinção entre um mero arquivo e uma biblioteca era, assim, pouco clara; o projeto de muitos edifícios destinados a este uso priorizavam a proteção do acervo em detrimento da inclusão e integração dos usuários. O edifício que hoje abriga a Biblioteca Pública de Santa Catarina é característico desta concepção antiga, em decorrência das circunstâncias que levaram à adaptação de um edifício originalmente administrativo à função de biblioteca. Suas lajes regulares e de pé-direito exíguo são inadequadas à espacialidade desejada para um edifício de tamanha relevância, exigindo uma intervenção que propicie espaços confortáveis, dignos, convidativos e que valorizem a atividade de leitura. Adotou-se assim uma abordagem focada na reconfiguração deste “espaço burocrático” em um verdadeiro marco cultural catarinense, tomando-se partido do edifício existente e adaptando-o através de intervenções concisas mas não menos incisivas.

Tal qual uma jornada rumo ao universo da literatura, a descoberta do espaço da nova biblioteca se dá através de uma série de escadas metálicas sequenciais, que configuram um percurso através dos diferentes acervos e espaços de leitura. O trajeto ocorre de maneira ascendente, simbolizando uma passagem transcendental que se origina no acesso público no térreo e culmina em um novo ambiente de leitura que ocupa o terraço no topo do edifício.

Partido projetual

O partido de projeto desenvolveu-se através de uma sequencia iniciada na análise do contexto existente e na exploração de alternativas para conectar e valorizar os espaços interiores. Esquematicamente, o processo de investigação projetual desenvolveu-se da seguinte maneira:

1. Atual Configuração: Lajes uniformes sobrepostas regularmente, com pé-direito administrativo que configuram uma espacialidade monótona e limitada.

2. Raciocínio inicial: A busca por uma visual unificadora do espaço cultural através da abertura das lajes administrativas, conectando os diversos pavimentos.

3. Desenvolvimento do partido: A subtração criteriosa de segmentos das lajes afim de romper a obviedade regular, criando vazios alternados.

4. Nova percepção espacial: Os vazios sequenciais geram a possibilidade de ambientes de leitura com pé-direito duplo, ao mesmo tempo em que garantem uma compreensão visual de todo o espaço da biblioteca.

A sequência de escadas articula-se através de novas áreas de pé-direito duplo, obtidas através de recortes meticulosos de setores da laje de cada pavimento (ver esquemas e partido estrutural). A posição diagonalmente alternada destes vazios permite a integração de todo o edifício desde o acesso no térreo até o último pavimento, transformando espaços segregados em espaços contínuos.

A unidade visual que permeia todo o edifício configura a biblioteca como um organismo conectado e pulsante, oferecendo a cada setor uma espacialidade ampla com pé direito duplo que valoriza os espaços de leitura.

Esse percurso interno culmina no novo terraço ocupado com áreas de leitura diferenciadas com uma cobertura leve que anuncia a nova intervenção para quem observa da cidade. Tais decisões tem como objetivo atender aos anseios da instituição expressados no edital, principalmente atrair novos usuários e promover a permanência dos mesmos.

A relação da biblioteca com a cidade é intermediada pela nova fachada do edifício, que será instalada sobre a original através de um sistema estrutural de engastes metálicos. Trata-se de uma composição de painéis de tela com progressivos índices de transparência, que permitem que a luz seja filtrada para o interior do edifício em intensidades variadas de acordo com as atividades existentes em cada espaço. Nas áreas mais sensíveis à ofuscação, por exemplo, nas áreas de leitura, a tela é mais opaca; nas áreas de passagem, especialmente ao longo das escadarias, a tela é mais transparente, permitindo maior entrada de luz e revelando mais claramente as formas internas do edifício.

Esta interface sugere certa aura de mistério, instigando a curiosidade dos transeuntes sem necessariamente revelar por completo o interior do edifício. Inversamente, o usuário da biblioteca permanece resguardado do excesso de distrações mundanas, enquanto a luminosidade difusa que permeia o interior do edifício incentiva a imersão na prazerosa atividade de leitura. Durante a noite, a passagem da luz através das telas inverte-se de sentido, originando-se do interior do edifício rumo ao exterior e à cidade. A biblioteca torna-se assim uma grande lanterna urbana, cuja luz etérea apenas sugere, através da silhuetas projetadas pelas pessoas em movimento, as atividades abrigadas em seu interior.

Organização das atividades

O acesso ao edifício foi deslocado do centro da fachada frontal para a esquina no encontro das Ruas Tenente Silveira e Álvaro de Carvalho, localizando-se agora em um ponto focal de maior visibilidade urbana. Apesar do desnível existente entre a cota de acesso e a do pavimento térreo, a acessibilidade universal é garantida por meio de uma plataforma elevatória que atende às todas as normas pertinentes. O primeiro espaço acessado pelo visitante é o amplo saguão que abriga o espaço cultural. O auditório se encontra no subsolo, conectado ao espaço de eventos por uma nova escadaria externa contida por uma caixa de vidro. No térreo o usuário avista o balcão principal e a primeira escada metálica que suavemente o conduz à descoberta dos espaços de acervo e leitura dispostos nos pavimentos superiores. Os principais setores da biblioteca estao organizados em sequência diagonal, contando com divisórias de vidro e forro acústico para preservar o nível de conforto e silêncio que cada um necessita. A Coleção Geral, setor de maior movimento, foi implantada no último pavimento justamente por se relacionar imediatamente com o novo terraço da cobertura, ambiente propício para as discussões e trabalhos em grupo.

Partido estrutural

A intervenção no edifício existente exige a execução de adaptações e reforços na estrutura para adequá-la às novas sobrecargas previstas. Cada elemento do sistema estrutural – fundações, pilares, vigas e lajes – exige uma solução específica para lidar com os diferentes tipos de esforços a que são submetidos. O reforço na fundação é necessário devido ao aumento da carga global adicional resultante da adequação do edifício. Estes reforços deverão ser executados com estacas de reação, adequadas a essa situação de reforma e com um custo de execução baixo.

Os pilares serão encamisados, agregando uma armação de reforço em toda a sua extremidade, posteriormente recebendo um acabamento com jateamento de concreto. Este reforço, cuja principal finalidade é a de aumentar a resistência de inércia ao efeito de flambagem, transformará a secção original quadrada dos pilares em novas secções circulares mais robustas. Na parte inferior das vigas serão acopladas chapas metálicas de 3/8” chumbadas a cada 30cms, reforçando a armação negativa e colaborando com a resistência aos esforços de tração. Nas lajes, o reforço será realizado na parte inferior, através da colocação de uma armadura adicional e posterior jateamento de concreto. Assim, haverá um aumento na espessura total das lajes, aprimorando sua capacidade de sobrecarga, inclusive prevendo a possibilidade de aumentos futuros no acervo da biblioteca.

Os recortes das lajes para a abertura dos vãos livres de pé-direito duplo foram previstos de maneira modular, limitados pela disposição das vigas. Assim, é possível minimizar as intromissões nas armaduras das lajes e otimizar o efeito espacial sem causar redistribuições de esforços imprevistos.

Conforto Ambiental / Sustentabilidade

Foram essenciais na proposta de transformação de um edifício existente adaptado, para uma biblioteca que atenda as exigências necessárias para a sua utilização como espaço de estudo/leitura, pesquisa e permanência. Dessa forma analisamos os mais diversos aspectos relativos as questões supracitadas, tais como: iluminaçào natural, radiação solar incidente sobre o edifício, ventilação natural e eficiência energética. Em um espaço como uma biblioteca é preciso analisar a quantidade de luz que penetra no espaco e a qualidade da mesma. O edifício existente não foi pensado para ser ocupado como espaço de estudo, sua ineficiente e desmedida distribuição da luz natural causam ofuscamento e desconforto visual. A nova proposta foi desenvolvida com a premissa de reduzir os problemas encontrados, através da introdução de uma tela de proteção na fachada, reduzindo a incidência de radiação sobre o edifício e usufruindo da radiação difusa como fonte primária de iluminação do espaço. O consumo de energia pode ser reduzido consideravelmente através da utilização de técnicas passivas de iluminação e ventilação, minizando o uso de ar-condicionado e de iluminação artificial.

Radiação Solar A pele dupla da fachada fornece um controle para a intensa radiação solar de Florianópolis, a proteção externa não apenas filtra a luz natural mas também reduz em até 65% a sua incidência sobre o edificio. Desta forma o ganho solar interno é minimizado, reduzindo assim o consumo energético para o condicionamento artificial do espaço.

Ventilação Natural A solução das secções internas nos pavimentos é um fator decisivo no desempenho térmico do edifício, considerando-se o fato de que os ganhos térmicos por radiação solar foram reduzidos e que durante 50% do ano o espaço pode ser ventilado naturalmente. Desta forma, os ventos predominantes do norte reduzem a temperatura interna, auxiliam na remoção da carga térmica interna e minimizam o consumo energético usado para o condicionamento artificial do espaço.

Iluminação Natural Nossa análise de iluminação estuda o Daylight Factor do edifício, o que significa que analisa as propriedades físicas de luminância do espaço. Durante 75% do ano o céu de Florianópolis fornece uma iluminância de 15000 Lux no plano horizontal, conforme a legislação atual são necessários 500 lux no plano de trabalho para leitura, ao considerarmos um DF de 3,5; isso representaria 500 lux para 75% do ano. De acordo com a nova proposta atingimos 3,5 DF em mais de 50% da área útil da laje e até 9 metros de profundidade nos espacos de pé direito duplo, o que significa uma considerável redução do consumo energético destinado a iluminação artificial.

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Ficha técnica:

Autores:

João Paulo Payar

Matheus M.R. Alves

Rafael Gazale Brych

Ricardo Felipe Gonçalves

Colaborador: Alexandre Hepner

Consultor Estrutura: Yopanan Rebello (YCON)

Consultor Design Ambiental: Ricardo Messano

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Agradecemos aos autores pela disponibilização do projeto.

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina – 1º lugar

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina

1º lugar

Autores: Bruno Conde, Filipe Gebrim Doria, Filipe Lima Romeiro, Lucas Bittar

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PARTIDO

Pensar o projeto de readequação do edifício da Biblioteca Pública de Santa Catarina nos leva além das considerações pertinentes aos aspectos materiais da intervenção. Acreditamos que a mesma deva impor-se como uma importante referência na sociedade local. Mais que apenas resultar em um novo edifício, ambicionamos construir um lugar. Um signo urbano forte e legível, um espaço rico, agradável, que atraia as pessoas, para ser usufruído em sua plenitude pela população.

“Uma visão poética, que ultrapassa, na sua dimensão humana, a estrita necessidade. A Arquitetura não deseja ser funcional, mas oportuna.”

A partir destas premissas, surge um aparente antagonismo: como criar um edifício que tenha uma relação “aberta” com o espaço público, a malha urbana, mas que ao mesmo tempo, como biblioteca, tem como característica intrínseca o fato de ser um espaço que deve privilegiar a introspecção?

Revela-se então o seguinte partido: externamente o edifício diferencia-se das outras construções da região, enquanto espaço destinado a atividades diferentes dos escritórios e dos prédios comerciais do centro da cidade, através de uma fachada intrigante para quem olha da rua. Internamente o edifício é trabalhado de modo a gerar uma riqueza espacial, utilizando de recursos como os vazios, que dão unidade visual e integram o edifício verticalmente, e iluminação natural, através de aberturas zenitais. Cria-se assim uma diversidade de ambientes; ora generosos, com espaços abertos e pé-direito monumental, ora mais aconchegantes, restritos; ora mais dinâmicos, ora mais calmos…

RESOLUÇÃO PROGRAMÁTICA

Essa diversidade de espaços e ambientes vem de encontro à necessidade de atender a todas as questões técnicas e funcionais envolvidas em um projeto de biblioteca, dentre os quais: – Correta distribuição dos fluxos e controles de acesso – Distinção dos ambientes conforme: tipo de uso; tipo de apropriação do espaço; dinâmica do uso – Condições de temperatura e umidade adequadas ao acervo – Condições de iluminação e ventilação adequadas às áreas de leitura

Dentro de uma lógica de setorização, optamos pela divisão do programa em 4 partes distintas, contemplando as seguintes funções âncora: 1 – Acesso / Café / Periódicos Diários / Espaço de Eventos / Auditório – O térreo do edifício funciona como uma transição entre o espaço público por excelência, a rua, e os demais ambientes do edifício. Os fechamentos são feitos em vidro, de modo a não quebrar a permeabilidade visual. Um “túnel” marca o acesso – este leva o pedestre da rua até o interior do edifício, passando por um painel de exposições e com o café ao fundo. Por uma escada pode-se descer para o espaço de eventos e para o auditório; os mesmos também podem ser acessados de forma independente pela Rua Álvaro de Carvalho. Por uma passarela se chega à área fechada da BPSC, logo na entrada está a área dos periódicos, que ocupa um grande salão possuindo também uma área externa. A circulação para os demais andares pode ser feito por meio de elevador ou escada. A escada, em estrutura metálica, dispõe-se de forma solta no espaço, de modo a ficar explícito por onde é feita a circulação entre os pavimentos.

2 – Divisão de Pesquisa e Memória – Situa-se no pavimento inferior do edifício e é acessada pelo usuário através da circulação interna da biblioteca. O acervo está em local reservado, com controle severo de temperatura e umidade do ar – o mesmo está diretamente ligado ao acesso secundário. As áreas de leitura e os laboratórios estão em local privilegiado e voltam-se para a parede jardim, recebendo iluminação natural.

3 – Divisão Infanto-Juvenil / Serviço de Multimídia e Internet / Divisão de Atendimento ao Usuário – Configura-se como um espaço para receber a maior concentração de freqüentadores da BPSC, ocupando o 1º, 2º e 3º pavimentos. No 1º pavimento, com fechamentos em vidro e maior luminosidade dispõe-se a divisão infanto-juvenil e o serviço multimídia e internet. O layout é definido pelo desenho livre das estantes, com 1,20m de altura, criando um ambiente lúdico e dinâmico. No 2º e 3º pavimentos, ocupados pela divisão de atendimento ao usuário, o fechamento das fachadas é opaco, protegendo o acervo da radiação solar direta. As estantes dispõem-se de forma linear ao longo das paredes periféricas, formando um grande “salão de livros” ao redor do vazio central, que integra os três pavimentos e permite a entrada de luz zenital.

4 – Divisão Geral Administrativa / Serviços Gerais – Localizada no 4º e último pavimento do edifício, não interfere no fluxo de usuários das demais áreas da BPSC, sendo dividido entre um núcleo que compreende as áreas molhadas e uma área de planta livre, com layout definido por divisórias leves.

ESTRUTURA

Para alcançar o resultado pretendido no projeto, propõe-se a subtração de alguns trechos da estrutura e a consequente inserção de uma nova estrutura metálica. No térreo ocorre a retirada de dois módulos da estrutura original, gerando um espaço continuo entre o térreo e o pavimento inferior. Para possibilitar o vazio central no 2° e 3° pavimentos foram subtraídos três módulos da estrutura em cada andar, as vigas e lajes são substituídas e a estrutura nova trava a movimentação horizontal da estrutura existente. A antiga laje de cobertura do edifício receberá um reforço estrutural para poder abrigar o 4º pavimento. A cobertura projetada para esse andar é composta por uma estrutura metálica leve e utiliza telha composta com tratamento termo-acústico.

CIRCULAÇÃO VERTICAL

O núcleo de circulação vertical original foi substituído por um novo núcleo. Este passa a ocupar a fachada sudoeste, que está praticamente encostada na empena do edifício vizinho. Libera-se assim as outras fachadas do edifício, mais privilegiadas, para a resolução programática e para entrada de luz natural.

CONFORTO AMBIENTAL

É previsto o uso de sistema de climatização no edifício, tanto para conservação do acervo como para conforto dos usuários. O edifício receberá um brise-soleil composto de aletas metálicas, dispostas na vertical, a 60cm do fechamento interno. Este protege o edifício da indesejada incidência luminosa direta e cria uma camada de ar que ameniza o contraste térmico entre exterior e interior, otimizando o balanço térmico interno.

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Ficha Técnica

Autores:

Bruno Conde, Filipe Gebrim Doria, Filipe Lima Romeiro, Lucas Bittar

Consultores:

ZPM Engenharia (Estrutura)

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Agradecemos aos autores do projeto pela disponibilização das informações.

Premiados – Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina

Veja a seguir os premiados no Concurso Nacional de Arquitetura para escolha do projeto da Biblioteca Pública de Santa Catarina, organizado pelo IAB-SC e promovido pela Fundação Catarinense de Cultura. O edifício será construído em Florianópolis e terá área total de 2.000m2. Veja aqui a Ata de Julgamento.

Clique nos links e imagens para mais informações sobre cada projeto. Os projetos serão publicados à medida em que forem disponibilizados pelos seus autores. Atualizado em 01/04/2010

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1º lugar

Autores: Bruno Conde, Filipe Gebrim Doria, Filipe Lima Romeiro, Lucas Bittar

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Pritzker 2010 – Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa – SANAA

A dupla Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, do escritório japonês SANAA, foi anunciada vencedora do Pritzker 2010. A cerimônia oficial de premiação ocorrerá no dia 17 de maio, em Nova Iorque. Continue lendo

Concurso Nacional – Sede do CREA-PB – Campina Grande

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OBJETIVO:

O Concurso tem como objetivo selecionar, dentre as propostas apresentadas por arquitetos de todo o país, a solução arquitetônica mais adequada ao Edifício Sede da Inspetoria do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia da Paraíba – CREA/PB em Campina Grande – PB, localizado numa área de aproximadamente 780,00m2 na região central da cidade. O novo prédio será construído com base nos conceitos da Arquitetura Sustentável. No total terá 600 m2 de área construída.

PROMOÇÃO: Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia da Paraíba – CREA-PB

ORGANIZAÇÃO: Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento da Paraíba – IAB-PB

TIPO DE CONCURSO: Nacional, aberto, em 01 etapas

QUEM PODE PARTICIPAR: Arquitetos e Urbanistas

CRONOGRAMA:

• Publicação do resumo do Edital no Diário Oficial da União: 11 de março de 2010

• Inscrições: 18 de março a 16 de abril de 2010

• Consultas: 25 de março a 23 de abril de 2010

• Entrega das Propostas: 07 a 21 de maio de 2010

• Julgamento das Propostas: 07 a 09 de junho de 2010

• Divulgação do Resultado: 16 de junho de 2010

PRÊMIOS:

• 1º Colocado: R$ 10.000,00 (dez mil reais)

• 2º Colocado: R$ 5.000,00 (cinco mil reais)

• 3º Colocado: R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais)

COMISSÃO JULGADORA:

A Comissão Julgadora do Concurso será composta por 05 (cinco) membros Titulares, sendo: 02 (dois) indicados pelo Promotor (CREA-PB) e os outros 03 (três) indicados pelo Organizador (IAB-PB); e 02 membros Suplentes, 01(um) indicado pelo Promotor e outro indicado pelo Organizador, a saber:

• Arq. e Urbanista César Dorfman (IAB-RS) – Titular indicado pelo ORGANIZADOR – Presidente da Comissão;

• Arq. e Urbanista Lúcio de Medeiros Dantas Júnior (IAB-RN) – Titular indicado pelo ORGANIZADOR;

• Arq. e Urbanista Marco Antônio Gil Borsoi (IAB-PE) – Titular indicado pelo ORGANIZADOR;

• Arq. e Urbanista Francisco de Assis Gonçalves da Silva (UFPB) – Suplente indicado pelo ORGANIZADOR;

• Arq. e Urbanista Alberto José de Sousa (UFPB) – Titular indicado pelo PROMOTOR;

• Eng. Civil Antonio Nereu Cavalcanti – Titular indicado pelo PROMOTOR;

• Eng. Civil Luiz Barreto Rabelo – Suplente indicado pelo PROMOTOR;

COORDENAÇÃO DO CONCURSO:

Arq. e Urb.. Antônio Francisco de Oliveira

CUSTO ESTIMADO DA OBRA:

R$ 900.000,00 (novecentos mil reais)

VALOR DO CONTRATO PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO ARQUITETÔNICO E PROJETOS COMPLEMENTARES:

R$ 60.000,00 (sessenta mil reais)

Para mais informações acesse aqui a página oficial do concurso.

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Os interessados devem consultar diretamente a coordenação do concurso para eventuais atualizações e alterações relativas ao concurso anunciado.

Concurso Internacional – Centro de Ensino e Formação Sobre o Desenvolvimento Sustentável – Marrocos

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Concurso Internacional – UIA

Centro de Ensino e Formação sobre o Desenvolvimento Sustentável – Marrocos


Objeto:

Projeto de arquitetura de um centro de formação técnica para a construção sustentável, a ser construída nas proximidades de Marrakech, em Marrocos.

Apresentação:

“No contexto de suas ações em favor do desenvolvimento sustentável, a ‘Fondation Alliances’ lançou, em conjunto com a UIA, um concurso internacional para a concepção de um centro de formação técnica para a construção sustentável. A edificação será uma projeto piloto, como suporte para a pedagogia e a formação, e será construída em uma área de 10.000m2 situada a 9km de Marrakech. O centro de formação abrigará espaços de ensino, pesquisa e experimentação, espaços de restauração, um centro de recursos e um anfiteatro.”

“O concurso é realizado em conformidade com as Recomendações Internacionais da UNESCO, no que se refere aos concursos de Arquitetura e Urbanismo, e recebeu aprovação da UIA (União Internacional de Arquitetos).”

Promoção e Organização:

Fondation Alliances – Marrocos, sob a orientação da UIA.

Tipo de Concurso: internacional, aberto, com pré-seleção de candidaturas

Quem pode participar: arquitetos e urbanistas, sem restrição de nacionalidade

Trata-se de uma convocação para inscrição de candidaturas ao processo de pré-seleção, que será seguido por um concurso de projetos, baseado em convite e anônimo. O júri selecionará entre 4 e 6 equipes a partir das candidaturas previamente apresentadas, segundo os procedimentos descritos no regulamento da convocação. O concurso é aberto a arquitetos de todas as nacionalidades, que deverão formar equipes compostas por:

- um arquiteto coordenador;

- consultoria em sistemas térmicos;

- consutoria em estruturas;

- um paisagista;

- consultoria em infraestrutura.

Seja na etapa inicial ou no ato da contratação (no caso do projeto vencedor), a equipe deverá incluir ainda um arquiteto de nacionalidade marroquina, habilitado a exercer a profissão no país.

Idiomas: francês e inglês


Cronograma:

- Lançamento da convocação de candidaturas – 08.mar.2010

- Prazo final para inscrição de candidaturas: 06.abr.2010 – 12h

- Seleção das equipes: 09.ab.2010

- Data limite para envio dos projetos: 25.jun.2010

- Data limite para o recebimento dos trabalhos enviados: 02.jul.2010

- Data limite para o recebimento das maquetes: 09.jul.2010

- Reunião do júri: 16.jul.2010

Apresentação da Candidatura:

As candidaturas  serão enviadas em meio digital no formato PDF (CD, DVD, USB) e deverão ser entregues à Secretaria do Concurso até o dia 06.abr.2010 – 12h.

O documento deverá incluir:

- um formulário com informações completas sobre o arquiteto coordenador e sobre a sua equipe (nacionalidade, endereço, telefone, e-mail, etc)

- cópia da licença profissional e certificado e/ou de adesão a uma associação profissional que ateste o direito de exercer a profissão do concorrente individual ou coordenador de equipe, em seu país de residência;

- atestato de seguro para riscos profissionais;

- 5 referências de projetos do candidato, selecionados entre realizações com programas similares (1 prancha A3 por referência, indicado o contratante, o montante do investimento, o programa e aspectos ambientais);

- lista das realizações dos 5 últimos anos;

- os recursos de que dispõe o candidato (humanos, técnicos, financeiros);

- carta de candidatura, com a exposição de motivos e a metodologia pretendida pela equipe;

- um arquivo powerpoint que contenha uma apresentação da equipe e dos 5 projetos escolhidos como referências.

Comissão Julgadora:

Alami Lazraq, Grupo Alliances

Saïd Mouline, Diretor Geral do Centro de Energias Renováveis do Marrocos;

Robert Lion – “Fondation Alliances” para o Desenvolvimento Sustentável

Dominique Gauzin-Müller – arquiteta, França

Fabrizzio Tucci – arquiteto – Itália

Albert Dubler – arquiteto – França, representante da UIA

Nikos Fintikakis – arquiteto – Grécia

Um representante das coletividades locais

Um representante da profissão de arquitetos em Marrocos


Prêmios:

Cada equipe selecionada para o desenvolvimento do projeto receberá, como ressarcimento, o valor de 15.000 Euros.

Além desse valor, três prêmios serão concedidos aos três melhores projetos:

1º lugar – 30.000 Euros

2º lugar – 20.000 Euros

3º lugar – 10.000 Euros

Para mais informações acesse a página oficial do concurso (em francês ou em inglês) ou envie mensagem para chwiter@eocite.fr

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Os interessados devem consultar diretamente a coordenação do concurso para eventuais atualizações e alterações relativas ao concurso anunciado.

Concurso Nacional – Habitação para Todos

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Concurso Nacional de Projeto de Arquitetura de Novas Tipologias para Habitação de Interesse Social Sustentáveis – HIS Sustentáveis


Objeto do Concurso:

“O objeto deste Concurso Público Nacional de Arquitetura é a seleção da melhor proposta de Anteprojeto de Arquitetura, para cada um dos seis Grupos de Tipologias, dentre as apresentadas, que estejam de acordo com as bases do Concurso, definidas no presente edital, no Termo de Referência e Anexos, para Novas Tipologias de Habitação de Interesse Social Sustentáveis para o Estado São Paulo.”

Grupos de Tipologia:

“As tipologias habitacionais serão organizadas em seis grupos: casas térreas, casas escalonadas, sobrados, edifícios de 03 pavimentos, edifícios de 04 pavimentos, edifícios de 6 e 7 pavimentos.”

Promoção:

Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo – CDHU.

Organização:  

Instituto de Arquitetos do Brasil -Departamento de São Paulo – IAB/SP

Tipo de Concurso: nacional, aberto, em etapa única

Quem pode participar: arquitetos e urbanistas


Cronograma:

- Lançamento do Concurso: 16/03/2010;

- Período de inscrições: 16/03 a 16/07/2010

- Divulgação da Comissão Julgadora (CJ): 16/04/2010

- Entrega dos trabalhos até 18/08/2010 – 18h

- Cerimônia de premiação abertura da exposição: 17/09/2010

  

Prêmios:

Aos autores de cada um dos trabalhos classificados em 1º e 2º lugares caberá a seguinte premiação:

a – A cada um dos primeiros colocados de cada um dos seis grupos de tipologias: R$ 50.000,00;

b – A cada um dos segundos colocados de cada um dos seis grupos de tipologias: R$ 25.000,00;

Além da seleção dos dois (02) trabalhos vencedores por categoria, a critério da CJ, poderão ser conferidos diplomas de Menção Honrosa a trabalhos que se destacarem, sem direito a premiação em espécie.

Coordenação do concurso: Liane Makowski de Oliveira e Almeida

Para mais informações acesse aqui a página oficial do concurso.

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Os interessados devem consultar diretamente a coordenação do concurso para eventuais atualizações e alterações relativas ao concurso anunciado.

Tribunal Penal Internacional – Holanda

O escritório dinamarquês schmidt hammer lassen architects (SHL) foi anunciado o vencedor do concurso internacional realizado para o Tribunal Penal Internacional (International Criminal Court – ICC), a ser construído na Holanda. Continue lendo

Premiados – 2010 Skyscraper International Competition – 3º lugar

2010 Skyscraper International Competition

3º lugar – Ryohei Koike, Jarod Poenisch – Estados Unidos

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Trecho do memorial descritivo:

” Este projeto, intitulado ‘Nested Skyscraper’, se adapta a condições climáticas, urbanas e programáticas com o uso de materiais avançados e construção robotizada. Sua forma e método de construção derivam de soluções de alta tecnologia que combinam aço,  concreto a telas em fibras de carbono. O edifício é coberto por múltiplas camadas que se adaptam de acordo com a exposição ao vento e ao sol.

A construção é feita a partir de uma série de robôs que combinam a malha de fibra de carbono ao concreto, lançado em jatos, criando uma estrutura primária, que é complementada por uma estrutura composta por uma malha de aço. O resultadose assemelha a um ‘ninho’, em uma combinação de elementos estruturais de compressão e de tensão.”

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fonte: http://www.evolo.us

Premiados – 2010 Skyscraper International Competition – 2º lugar

2010 Skyscraper International Competition

2º lugar – Rezza Rahdian, Erwin Setiawan, Ayu Diah Shanti, Leonardus Chrisnantyo – Indonésia

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Trecho do memorial descritivo:

“A cidade de Jakarta, Indonésia, surgiu da confluência de treze rios que foram utilizados como rotas de transportes e fontes para a agricultura. O maior dos rios é o Rio Ciliwung, que nas últimas décadas tem sido extremamente polúido e marcado com centenas de favelas, que abrigam milhares de pessoas em condições precárias.

Este projeto, intitulado Programa de Recuperação do Rio Ciliwung, tem como objetivo coletar o lixo das margens do rio e purificar sua água por meio de um sistema engenhoso de filtros em grande escala que irão operar em três fases. A primeira separa os diferentes tipos de lixo, utilizando o lixo orgânico como fertilizante. A segunda fase purifica a água, removendo resíduos químicos perigosos e adicionando minerais importantes. A água limpa, então, retornaria para o rio e para os campos agrícolas circundantes por meio de um sistema de irrigação e abastecimento. Finalmente, na terceira fase, todo o lixo reciclável seria processado.

Um dos aspectos mais importantes desta proposta é a retirada das favelas situadas ao longo do rio. A maioria das pessoas viveriam e trabalhariam nas instalações do Projeto, que seria concebido como uma nova cidade dentro de Jakarta. O projeto é concebido como uma edificação 100% sustentável, produzindo energia a partir dos ventos, do sol e de sistemas hidroelétricos.”

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Fonte: www.evolo.us