Premiados – Concurso Internacional – Biblioteca Pública Daegu Gosan – Coréia

Veja a seguir os premiados do concurso internacional realizado para a Biblioteca Pública em Daegu, na Coreia do Sul. O concurso foi realizado em parceria com a UIA – União Internacional de Arquitetos. Foram submetidos 549 projetos de 62 países. Continuar lendo

Biblioteca Montarville – Boucherville – Québec

Biblioteca Montarville – Boucherville - Québec

Autores: Briere, Gilbert + Associes

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Em 2007 a cidade de Boucherville, no Québec, realizou um concurso para o projeto de ampliação da biblioteca Montarville – Boucher-De la Bruère. O vencedor do concurso foi o escritório Briere, Gilbert + Associes , de Montréal (para mais informações sobre o concurso, inclusive para acesso aos projetos finalistas, acesse aqui a página do Catálogo de Concursos Canadenses – CCC, do Laboratoire d’étude de l’architecture potentielle – LEAP – Université de Montréal) .

Apresentamos, como parte da seção “obras construídas”, imagens da obra recém-concluída e do projeto em sua versão final. Continuar lendo

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina – Menção

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina

Menção Honrosa

Autores: Ivan Rezende e Lia Siqueira

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“Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.

Em cofre não se guarda coisa alguma.

Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela, isto é, estar acordado por ela,

isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro

Do que um pássaro sem vôos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,

por isso se declara e declama um poema:

Para guardá-lo:

Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:

Guarde o que quer que guarda um poema:

por isso o lance do poema:

Por guardar-se o que se quer guardar.”

Antônio Cícero

A Biblioteca e a cidade l Fachada l Volumetria

Reforçar a presença cultural da Biblioteca dentro do panorama catarinense incrementando e valorizando sua relação com os cidadãos. Esta foi a premissa que norteou a elaboração do projeto.

O projeto teve como ponto de partida a reorganização interna dos setores específicos da biblioteca externando nesta procura sua nova volumetria que intencionada em estabelecer um diálogo com a cidade, rompe com o volume preexistente, fortalecendo planos arquitetônicos que debruçados sobre a urb deixam transparecer usuários e funções, mantendo, no entanto, a privacidade e introspecção desejadas no mergulho à leitura.

A arquitetura passa a realizar a primordial função da construção que é estabelecer como os principais pontos de enfoque a relação livro x leitor e edifício x cidade.

Na remodelação da fachada, o resultado plástico surge a partir da idéia principal de “fundir” os cinco pavimentos, onde os planos horizontais e verticais parecem transcorrer em forma de fita. Cria uma sensação de continuidade e força e ao mesmo tempo traça um paralelo com a poesia presente num simples empilhar de livros.

Elementos vazados – cobogós – em mármore branco foram desenhados a partir da imagem de livros em suas prateleiras. Este elemento arquitetônico entra para proteger, marcar, filtrar a luz e dar privacidade às áreas do café e de leitura da biblioteca.

A utilização da fachada lateral como um monolito, signo da consistência e solidez do conhecimento, tem marcado em baixo relevo a sinalização da Biblioteca.

Foram mantidos os pavimentos originais e a proposta se utiliza do pavimento de cobertura que passa a abrigar a área administrativa e abre espaço para uma área alternativa dedicada à leitura e apresentações ao ar livre, tendo como pano de fundo a paisagem da cidade. Esta nova função serve de atrativo e convida o usuário percorrer a biblioteca até chegar ao nível superior.

Na redistribuição dos espaços internos, foram subtraídas criteriosamente do edifício algumas de suas lajes originais a fim de permitir a localização de uma nova circulação vertical, que em posição estratégica e com as dimensões adequadas interliga todos os pavimentos e setores da biblioteca de forma mais eficiente, criando um elemento de interesse e dando dinâmica ao interior do edifício.

Para instalar os sanitários necessários, foi criada uma torre anexa à edificação, utilizando-se da área de atualmente ocupada para este fim, no térreo da biblioteca.

Estrutura

A proposta aproveita e valoriza as estruturas existentes, altera a forma original dos pilares e forma um ritmo de colunas circulares que pontuam o espaço. Os pilares passam a existir como se “ultrapassassem” os planos das lajes e marcam uma presença vertical evidenciando a malha estrutural da construção.

Alteração da relação espaços abertos com pé direito duplo no térreo e subsolo, cria uma arquitetura convidativa ao usuário.

Acesso l Periódicos Diáriosl Centro Cultural l Café l Auditório

A ligação da rua com o prédio se faz através de uma ponte, signo da passagem que leva ao saber. O vazio abaixo do nível da calçada, como um fosso entre rua e objeto arquitetônico aparece como elemento que busca a luz e o olhar para a área de jardim no subsolo, incitando à curiosidade.

O bloco de recepção, como um elemento autônomo, em chapa perfurada e cor forte, está pousado no Atrium principal, chama a atenção e dá as boas vindas ao usuário. Neste bloco estão a cabine de segurança, guarda-volumes e balcão de informações.

No setor para leitura de periódicos diários, um deck em madeira se afirma como prolongamento da biblioteca e permite a leitura informal estabelecendo o contato com a vida cotidiana. Este espaço tem como vocação a dessacralização do espaço formal da biblioteca, a democratização da leitura.

Centro Cultural, Auditório e Cafeteria se localizam no 1º pavimento do edifício, permitindo que o usuário transite livremente pela construção a fim de induzi-lo a fazer sua própria análise e convidando-o a viver a experiência da leitura.

Acervo l Patrimônio l Oficinas de Restauro

Os setores de Obras Raras e Coleção Santa Catarina estão localizados no subsolo, e têm os laboratórios localizados entre eles. Estão em posição central e são visíveis através de panos envidraçados, que atraem a atenção e o interesse dos usuários que acessam a biblioteca pela ponte do pavimento térreo. Os arquivos deslizantes que abrigam o acervo do subsolo também são visíveis através de panos de vidro, uma vez que a intenção do novo edifício passa a ser guardar e ao mesmo tempo expor o patrimônio cultural que herdam os cidadãos de Santa Catarina.

A aproximação do usuário com as diversas gerações de livros conduz o jovem a compreender a grandeza e totalidade de uma biblioteca.

Interiores l Biblioteca e seus setores

A coleção da Biblioteca e seus setores estão distribuídos e organizados por todos os pavimentos do edifício. São acessíveis pela nova escada – elemento escultórico – e elevador panorâmico, que envidraçado permite a visualização da grande estante, elemento vertical que imprime uma força unificadora entre os pavimentos, e que abriga os livros de acordo com o pavimento onde está inserida. O elevador envidraçado permite o acesso aos pavimentos a todos os usuários, que passam a, indiscriminadamente, transitar e desvendar todos os setores da biblioteca ao se dirigir a um setor específico.

A integração dos espaços e novas aberturas no interior da biblioteca, favorecem a permeabilidade visual e permite que os usuários façam novas descobertas através da arquitetura que se observa e se revela.

Materiais

Fachada: Concreto branco / Vidro / Madeira Cedro / Cobogó em mármore branco – proteção do espaço interior

Interiores: Paredes com acabamento em pintura Acrílica Acetinada l Guarda volumes: Chapa perfurada l Pilares : Tecnocimento branco l Forros: placas de gesso com iluminação embutida

Piso: Basalto, como elemento neutro, que permite a valorização da construção do interior arquitetônico. Áreas externas: piso em Fuljet

Paisagismo

O paisagismo entra como elemento escultural que preenche vazios arquitetônicos.

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Agradecemos aos autores do projeto pela disponibilização das informações.

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina – 3º lugar

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina

3º lugar

Autor: Akemi Tahara, Mauricio Coelho Lins e Andrei Miler Menezes Beramendi

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CONCEITO DA PROPOSTA

A liberdade, a prosperidade e o progresso da sociedade e dos indivíduos são valores humanos fundamentais. Só serão atingidos quando os cidadãos estiverem na posse das informações que lhes permitam exercer os seus direitos democráticos e ter um papel activo na sociedade. (Manifesto sobre Biblioteca Pública da UNESCO).

A proposta de requalificação da Biblioteca Pública de Santa Catarina (BPSC) é um ato de reafirmação do acesso amplo e democrático à informação, de tal modo a fomentar a cidadania, a conscientização pela preservação livresca e, sobretudo, o constante desenvolvimento intelectual e cultural da sociedade florianopolitana.

Trata-se, assim, de reconhecer, decididamente, a importância da biblioteca pública como um “centro de informação” na cidade, não só destinado à prática da leitura ― indissociável a esse tipo de equipamento ― mas também à promoção do convívio coletivo engajado às diversas formas de comunicação e expressão, tais como exposições de arte, audições musicais, projeções audiovisuais, cursos, debates e seminários.

A tradução desse conceito acaba por revelar uma proposta arquitetônica de biblioteca pública mais conectada ao discurso urbano, seja, então, pela inserção de uma acessibilidade universal integrada, pela otimização do fluxo de usuários através da redistribuição das funções pelos pavimentos, ou mesmo pela recomposição das fachadas do edifício em benefício à paisagem urbana.

RELAÇÃO URBANA

A condição urbana do edifício ― de esquina ― é propícia à consolidação do conceito, pois indica convergência; inspira os encontros e a troca de informações; promove, assim, a sociabilidade. Ademais, é um marco na paisagem urbana, que mais do que servir como referência à orientação, pode ser convidativo aos seus próprios espaços e acontecimentos.

Por conta disso, o acesso ao edifício é recondicionado em favorecimento dessa condição urbana. A esquina é evidenciada não apenas como encontro de ruas, mas como acesso a um edifício público que se propõe ser da mesma forma socializante. Da esquina, então, iniciam-se duas rampas que seguem paralelas à Fachada voltada à Rua Tenente Silveira: uma em ascendência ao térreo, o pavimento receptivo e distribuidor de fluxos de usuários; e outra descendo ao subsolo, o pavimento, que dentre outras funções, passa a ser destinado, com maior destaque, às atividades culturais.

ASPECTO EXTERNO

As fachadas do edifício, também em adequação a idéia de uma biblioteca dinâmica, vivida e convidativa, foram submetidas a uma nova ordem estético-compositiva.

A porta principal de acesso, localizada no eixo de simetria da fachada principal, foi deslocada para o vão (entre pilares) adjacente, mais afastado da esquina. Criou-se, assim, um novo eixo, divisor de dois “pesos visuais”, que estabelece uma espécie de equilíbrio dinâmico do volume prismático do edifício ― notadamente, em oposição às tensões visuais provocadas pelas sensações de estaticidade e austereza impostas pela simetria.

De modo a evidenciar esse equilíbrio dinâmico, optou-se por uma clara distinção na percepção dos “pesos visuais”. Assim, criou-se um, menor e hermético, destinado ao armazenamento e conservação do acervo (a “caixa de livro”); e outro, maior e diáfano, revelador de cores, materiais, móveis e vivências no interior da biblioteca.

É de se reconhecer também que o deslocamento da porta de entrada tenha conferido uma verdadeira sensação de fluência ao edifício, na medida em que concordou com o desenvolvimento das rampas inseridas como acesso ao térreo e ao subsolo. Essa fluência é destacada por uma marquise metálica pendente às vigas do térreo, que cobre as rampas por inteiro.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Respeitando a ordem compositiva estabelecida para as fachadas, dois sistemas de vedação-revestimento foram criados sobre o esqueleto estrutural da construção original, de modo, então, a garantir as condições de conforto e uma conseqüente e significativa redução no consumo de energia.

Na “caixa de livro”, o sistema utilizado foi o de fachada ventilada, que vem a ser uma câmara de ar em movimento, formada por uma perfilaria metálica revestida com placas cerâmicas e fixada em parede de vedação termicamente isolada. O intuito foi oferecer maior inércia térmica a esse trecho da fachada, de tal modo a diminuir a variação de temperatura interna prejudicial à conservação do acervo livresco e, conseqüentemente, o consumo energético, já que os termostatos do sistema de ar-condicionado serão menos acionados para compensações de temperatura.

No volume destinado às vivências, o sistema é constituído por dois planos. O plano externo é um conjunto estruturado de painéis de brise-soleil. O plano interno, de vedação, é formado por painéis ― com possibilidades de abertura ― de vidro duplo com lâmina de proteção contra raios ultravioleta (UV). Assim, devido a permeabilidade oferecida para luz solar (sem radiação direta) e ventilação natural, acaba sendo um sistema redutor no consumo energético dos equipamentos de iluminação e climatização,

A supressão de partes das lajes para a criação de um átrio com cobertura móvel de vidro duplo encaixilhado ― também com lâmina anti-UV ― no trecho correspondente ao eixo de acesso, reforça as condições de conforto lumínico e térmico no interior do edifício. Lumínico, porque a luz zenital por este átrio oferece melhor iluminamento (intensidade luminosa uniforme por metro quadrado) em áreas onde a luz incidente das fachadas pouco alcança. E térmico, dada a possibilidade de ventilação natural proporcionada pelo efeito chaminé (entrada de ar frio pelas esquadrias das fachadas e saída de ar quente pela abertura da cobertura suspensa).

DISTRIBUIÇÃO DO PROGRAMA

subsolo

A rampa se desenvolvendo sem restrição de acesso define parte do subsolo como extensão do espaço publico. O Espaço Cultural e a cafeteria que lhe serve poderão, assim, ser livres aos transeuntes.

O auditório, cerrado em paredes de vidro duplo e equipado com dispositivos de absorção acústica no forro (baffles), subtende integração ao Espaço Cultural em caso de eventos maiores. Persianas entre vidros, se necessário, ofereceriam a esse ambiente uma maior privacidade.

Por trás do auditório, os sanitários foram recondicionados para acessibilidade universal. A copa foi criada ao uso diário dos funcionários e eventualmente aos eventos. E a área de serviço, por sua vez, dimensionada para armazenamento de carrinhos e materiais de limpeza.

As Coleções Obras Raras e Santa Catarina foram acondicionadas em estantes deslizantes no salão do antigo auditório. Garantiu-se, dessa forma, uma localização com ligação direta ao acesso secundário do edifício, facilitando a imediata remoção do acervo em caso de sinistros.

Ligados à circulação e próximo ao acesso secundário: vestiários para funcionários e almoxarifado para depósito temporário. Um fosso, criado com a retirada de parte da laje limítrofe ao terreno vizinho, traz salubridade a esses ambientes e permite trocas de calor mais eficientes com a sala de transformador (reposicionada).

Para garantir maior acessibilidade e otimizar fluxos de serviços, outro elevador é incorporado à circulação vertical do edifício.

pavimento térreo

De modo a facilitar o fluxo de entrada e saída, o hall de acesso foi criado amplo e interligado com um guarda-volumes ― sem controle de acesso ― e com um núcleo de atendimento integrado com sala de segurança/CFTV.

A sala de leitura das obras raras, o LACRE e a oficina de pequenos reparos foram localizados logo acima dos arquivos deslizantes, otimizando, assim, o deslocamento dos funcionários para manuseio do acervo e atendimento ao público.

No lado oposto do pavimento, facilitados à integração por não serem limitados por paredes ou divisórias, distribuem-se ás áreas de periódicos diários, multimídia e leitura em Braille.

Os sanitários deste pavimento foram recriados, melhorando tanto a acessibilidade, com a inclusão de box para pessoas com necessidades especiais, quanto o desempenho das instalações hidrossanitárias, já que foram colocados em prumo com os sanitários dos pavimentos superiores reformados.

1º pavimento

Nesse pavimento, encontram-se o serviço de periódicos científicos e todo o programa correspondente ao público infanto-juvenil (brinquedoteca, espaço de arte e educação e leitura individual e em grupo). A “caixa de livro”, a partir desse pavimento, começa a assumir seu papel de resguardar o acervo de livros em condições ambientes adequadas.

2º pavimento

Esse pavimento é o da coleção geral e do serviço de referência, que, por serem indispensáveis às pesquisas escolares, instiga maior procura. Por conta disso, o espaço de leitura é amplo, sem divisões, facilitador da interação e das trocas de informações, ainda que permita pesquisas individuais. A reserva de espaço se faz apenas na reprografia e em uma sala de leitura em grupo de suporte.

3º pavimento

O último pavimento é o da literatura. O da leitura individual e silenciosa, que subsiste contíguo a um núcleo administrativo.

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Ficha Técnica

Autores:

Akemi Tahara, Mauricio Coelho Lins e Andrei Miler Menezes Beramendi

Colaboradores: 

Quantitativo e Orçamento: Iala Santana Caires e Paulo Beltrão Junior

Desenvolvimento de projeto e representação gráfica:  Clara Maria Matos Soledade

Consultores:

Acústica: Debora Miranda Barreto

Estrutura: Iuri Andrade Hamaji

Eletrônica e Comunicações: Lucas Ferreira Santiago

Lógica: Augusto Barros

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Agradecemos aos autores pela disponibilização do projeto para publicação.