Premiados – Concurso Internacional – Biblioteca Pública Daegu Gosan – Coréia

Veja a seguir os premiados do concurso internacional realizado para a Biblioteca Pública em Daegu, na Coreia do Sul. O concurso foi realizado em parceria com a UIA – União Internacional de Arquitetos. Foram submetidos 549 projetos de 62 países. Continuar lendo

Biblioteca Montarville – Boucherville – Québec

Biblioteca Montarville – Boucherville - Québec

Autores: Briere, Gilbert + Associes

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Em 2007 a cidade de Boucherville, no Québec, realizou um concurso para o projeto de ampliação da biblioteca Montarville – Boucher-De la Bruère. O vencedor do concurso foi o escritório Briere, Gilbert + Associes , de Montréal (para mais informações sobre o concurso, inclusive para acesso aos projetos finalistas, acesse aqui a página do Catálogo de Concursos Canadenses – CCC, do Laboratoire d’étude de l’architecture potentielle – LEAP – Université de Montréal) .

Apresentamos, como parte da seção “obras construídas”, imagens da obra recém-concluída e do projeto em sua versão final. Continuar lendo

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina – Menção

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina

Menção Honrosa

Autores: Ivan Rezende e Lia Siqueira

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“Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.

Em cofre não se guarda coisa alguma.

Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela, isto é, estar acordado por ela,

isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso melhor se guarda o vôo de um pássaro

Do que um pássaro sem vôos.

Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,

por isso se declara e declama um poema:

Para guardá-lo:

Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:

Guarde o que quer que guarda um poema:

por isso o lance do poema:

Por guardar-se o que se quer guardar.”

Antônio Cícero

A Biblioteca e a cidade l Fachada l Volumetria

Reforçar a presença cultural da Biblioteca dentro do panorama catarinense incrementando e valorizando sua relação com os cidadãos. Esta foi a premissa que norteou a elaboração do projeto.

O projeto teve como ponto de partida a reorganização interna dos setores específicos da biblioteca externando nesta procura sua nova volumetria que intencionada em estabelecer um diálogo com a cidade, rompe com o volume preexistente, fortalecendo planos arquitetônicos que debruçados sobre a urb deixam transparecer usuários e funções, mantendo, no entanto, a privacidade e introspecção desejadas no mergulho à leitura.

A arquitetura passa a realizar a primordial função da construção que é estabelecer como os principais pontos de enfoque a relação livro x leitor e edifício x cidade.

Na remodelação da fachada, o resultado plástico surge a partir da idéia principal de “fundir” os cinco pavimentos, onde os planos horizontais e verticais parecem transcorrer em forma de fita. Cria uma sensação de continuidade e força e ao mesmo tempo traça um paralelo com a poesia presente num simples empilhar de livros.

Elementos vazados – cobogós – em mármore branco foram desenhados a partir da imagem de livros em suas prateleiras. Este elemento arquitetônico entra para proteger, marcar, filtrar a luz e dar privacidade às áreas do café e de leitura da biblioteca.

A utilização da fachada lateral como um monolito, signo da consistência e solidez do conhecimento, tem marcado em baixo relevo a sinalização da Biblioteca.

Foram mantidos os pavimentos originais e a proposta se utiliza do pavimento de cobertura que passa a abrigar a área administrativa e abre espaço para uma área alternativa dedicada à leitura e apresentações ao ar livre, tendo como pano de fundo a paisagem da cidade. Esta nova função serve de atrativo e convida o usuário percorrer a biblioteca até chegar ao nível superior.

Na redistribuição dos espaços internos, foram subtraídas criteriosamente do edifício algumas de suas lajes originais a fim de permitir a localização de uma nova circulação vertical, que em posição estratégica e com as dimensões adequadas interliga todos os pavimentos e setores da biblioteca de forma mais eficiente, criando um elemento de interesse e dando dinâmica ao interior do edifício.

Para instalar os sanitários necessários, foi criada uma torre anexa à edificação, utilizando-se da área de atualmente ocupada para este fim, no térreo da biblioteca.

Estrutura

A proposta aproveita e valoriza as estruturas existentes, altera a forma original dos pilares e forma um ritmo de colunas circulares que pontuam o espaço. Os pilares passam a existir como se “ultrapassassem” os planos das lajes e marcam uma presença vertical evidenciando a malha estrutural da construção.

Alteração da relação espaços abertos com pé direito duplo no térreo e subsolo, cria uma arquitetura convidativa ao usuário.

Acesso l Periódicos Diáriosl Centro Cultural l Café l Auditório

A ligação da rua com o prédio se faz através de uma ponte, signo da passagem que leva ao saber. O vazio abaixo do nível da calçada, como um fosso entre rua e objeto arquitetônico aparece como elemento que busca a luz e o olhar para a área de jardim no subsolo, incitando à curiosidade.

O bloco de recepção, como um elemento autônomo, em chapa perfurada e cor forte, está pousado no Atrium principal, chama a atenção e dá as boas vindas ao usuário. Neste bloco estão a cabine de segurança, guarda-volumes e balcão de informações.

No setor para leitura de periódicos diários, um deck em madeira se afirma como prolongamento da biblioteca e permite a leitura informal estabelecendo o contato com a vida cotidiana. Este espaço tem como vocação a dessacralização do espaço formal da biblioteca, a democratização da leitura.

Centro Cultural, Auditório e Cafeteria se localizam no 1º pavimento do edifício, permitindo que o usuário transite livremente pela construção a fim de induzi-lo a fazer sua própria análise e convidando-o a viver a experiência da leitura.

Acervo l Patrimônio l Oficinas de Restauro

Os setores de Obras Raras e Coleção Santa Catarina estão localizados no subsolo, e têm os laboratórios localizados entre eles. Estão em posição central e são visíveis através de panos envidraçados, que atraem a atenção e o interesse dos usuários que acessam a biblioteca pela ponte do pavimento térreo. Os arquivos deslizantes que abrigam o acervo do subsolo também são visíveis através de panos de vidro, uma vez que a intenção do novo edifício passa a ser guardar e ao mesmo tempo expor o patrimônio cultural que herdam os cidadãos de Santa Catarina.

A aproximação do usuário com as diversas gerações de livros conduz o jovem a compreender a grandeza e totalidade de uma biblioteca.

Interiores l Biblioteca e seus setores

A coleção da Biblioteca e seus setores estão distribuídos e organizados por todos os pavimentos do edifício. São acessíveis pela nova escada – elemento escultórico – e elevador panorâmico, que envidraçado permite a visualização da grande estante, elemento vertical que imprime uma força unificadora entre os pavimentos, e que abriga os livros de acordo com o pavimento onde está inserida. O elevador envidraçado permite o acesso aos pavimentos a todos os usuários, que passam a, indiscriminadamente, transitar e desvendar todos os setores da biblioteca ao se dirigir a um setor específico.

A integração dos espaços e novas aberturas no interior da biblioteca, favorecem a permeabilidade visual e permite que os usuários façam novas descobertas através da arquitetura que se observa e se revela.

Materiais

Fachada: Concreto branco / Vidro / Madeira Cedro / Cobogó em mármore branco – proteção do espaço interior

Interiores: Paredes com acabamento em pintura Acrílica Acetinada l Guarda volumes: Chapa perfurada l Pilares : Tecnocimento branco l Forros: placas de gesso com iluminação embutida

Piso: Basalto, como elemento neutro, que permite a valorização da construção do interior arquitetônico. Áreas externas: piso em Fuljet

Paisagismo

O paisagismo entra como elemento escultural que preenche vazios arquitetônicos.

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Agradecemos aos autores do projeto pela disponibilização das informações.

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina – 3º lugar

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina

3º lugar

Autor: Akemi Tahara, Mauricio Coelho Lins e Andrei Miler Menezes Beramendi

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CONCEITO DA PROPOSTA

A liberdade, a prosperidade e o progresso da sociedade e dos indivíduos são valores humanos fundamentais. Só serão atingidos quando os cidadãos estiverem na posse das informações que lhes permitam exercer os seus direitos democráticos e ter um papel activo na sociedade. (Manifesto sobre Biblioteca Pública da UNESCO).

A proposta de requalificação da Biblioteca Pública de Santa Catarina (BPSC) é um ato de reafirmação do acesso amplo e democrático à informação, de tal modo a fomentar a cidadania, a conscientização pela preservação livresca e, sobretudo, o constante desenvolvimento intelectual e cultural da sociedade florianopolitana.

Trata-se, assim, de reconhecer, decididamente, a importância da biblioteca pública como um “centro de informação” na cidade, não só destinado à prática da leitura ― indissociável a esse tipo de equipamento ― mas também à promoção do convívio coletivo engajado às diversas formas de comunicação e expressão, tais como exposições de arte, audições musicais, projeções audiovisuais, cursos, debates e seminários.

A tradução desse conceito acaba por revelar uma proposta arquitetônica de biblioteca pública mais conectada ao discurso urbano, seja, então, pela inserção de uma acessibilidade universal integrada, pela otimização do fluxo de usuários através da redistribuição das funções pelos pavimentos, ou mesmo pela recomposição das fachadas do edifício em benefício à paisagem urbana.

RELAÇÃO URBANA

A condição urbana do edifício ― de esquina ― é propícia à consolidação do conceito, pois indica convergência; inspira os encontros e a troca de informações; promove, assim, a sociabilidade. Ademais, é um marco na paisagem urbana, que mais do que servir como referência à orientação, pode ser convidativo aos seus próprios espaços e acontecimentos.

Por conta disso, o acesso ao edifício é recondicionado em favorecimento dessa condição urbana. A esquina é evidenciada não apenas como encontro de ruas, mas como acesso a um edifício público que se propõe ser da mesma forma socializante. Da esquina, então, iniciam-se duas rampas que seguem paralelas à Fachada voltada à Rua Tenente Silveira: uma em ascendência ao térreo, o pavimento receptivo e distribuidor de fluxos de usuários; e outra descendo ao subsolo, o pavimento, que dentre outras funções, passa a ser destinado, com maior destaque, às atividades culturais.

ASPECTO EXTERNO

As fachadas do edifício, também em adequação a idéia de uma biblioteca dinâmica, vivida e convidativa, foram submetidas a uma nova ordem estético-compositiva.

A porta principal de acesso, localizada no eixo de simetria da fachada principal, foi deslocada para o vão (entre pilares) adjacente, mais afastado da esquina. Criou-se, assim, um novo eixo, divisor de dois “pesos visuais”, que estabelece uma espécie de equilíbrio dinâmico do volume prismático do edifício ― notadamente, em oposição às tensões visuais provocadas pelas sensações de estaticidade e austereza impostas pela simetria.

De modo a evidenciar esse equilíbrio dinâmico, optou-se por uma clara distinção na percepção dos “pesos visuais”. Assim, criou-se um, menor e hermético, destinado ao armazenamento e conservação do acervo (a “caixa de livro”); e outro, maior e diáfano, revelador de cores, materiais, móveis e vivências no interior da biblioteca.

É de se reconhecer também que o deslocamento da porta de entrada tenha conferido uma verdadeira sensação de fluência ao edifício, na medida em que concordou com o desenvolvimento das rampas inseridas como acesso ao térreo e ao subsolo. Essa fluência é destacada por uma marquise metálica pendente às vigas do térreo, que cobre as rampas por inteiro.

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Respeitando a ordem compositiva estabelecida para as fachadas, dois sistemas de vedação-revestimento foram criados sobre o esqueleto estrutural da construção original, de modo, então, a garantir as condições de conforto e uma conseqüente e significativa redução no consumo de energia.

Na “caixa de livro”, o sistema utilizado foi o de fachada ventilada, que vem a ser uma câmara de ar em movimento, formada por uma perfilaria metálica revestida com placas cerâmicas e fixada em parede de vedação termicamente isolada. O intuito foi oferecer maior inércia térmica a esse trecho da fachada, de tal modo a diminuir a variação de temperatura interna prejudicial à conservação do acervo livresco e, conseqüentemente, o consumo energético, já que os termostatos do sistema de ar-condicionado serão menos acionados para compensações de temperatura.

No volume destinado às vivências, o sistema é constituído por dois planos. O plano externo é um conjunto estruturado de painéis de brise-soleil. O plano interno, de vedação, é formado por painéis ― com possibilidades de abertura ― de vidro duplo com lâmina de proteção contra raios ultravioleta (UV). Assim, devido a permeabilidade oferecida para luz solar (sem radiação direta) e ventilação natural, acaba sendo um sistema redutor no consumo energético dos equipamentos de iluminação e climatização,

A supressão de partes das lajes para a criação de um átrio com cobertura móvel de vidro duplo encaixilhado ― também com lâmina anti-UV ― no trecho correspondente ao eixo de acesso, reforça as condições de conforto lumínico e térmico no interior do edifício. Lumínico, porque a luz zenital por este átrio oferece melhor iluminamento (intensidade luminosa uniforme por metro quadrado) em áreas onde a luz incidente das fachadas pouco alcança. E térmico, dada a possibilidade de ventilação natural proporcionada pelo efeito chaminé (entrada de ar frio pelas esquadrias das fachadas e saída de ar quente pela abertura da cobertura suspensa).

DISTRIBUIÇÃO DO PROGRAMA

subsolo

A rampa se desenvolvendo sem restrição de acesso define parte do subsolo como extensão do espaço publico. O Espaço Cultural e a cafeteria que lhe serve poderão, assim, ser livres aos transeuntes.

O auditório, cerrado em paredes de vidro duplo e equipado com dispositivos de absorção acústica no forro (baffles), subtende integração ao Espaço Cultural em caso de eventos maiores. Persianas entre vidros, se necessário, ofereceriam a esse ambiente uma maior privacidade.

Por trás do auditório, os sanitários foram recondicionados para acessibilidade universal. A copa foi criada ao uso diário dos funcionários e eventualmente aos eventos. E a área de serviço, por sua vez, dimensionada para armazenamento de carrinhos e materiais de limpeza.

As Coleções Obras Raras e Santa Catarina foram acondicionadas em estantes deslizantes no salão do antigo auditório. Garantiu-se, dessa forma, uma localização com ligação direta ao acesso secundário do edifício, facilitando a imediata remoção do acervo em caso de sinistros.

Ligados à circulação e próximo ao acesso secundário: vestiários para funcionários e almoxarifado para depósito temporário. Um fosso, criado com a retirada de parte da laje limítrofe ao terreno vizinho, traz salubridade a esses ambientes e permite trocas de calor mais eficientes com a sala de transformador (reposicionada).

Para garantir maior acessibilidade e otimizar fluxos de serviços, outro elevador é incorporado à circulação vertical do edifício.

pavimento térreo

De modo a facilitar o fluxo de entrada e saída, o hall de acesso foi criado amplo e interligado com um guarda-volumes ― sem controle de acesso ― e com um núcleo de atendimento integrado com sala de segurança/CFTV.

A sala de leitura das obras raras, o LACRE e a oficina de pequenos reparos foram localizados logo acima dos arquivos deslizantes, otimizando, assim, o deslocamento dos funcionários para manuseio do acervo e atendimento ao público.

No lado oposto do pavimento, facilitados à integração por não serem limitados por paredes ou divisórias, distribuem-se ás áreas de periódicos diários, multimídia e leitura em Braille.

Os sanitários deste pavimento foram recriados, melhorando tanto a acessibilidade, com a inclusão de box para pessoas com necessidades especiais, quanto o desempenho das instalações hidrossanitárias, já que foram colocados em prumo com os sanitários dos pavimentos superiores reformados.

1º pavimento

Nesse pavimento, encontram-se o serviço de periódicos científicos e todo o programa correspondente ao público infanto-juvenil (brinquedoteca, espaço de arte e educação e leitura individual e em grupo). A “caixa de livro”, a partir desse pavimento, começa a assumir seu papel de resguardar o acervo de livros em condições ambientes adequadas.

2º pavimento

Esse pavimento é o da coleção geral e do serviço de referência, que, por serem indispensáveis às pesquisas escolares, instiga maior procura. Por conta disso, o espaço de leitura é amplo, sem divisões, facilitador da interação e das trocas de informações, ainda que permita pesquisas individuais. A reserva de espaço se faz apenas na reprografia e em uma sala de leitura em grupo de suporte.

3º pavimento

O último pavimento é o da literatura. O da leitura individual e silenciosa, que subsiste contíguo a um núcleo administrativo.

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Ficha Técnica

Autores:

Akemi Tahara, Mauricio Coelho Lins e Andrei Miler Menezes Beramendi

Colaboradores: 

Quantitativo e Orçamento: Iala Santana Caires e Paulo Beltrão Junior

Desenvolvimento de projeto e representação gráfica:  Clara Maria Matos Soledade

Consultores:

Acústica: Debora Miranda Barreto

Estrutura: Iuri Andrade Hamaji

Eletrônica e Comunicações: Lucas Ferreira Santiago

Lógica: Augusto Barros

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Agradecemos aos autores pela disponibilização do projeto para publicação.

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina – 2º lugar

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina

2º lugar

Autores: João Paulo Payar, Matheus M.R. Alves, Rafael Gazale Brych, Ricardo Felipe Gonçalves

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O Conceito

Dentre os diversos edifícios de caráter público que existem em uma cidade, a biblioteca destaca-se pelo seu potencial cívico e democrático. Tradicionalmente reconhecida como repositório do conhecimento de uma sociedade, no passado as bibliotecas prestavam-se mais a proteger cuidadosamente um acervo precioso do que a promover o acesso e a divulgação deste conhecimento ao público. A distinção entre um mero arquivo e uma biblioteca era, assim, pouco clara; o projeto de muitos edifícios destinados a este uso priorizavam a proteção do acervo em detrimento da inclusão e integração dos usuários. O edifício que hoje abriga a Biblioteca Pública de Santa Catarina é característico desta concepção antiga, em decorrência das circunstâncias que levaram à adaptação de um edifício originalmente administrativo à função de biblioteca. Suas lajes regulares e de pé-direito exíguo são inadequadas à espacialidade desejada para um edifício de tamanha relevância, exigindo uma intervenção que propicie espaços confortáveis, dignos, convidativos e que valorizem a atividade de leitura. Adotou-se assim uma abordagem focada na reconfiguração deste “espaço burocrático” em um verdadeiro marco cultural catarinense, tomando-se partido do edifício existente e adaptando-o através de intervenções concisas mas não menos incisivas.

Tal qual uma jornada rumo ao universo da literatura, a descoberta do espaço da nova biblioteca se dá através de uma série de escadas metálicas sequenciais, que configuram um percurso através dos diferentes acervos e espaços de leitura. O trajeto ocorre de maneira ascendente, simbolizando uma passagem transcendental que se origina no acesso público no térreo e culmina em um novo ambiente de leitura que ocupa o terraço no topo do edifício.

Partido projetual

O partido de projeto desenvolveu-se através de uma sequencia iniciada na análise do contexto existente e na exploração de alternativas para conectar e valorizar os espaços interiores. Esquematicamente, o processo de investigação projetual desenvolveu-se da seguinte maneira:

1. Atual Configuração: Lajes uniformes sobrepostas regularmente, com pé-direito administrativo que configuram uma espacialidade monótona e limitada.

2. Raciocínio inicial: A busca por uma visual unificadora do espaço cultural através da abertura das lajes administrativas, conectando os diversos pavimentos.

3. Desenvolvimento do partido: A subtração criteriosa de segmentos das lajes afim de romper a obviedade regular, criando vazios alternados.

4. Nova percepção espacial: Os vazios sequenciais geram a possibilidade de ambientes de leitura com pé-direito duplo, ao mesmo tempo em que garantem uma compreensão visual de todo o espaço da biblioteca.

A sequência de escadas articula-se através de novas áreas de pé-direito duplo, obtidas através de recortes meticulosos de setores da laje de cada pavimento (ver esquemas e partido estrutural). A posição diagonalmente alternada destes vazios permite a integração de todo o edifício desde o acesso no térreo até o último pavimento, transformando espaços segregados em espaços contínuos.

A unidade visual que permeia todo o edifício configura a biblioteca como um organismo conectado e pulsante, oferecendo a cada setor uma espacialidade ampla com pé direito duplo que valoriza os espaços de leitura.

Esse percurso interno culmina no novo terraço ocupado com áreas de leitura diferenciadas com uma cobertura leve que anuncia a nova intervenção para quem observa da cidade. Tais decisões tem como objetivo atender aos anseios da instituição expressados no edital, principalmente atrair novos usuários e promover a permanência dos mesmos.

A relação da biblioteca com a cidade é intermediada pela nova fachada do edifício, que será instalada sobre a original através de um sistema estrutural de engastes metálicos. Trata-se de uma composição de painéis de tela com progressivos índices de transparência, que permitem que a luz seja filtrada para o interior do edifício em intensidades variadas de acordo com as atividades existentes em cada espaço. Nas áreas mais sensíveis à ofuscação, por exemplo, nas áreas de leitura, a tela é mais opaca; nas áreas de passagem, especialmente ao longo das escadarias, a tela é mais transparente, permitindo maior entrada de luz e revelando mais claramente as formas internas do edifício.

Esta interface sugere certa aura de mistério, instigando a curiosidade dos transeuntes sem necessariamente revelar por completo o interior do edifício. Inversamente, o usuário da biblioteca permanece resguardado do excesso de distrações mundanas, enquanto a luminosidade difusa que permeia o interior do edifício incentiva a imersão na prazerosa atividade de leitura. Durante a noite, a passagem da luz através das telas inverte-se de sentido, originando-se do interior do edifício rumo ao exterior e à cidade. A biblioteca torna-se assim uma grande lanterna urbana, cuja luz etérea apenas sugere, através da silhuetas projetadas pelas pessoas em movimento, as atividades abrigadas em seu interior.

Organização das atividades

O acesso ao edifício foi deslocado do centro da fachada frontal para a esquina no encontro das Ruas Tenente Silveira e Álvaro de Carvalho, localizando-se agora em um ponto focal de maior visibilidade urbana. Apesar do desnível existente entre a cota de acesso e a do pavimento térreo, a acessibilidade universal é garantida por meio de uma plataforma elevatória que atende às todas as normas pertinentes. O primeiro espaço acessado pelo visitante é o amplo saguão que abriga o espaço cultural. O auditório se encontra no subsolo, conectado ao espaço de eventos por uma nova escadaria externa contida por uma caixa de vidro. No térreo o usuário avista o balcão principal e a primeira escada metálica que suavemente o conduz à descoberta dos espaços de acervo e leitura dispostos nos pavimentos superiores. Os principais setores da biblioteca estao organizados em sequência diagonal, contando com divisórias de vidro e forro acústico para preservar o nível de conforto e silêncio que cada um necessita. A Coleção Geral, setor de maior movimento, foi implantada no último pavimento justamente por se relacionar imediatamente com o novo terraço da cobertura, ambiente propício para as discussões e trabalhos em grupo.

Partido estrutural

A intervenção no edifício existente exige a execução de adaptações e reforços na estrutura para adequá-la às novas sobrecargas previstas. Cada elemento do sistema estrutural – fundações, pilares, vigas e lajes – exige uma solução específica para lidar com os diferentes tipos de esforços a que são submetidos. O reforço na fundação é necessário devido ao aumento da carga global adicional resultante da adequação do edifício. Estes reforços deverão ser executados com estacas de reação, adequadas a essa situação de reforma e com um custo de execução baixo.

Os pilares serão encamisados, agregando uma armação de reforço em toda a sua extremidade, posteriormente recebendo um acabamento com jateamento de concreto. Este reforço, cuja principal finalidade é a de aumentar a resistência de inércia ao efeito de flambagem, transformará a secção original quadrada dos pilares em novas secções circulares mais robustas. Na parte inferior das vigas serão acopladas chapas metálicas de 3/8” chumbadas a cada 30cms, reforçando a armação negativa e colaborando com a resistência aos esforços de tração. Nas lajes, o reforço será realizado na parte inferior, através da colocação de uma armadura adicional e posterior jateamento de concreto. Assim, haverá um aumento na espessura total das lajes, aprimorando sua capacidade de sobrecarga, inclusive prevendo a possibilidade de aumentos futuros no acervo da biblioteca.

Os recortes das lajes para a abertura dos vãos livres de pé-direito duplo foram previstos de maneira modular, limitados pela disposição das vigas. Assim, é possível minimizar as intromissões nas armaduras das lajes e otimizar o efeito espacial sem causar redistribuições de esforços imprevistos.

Conforto Ambiental / Sustentabilidade

Foram essenciais na proposta de transformação de um edifício existente adaptado, para uma biblioteca que atenda as exigências necessárias para a sua utilização como espaço de estudo/leitura, pesquisa e permanência. Dessa forma analisamos os mais diversos aspectos relativos as questões supracitadas, tais como: iluminaçào natural, radiação solar incidente sobre o edifício, ventilação natural e eficiência energética. Em um espaço como uma biblioteca é preciso analisar a quantidade de luz que penetra no espaco e a qualidade da mesma. O edifício existente não foi pensado para ser ocupado como espaço de estudo, sua ineficiente e desmedida distribuição da luz natural causam ofuscamento e desconforto visual. A nova proposta foi desenvolvida com a premissa de reduzir os problemas encontrados, através da introdução de uma tela de proteção na fachada, reduzindo a incidência de radiação sobre o edifício e usufruindo da radiação difusa como fonte primária de iluminação do espaço. O consumo de energia pode ser reduzido consideravelmente através da utilização de técnicas passivas de iluminação e ventilação, minizando o uso de ar-condicionado e de iluminação artificial.

Radiação Solar A pele dupla da fachada fornece um controle para a intensa radiação solar de Florianópolis, a proteção externa não apenas filtra a luz natural mas também reduz em até 65% a sua incidência sobre o edificio. Desta forma o ganho solar interno é minimizado, reduzindo assim o consumo energético para o condicionamento artificial do espaço.

Ventilação Natural A solução das secções internas nos pavimentos é um fator decisivo no desempenho térmico do edifício, considerando-se o fato de que os ganhos térmicos por radiação solar foram reduzidos e que durante 50% do ano o espaço pode ser ventilado naturalmente. Desta forma, os ventos predominantes do norte reduzem a temperatura interna, auxiliam na remoção da carga térmica interna e minimizam o consumo energético usado para o condicionamento artificial do espaço.

Iluminação Natural Nossa análise de iluminação estuda o Daylight Factor do edifício, o que significa que analisa as propriedades físicas de luminância do espaço. Durante 75% do ano o céu de Florianópolis fornece uma iluminância de 15000 Lux no plano horizontal, conforme a legislação atual são necessários 500 lux no plano de trabalho para leitura, ao considerarmos um DF de 3,5; isso representaria 500 lux para 75% do ano. De acordo com a nova proposta atingimos 3,5 DF em mais de 50% da área útil da laje e até 9 metros de profundidade nos espacos de pé direito duplo, o que significa uma considerável redução do consumo energético destinado a iluminação artificial.

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Ficha técnica:

Autores:

João Paulo Payar

Matheus M.R. Alves

Rafael Gazale Brych

Ricardo Felipe Gonçalves

Colaborador: Alexandre Hepner

Consultor Estrutura: Yopanan Rebello (YCON)

Consultor Design Ambiental: Ricardo Messano

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Agradecemos aos autores pela disponibilização do projeto.

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina – 1º lugar

Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina

1º lugar

Autores: Bruno Conde, Filipe Gebrim Doria, Filipe Lima Romeiro, Lucas Bittar

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PARTIDO

Pensar o projeto de readequação do edifício da Biblioteca Pública de Santa Catarina nos leva além das considerações pertinentes aos aspectos materiais da intervenção. Acreditamos que a mesma deva impor-se como uma importante referência na sociedade local. Mais que apenas resultar em um novo edifício, ambicionamos construir um lugar. Um signo urbano forte e legível, um espaço rico, agradável, que atraia as pessoas, para ser usufruído em sua plenitude pela população.

“Uma visão poética, que ultrapassa, na sua dimensão humana, a estrita necessidade. A Arquitetura não deseja ser funcional, mas oportuna.”

A partir destas premissas, surge um aparente antagonismo: como criar um edifício que tenha uma relação “aberta” com o espaço público, a malha urbana, mas que ao mesmo tempo, como biblioteca, tem como característica intrínseca o fato de ser um espaço que deve privilegiar a introspecção?

Revela-se então o seguinte partido: externamente o edifício diferencia-se das outras construções da região, enquanto espaço destinado a atividades diferentes dos escritórios e dos prédios comerciais do centro da cidade, através de uma fachada intrigante para quem olha da rua. Internamente o edifício é trabalhado de modo a gerar uma riqueza espacial, utilizando de recursos como os vazios, que dão unidade visual e integram o edifício verticalmente, e iluminação natural, através de aberturas zenitais. Cria-se assim uma diversidade de ambientes; ora generosos, com espaços abertos e pé-direito monumental, ora mais aconchegantes, restritos; ora mais dinâmicos, ora mais calmos…

RESOLUÇÃO PROGRAMÁTICA

Essa diversidade de espaços e ambientes vem de encontro à necessidade de atender a todas as questões técnicas e funcionais envolvidas em um projeto de biblioteca, dentre os quais: – Correta distribuição dos fluxos e controles de acesso – Distinção dos ambientes conforme: tipo de uso; tipo de apropriação do espaço; dinâmica do uso – Condições de temperatura e umidade adequadas ao acervo – Condições de iluminação e ventilação adequadas às áreas de leitura

Dentro de uma lógica de setorização, optamos pela divisão do programa em 4 partes distintas, contemplando as seguintes funções âncora: 1 – Acesso / Café / Periódicos Diários / Espaço de Eventos / Auditório – O térreo do edifício funciona como uma transição entre o espaço público por excelência, a rua, e os demais ambientes do edifício. Os fechamentos são feitos em vidro, de modo a não quebrar a permeabilidade visual. Um “túnel” marca o acesso – este leva o pedestre da rua até o interior do edifício, passando por um painel de exposições e com o café ao fundo. Por uma escada pode-se descer para o espaço de eventos e para o auditório; os mesmos também podem ser acessados de forma independente pela Rua Álvaro de Carvalho. Por uma passarela se chega à área fechada da BPSC, logo na entrada está a área dos periódicos, que ocupa um grande salão possuindo também uma área externa. A circulação para os demais andares pode ser feito por meio de elevador ou escada. A escada, em estrutura metálica, dispõe-se de forma solta no espaço, de modo a ficar explícito por onde é feita a circulação entre os pavimentos.

2 – Divisão de Pesquisa e Memória – Situa-se no pavimento inferior do edifício e é acessada pelo usuário através da circulação interna da biblioteca. O acervo está em local reservado, com controle severo de temperatura e umidade do ar – o mesmo está diretamente ligado ao acesso secundário. As áreas de leitura e os laboratórios estão em local privilegiado e voltam-se para a parede jardim, recebendo iluminação natural.

3 – Divisão Infanto-Juvenil / Serviço de Multimídia e Internet / Divisão de Atendimento ao Usuário – Configura-se como um espaço para receber a maior concentração de freqüentadores da BPSC, ocupando o 1º, 2º e 3º pavimentos. No 1º pavimento, com fechamentos em vidro e maior luminosidade dispõe-se a divisão infanto-juvenil e o serviço multimídia e internet. O layout é definido pelo desenho livre das estantes, com 1,20m de altura, criando um ambiente lúdico e dinâmico. No 2º e 3º pavimentos, ocupados pela divisão de atendimento ao usuário, o fechamento das fachadas é opaco, protegendo o acervo da radiação solar direta. As estantes dispõem-se de forma linear ao longo das paredes periféricas, formando um grande “salão de livros” ao redor do vazio central, que integra os três pavimentos e permite a entrada de luz zenital.

4 – Divisão Geral Administrativa / Serviços Gerais – Localizada no 4º e último pavimento do edifício, não interfere no fluxo de usuários das demais áreas da BPSC, sendo dividido entre um núcleo que compreende as áreas molhadas e uma área de planta livre, com layout definido por divisórias leves.

ESTRUTURA

Para alcançar o resultado pretendido no projeto, propõe-se a subtração de alguns trechos da estrutura e a consequente inserção de uma nova estrutura metálica. No térreo ocorre a retirada de dois módulos da estrutura original, gerando um espaço continuo entre o térreo e o pavimento inferior. Para possibilitar o vazio central no 2° e 3° pavimentos foram subtraídos três módulos da estrutura em cada andar, as vigas e lajes são substituídas e a estrutura nova trava a movimentação horizontal da estrutura existente. A antiga laje de cobertura do edifício receberá um reforço estrutural para poder abrigar o 4º pavimento. A cobertura projetada para esse andar é composta por uma estrutura metálica leve e utiliza telha composta com tratamento termo-acústico.

CIRCULAÇÃO VERTICAL

O núcleo de circulação vertical original foi substituído por um novo núcleo. Este passa a ocupar a fachada sudoeste, que está praticamente encostada na empena do edifício vizinho. Libera-se assim as outras fachadas do edifício, mais privilegiadas, para a resolução programática e para entrada de luz natural.

CONFORTO AMBIENTAL

É previsto o uso de sistema de climatização no edifício, tanto para conservação do acervo como para conforto dos usuários. O edifício receberá um brise-soleil composto de aletas metálicas, dispostas na vertical, a 60cm do fechamento interno. Este protege o edifício da indesejada incidência luminosa direta e cria uma camada de ar que ameniza o contraste térmico entre exterior e interior, otimizando o balanço térmico interno.

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Ficha Técnica

Autores:

Bruno Conde, Filipe Gebrim Doria, Filipe Lima Romeiro, Lucas Bittar

Consultores:

ZPM Engenharia (Estrutura)

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Agradecemos aos autores do projeto pela disponibilização das informações.

Premiados – Concurso – Biblioteca Pública de Santa Catarina

Veja a seguir os premiados no Concurso Nacional de Arquitetura para escolha do projeto da Biblioteca Pública de Santa Catarina, organizado pelo IAB-SC e promovido pela Fundação Catarinense de Cultura. O edifício será construído em Florianópolis e terá área total de 2.000m2. Veja aqui a Ata de Julgamento.

Clique nos links e imagens para mais informações sobre cada projeto. Os projetos serão publicados à medida em que forem disponibilizados pelos seus autores. Atualizado em 01/04/2010

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1º lugar

Autores: Bruno Conde, Filipe Gebrim Doria, Filipe Lima Romeiro, Lucas Bittar

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Concurso Nacional – Biblioteca Pública de Santa Catarina

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Concurso Nacional de Arquitetura para escolha do projeto da Biblioteca Pública de Santa Catarina.

Objeto:

Readequação e arquitetura de interiores do prédio da Biblioteca Pública de Santa Catarina em Florianópolis-SC.

Área de construção: 2.000,00 m2

Local: Florianópolis – SC

Tipo de Concurso: nacional, aberto, de anteprojetos, em uma etapa.

Promoção: Fundação Catarinense de Cultura – SC

Organização: Instituto de Arquitetos do Brasil – Santa Catarina (IAB-SC)

Quem pode participar:

Poderão participar todas as pessoas físicas, equipes e pessoas jurídicas com atribuição em projeto de arquitetura e arquitetura de interiores, legalmente habilitados no Brasil, para o exercício das atribuições exigidas à execução dos serviços previstos, e em situação regular perante o respectivo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – CREA.


Cronograma:

20/11/09 Lançamento do Edital

20/11/09 a 18/12/09 Período de Inscrições

04/01/10 a 29/01/10 Período de Consultas

18/01/10 Visita guiada

26/02/10 Entrega das Propostas

08/03/10 Prazo para Recebimento: até às 18h

26/03/10 Divulgação do Resultado e Cerimônia de Premiação

180 dias Assinatura do Contrato com a equipe vencedora

180 dias Prazo Limite entrega dos Projetos Executivos

Prêmios:

Primeiro Classificado: R$ 30.000,00 (Trinta mil reais)

Segundo Classificado: R$ 15.000,00 (Quinze mil reais)

Terceiro Classificado: R$ 5.000,00 (Cinco mil reais)

Para mais informações acesse aqui a página oficial do concurso.

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Os interessados devem consultar diretamente a coordenação do concurso para eventuais atualizações e alterações relativas ao concurso anunciado.