Frank Lloyd Wright. Princípio, Espaço e Forma na Arquitetura Residencial

10. Prêmio Jovens Arquitetos – 2011

Categoria: Ensaios Críticos

MENÇÃO HONROSA

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Frank Lloyd Wright. Princípio, Espaço e Forma na Arquitetura Residencial

Annablume: São Paulo, 2011.

Autora: Ana Tagliari

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Resumo fornecido pela autora:

Sem a pretensão de querer abranger toda a grandeza e a complexidade de uma obra intensa como a de Frank Lloyd Wright, o livro se concentra no estudo de exemplares residenciais construídos dentro de sua vasta produção arquitetônica. Fruto de extensa pesquisa realizada durante o desenvolvimento de sua Dissertação de Mestrado, a análise destas obras é feita a partir dos escritos do arquiteto, onde são definidos e discutidos os princípios que norteiam sua Arquitetura Orgânica. Com uma linguagem coloquial e sem pretender erudição, o livro procura suprir um vazio editorial no Brasil. A análise de projetos residenciais do mestre norte-americano, Frank Lloyd Wright.

Comentário do Júri:

O livro faz uma introdução da obra do Arquiteto Americano Frank e utiliza as três fases de sua obra concentradas nos projeto residenciais para propor um modelo de analise formal com categorias pré- estabelecidas. O sistema de qualificação de comparação revela novas possibilidades de comparação e conhecimento.

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10º Prêmio Jovens Arquitetos – Ensaios Críticos – Menção Honrosa – Sistema Dom-Ino

Prêmio Jovens Arquitetos – Categoria – Ensaios Críticos – Menção Honrosa

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O Sistema Dom-Ino

Dissertação de Mestrado do Programa de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura. Propar da UFRGS
Autor: Humberto Nicolás Sica Palermo
Orientador: Prof. Dr. Edson Mahfuz

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Resumo

O Sistema Dom-ino, elaborado entre 1914 e 1917 por Le Corbusier, aparentemente um tema de fácil compreensão e descrição, guarda uma série de conceitos e atributos que, a exemplo do que ocorre com boa parte da obra corbusiana e, ao mesmo tempo (e pelas mesmas razões), com a arquitetura moderna, escapam à atenção da maioria dos autores e profissionais da arquitetura. Sintetiza idéias de diferentes tipos, ligadas a diferentes campos do conhecimento, como estética, engenharia, economia e, é obvio, arquitetura. Assim, o Dom-ino pode ser definido como sistema construtivo constituído por lajes planas, pilares e fundações em concreto armado, que propõe uma ordem racional entre seus elementos e sua construção, através da aplicação de subsistemas de organização, visando dotar os edifícios que a empregam de atributos formais modernos, concretos (pisos em balanço, planta e fachadas livres, pilotis, etc.) e abstratos (como economia de meios, rapidez, rigor e precisão na construção, universalidade). Analisando suas características formais percebe-se que as relações entre seus elementos são, além de físicas, dimensionais e proporcionais, superando as justificativas meramente funcionais para o arranjo entre seus elementos. Ao ler as justificativas do autor para a concepção do sistema percebe-se o conteúdo social e econômico da idéia, que propõe medidas para otimização do planejamento e construção através da pré-fabricação e padronização dos elementos constituintes. Finalmente, ao analisar a obra posterior de Le Corbusier, tanto seus edifícios construídos e projetados quanto suas proposições urbanísticas, executadas ou não, é flagrante o uso de elementos que foram elaborados e lançados por intermédio do sistema Dom-ino. O que faz com que o sistema seja importante e diferenciada é a sua complexidade, justificada tanto pelas influências contidas na sua concepção quanto pelas qualidades das obras que o empregaram. Isso ratifica a sua condição de ponto de mutação na carreira de Le Corbusier, e conseqüentemente na arquitetura moderna, pois representa diversos fatos importantes, onde se identificam alguns dos paradigmas técnicos e arquitetônicos mais importantes do século XX, vigentes até hoje.

Para visualizar o trabalho completo clique aqui.

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Agradecemos ao autor pela disponibilização das informações.




Arquitetura em tempos de crise – 1929-2009

por Fabiano Sobreira (*)

Crise econômica, social, ambiental… Tempos de crise são também oportunidades para revisão de paradigmas, revisão das receitas prontas e experimentação.

Foi o que ocorreu na segunda década do século XX  (vide ao lado a capa de um jornal londrino da época, sobre a crise de 1929) quando as pressões sociais, econômicas e industriais, diante de uma crise emergente, demandaram um novo modelo de consumo, uma nova forma de habitar e uma nova lógica de produção do espaço, dedicada prioritariamente ao atendimento das urgências sociais: habitação, renovação urbana, salubridade, racionalidade. Os arquitetos e urbanistas se aproveitaram daquele momento e transformaram a crise anunciada em uma revolução de idéias; converteram as demandas econômicas, sociais e industriais em novos princípios projetuais; foram além das urgências de ocasião e construíram utopias; converteram imposições externas em fundamentos teóricos; souberam – estrategicamente – sair da posição de reféns de um mundo em crise e assumiram o papel de protagonistas de um novo modelo social de produção do espaço. E assim nasceu o Racionalismo, o movimento Moderno… e o resto da história conhecemos bem. Mesmo os mais ferrenhos críticos reconhecem a importância dessa ruptura paradigmática para a construção dos modelos que ainda hoje orientam a construção das cidades contemporâneas. Continuar lendo