Premiados – Reforma do Edifício Sede da SedHab – DF

Veja a seguir os projetos premiados e menções do Concurso Público Nacional para a Reforma do Edifício Sede da SedHab, do Distrito Federal. Continue lendo

Premiados – Parque Urbano e Vivencial do Gama – DF

1º Lugar - 458857

Autores: Leandro Rodolfo Schenk, Luciana Bongiovanni Martins Schenk, Mailton Carlos Sevilha, Lisandra dos Santos Casagrande, Michel Platini Barbosa Continue lendo

Premiados – Parque do Paranoá – DF

1º Lugar - 263138

Autor: Joao Paulo de Castro Scotti

Consultores: Fermin Vasquez, Pedro Baltar, Francesc de Fuentes, Sonia Cruz

Colaboradores: Gunter Kohlsdorf, Ana Carolina Favilla Coimbra, Giuliana de Brito Sousa Continue lendo

Premiados – Centro de Exposição Agropecuária de Planaltina – DF

1º Lugar - 187914

Autor: Arquiteto Luciano Rocha de Andrades

Colaboradores: Matias Carballal, Mauricio López, Andrés Gobba, Alexis Arbelo, Pamela Davyt, Aldo Lanzi, Guillermo Acosta, Fernando Suarez, Emiliano Etchegaray, Agustín Piña, Diego Morera, Mauricio Wood, Luciano Rocha de Andrades, Silvio Lagranha Machado, Rochelle Rizzotto Castro, Camilla Pereira, Jaqueline Lessa Continue lendo

Premiados – Brasília: Território e Paisagem

Veja a seguir os premiados dos concursos reunidos sob o título “Brasília: Território e Paisagem” promovidos pelo Governo do Distrito Federal e organizados pelo IAB-DF, que selecionaram as melhores propostas para o Centro de Exposição em Planaltina e para os parques do Paranoá e do Gama, no Distrito Federal. Continue lendo

Concursos de Arquitetura e Paisagismo – Brasília: Território e Paisagem

Atualizado em 16.06.2012

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“O Instituto de Arquitetos do Brasil, departamento Distrito Federal, por iniciativa da Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano do Governo do Distrito Federal, tem o prazer de anunciar cinco concursos nacionais de arquitetura e paisagismo para o Distrito Federal.

O IAB-DF, em cumprimento a sua agenda político-cultural, enxerga nessa ação da Sedhab um horizonte promissor de extensão do debate sobre Brasília em sua indelével e necessária articulação entre território e paisagem.

São cinco concursos importantes para os espaços urbanos das cidades do Distrito Federal, bem como para a salvaguarda ambiental por meio do uso social do espaço. Além de tornar o próprio edifício da secretaria um exemplo de eficiência funcional, estética e energética no âmbito das edificações institucionais do governo”.

Clique a seguir nos links para informações sobre cada um dos concursos:
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Inscrições: 06 de junho de 2012 a 20 de julho de 2012
Envio dos projetos: das 00h01min de 23 de julho de 2012 até às 23h59min de 27 de julho de 2012
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Inscrições: 06 de junho de 2012 a 23 de julho de 2012
Envio dos projetos: das 00h01min de 30 de julho de 2012 até às 23h59min de 03 de agosto de 2012
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Inscrições: 06 de junho de 2012 a 23 de julho de 2012
Envio dos projetos | das 00h01min de 08 de agosto de 2012 até às 23h59min de 10 de agosto de 2012
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Inscrições: 06 de junho de 2012 a 20 de julho de 2012
Envio dos projetos: das 00h01min de 23 de julho de 2012 até às 23h59min de 27 de julho de 2012
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Inscrições | 12 de junho de 2012 a 30 de julho de 2012
Envio dos projetos | das 00h01min de 08 de agosto de 2012 até às 23h59min de 10 de agosto de 2012
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Porto Olímpico – Rio de Janeiro – 4º Lugar

4º Lugar

AutorJorge Mario Jauregui
Coautores: Jorge Silvetti e Rodolfo Machado
Colaboradores: Leandro Balbio, Fernando Newlands, David Serrão, Gabriel Leandro Jauregui, Maria Negrão, Carlos Clare, Jefrey Burchard e Noel Murphy
Consultores: Ricardo Inchausti, Eduardo de Carolis, Antonio Monteiro, Fabio Amaral, Sebastián Miguel, Wolfgang Aichinger e Paulo Magalhães

O projeto responde à rica história cívica da zona portuária, estabelecendo conectividades através do realinhamento das vias e da reconfiguração do espaço público, visando um legado de alta qualidade urbanística, paisagística, arquitetônica e ambiental. O Canal do Mangue é, ao mesmo tempo, ponto central de interesse cívico do lugar, bem como um obstáculo para o funcionamento coeso da zona portuária.

A proposta tem como referência o Master Plan do Porto Maravilha, criando uma nova avenida/eixo cuja geometria é realçada através dos edifícios propostos. As diretrizes de zoneamento baseadas no conceito de eco-eficiência localizam os edifícios altos distantes do canal no terreno oeste, a fim de conseguir uma boa área de céu aberto. Esta estratégia permite a configuração em altura do hotel 5 estrelas, bem como o complexo do centro de convenções e exposições, atuando como landmark e peça central da área. Sobre o canal é erguida uma esbelta passarela de forma a facilitar a passagem de pedestres. Ela emerge a partir de um espaço de acesso público do hotel/complexo de convenções, conectando-o à avenida do Porto Olímpico proposta no terreno leste, conseguindo assim uma ligação coerente formal e funcional em ambos os lados do canal. Comércio, jardins e espaços verdes margeiam esta avenida juntamente com os hotéis e edifícios de habitação.

Tipos de residências: corpos horizontais com unidades de três e quatro quartos ao longo das ruas, com acesso direto para os pátios e parques e unidades de um e dois quartos distribuídas uniformemente em elegantes torres. Todos estes apartamentos são configurados de forma a conseguir acesso universal independente para todos os quartos durante a Olimpíada, permitindo posteriormente uma fácil reconversão em unidades familiares. Além disso, o padrão de composição dos edifícios residenciais é baseado num sistema paramétrico modular, incorporando facilidades horizontais e verticais que permitem adaptações no tipo de apartamentos a construir segundo as exigências de mercado.

O piso térreo de ambos os terrenos (leste/oeste) incorpora uma forte presença de vegetação nativa, bem como as coberturas e terraços-jardim de uso comum, estendendo-se aos terraços privados. A vegetação exuberante criará sombreamento ao longo das ruas assegurando uma agradável experiência de vida urbana na cidade com diversos tipos de usos e comércios, completada pelo sombreamento oferecido pelos detalhes da arquitetura (brises e cobogós) garantindo o conforto térmico no interior dos edifícios. Diferentes níveis de porosidades no piso térreo criam mecanismos naturais de controle de privacidade nos pilotis e espaços de uso coletivo, em relação com as áreas de comércio e espaços verdes ao longo das calçadas, sem que seja necessário nenhum tipo de barreira. Um sistema de ciclovias conectará o novo setor com os bairros do entorno e com o porto.

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Fonte: PINIweb

Porto Olímpico – Rio de Janeiro – 3º Lugar

3º Lugar

Autor: Francisco Spadoni

Coautor: Tiago de Oliveira Andrade

Colaboradores: Jaime Veja, Mayra Simone dos Santos e Lauresto Couto Esher

Estagiários: Marcos Sartori, Paulo Catto, Natália Lorenzo e Elisa Felca Glória

Consultores: Marcel Mendes

Espera-se que o legado a ser deixado pelos Jogos Olímpicos de 2016 para a cidade do Rio de Janeiro venha a se constituir numa inexorável vivificação de seus bairros, conduzido pelo impacto de grandes equipamentos e pelo incremento do sistema de infraestruturas  urbanas. Some-se a isso o aumento expressivo na capacidade habitacional instalada, a ampliação qualificada da rede de serviços  públicos, os investimentos do setor privado e, principalmente, o avanço nos índices sociais, para que se sedimente uma ideia durável de urbanidade.

Vale, contudo, aprender a lição da história recente, não apenas de ex-cidades olímpicas, mas também de cidades que se recapacitaram muito rapidamente através de grandes equipamentos, cujo maior desafio e,  por vezes fracasso, foi o da incapacidade de mantê-los saudáveis no tempo.

Sob essa premissa, o escritório focou a implementação do extenso programa deste concurso, considerando a força transformadora das intervenções, mas também identificando seus aspectos vulneráveis,  cujo enfrentamento venha resultar em qualidade arquitetônica e ambiental e contribuir para a consolidação urbana futura.

O poder indutor dos equipamentos propostos virá somar às ações   revitalizadoras já em curso para a área e, pela grande escala e qualidade dos temas, habitação e serviços, deverá se tornar motor de uma nova condição territorial e de valorização fundiária. Dos aspectos vulneráveis, ou seja, aqueles que devem resistir à obsolescência, foram priorizadas para as duas áreas, cada qual a seu modo, a qualidade e a racionalidade dos sistemas construtivos, a relação do solo com as águas, o desempenho ambiental das edificações e, finalmente, arquiteturas renovadoras que promovam novos espaços para a cidade.

Nas quadras do setor leste foram concentrados todo o programa habitacional, incluindo-se, além dos edifícios de apartamentos,  o conjunto formado por apart-hotel, hotel quatro estrelas e hotel temporário. Estes equipamentos, embora contíguos, estão locados na extremidade da quadra, com independência das unidades  habitacionais, favorecendo seu uso pós Jogos Olímpicos.

Na quadra do setor oeste foram concentrados os demais equipamentos: centro de exposições, hotel 5 estrelas e centro empresarial. Este conjunto, expressivo pela densidade e pelo desenho, deverá ser o núcleo articulador das principais transformações da área, alicerçado pelo extenso programa habitacional.

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Fonte: PINIweb

Porto Olímpico – Rio de Janeiro – 2º Lugar

2º Lugar

Autor: Roberto C. dos Santos Aflalo Filho
Coautores: Flavio Ferreira, Marcos Favero, Carlos Eduardo Spencer, Miguel Aflalo, José Luiz Lemos e Roberto Aflalo
Colaboradores: Amanda Arcuri, Fabiana Araujo, Daniel Medina, Tereza Jardim, Evangelina Lopes, Reinaldo Nishimura, Ari Miaciro, Mariana Moro, Raquel Rodorigo, Luis Nogueira, Marcella Carone, Monica Rodrigues e Marcelo Nagai
Consultores: Manuel Fiashi, Gabriela Vasconcellos, Geraldo Filizola, Leonardo de Almeida, Ricardo França, Raul José de Almeida, Oscar Morio Tsuchiya, Antonio R. Barbosa de Oliveira, Igor Alvim, Guinter Parschalk e Moacyr Motta


As moradias e a maioria do comércio estão localizadas no terreno leste. O restante do programa se desenvolve no terreno oeste. Expo, centro de convenções, centro empresarial e hotéis se coadunam com a avenida Francisco Bicalho, e moradia e comércio local ficam em área mais tranquila.

No curto período da Olimpíada, as habitações e outras atividades permanecerão juntas: jornalistas morando no leste e indo trabalhar no oeste. Após os jogos, o terreno oeste se tornará um núcleo de atividades relacionado com toda a metrópole e o terreno leste se tornará um bairro de classe média. Serão áreas com uso e vocações diferentes, cada uma com suas peculiaridades. Assim, não se deve buscar uniformidade na arquitetura e no urbanismo nos dois terrenos mas, ao contrário, diferenças. Cada terreno com sua identidade coerente com seus usos futuros.

O principal espaço livre de cada um dos terrenos é como que atraído pela centralidade de hierarquia superior: o centro administrativo, a nova estação do metrô, a Leopoldina e a própria avenida Francisco Bicalho.

Ciclovias e vias de pedestres ligam as áreas do projeto à centralidade acima mencionada, à Quinta da Boavista e ao Pavilhão de São Cristovão, como também à ciclovia proposta pelo Projeto Porto Maravilha para a avenida Rodrigues Alves. Também foram sugeridas melhorias nos acessos existentes à igreja do topo do Morro do Pinto.

Um eixo visual liga os dois principais espaços livres dos terrenos leste e oeste e que vai até a igreja do Morro do Pinto. Essa relação entre o proposto e uma pré-existência significativa ajuda a reforçar o espírito do lugar. A manutenção de grande parte do galpão existente a leste também ajuda nesse sentido.

Porto Olímpico

Os dois terrenos, pelo eixo visual, são ligados por uma passarela elevada. Durante os jogos, os jornalistas poderão ter um acesso exclusivo à passarela de seus quartos a leste e para seus trabalhos a oeste. Findos os jogos, a passarela poderá ser desmontada, a não ser sobre a Avenida Francisco Bicalho.

Os apartamentos são maiores do que os sugeridos pelo Edital devido à exigência de quartos com 12 m² e banheiro privativo. De todas as alternativas estudadas, deixar os quartos grandes e os banheiros para o legado é a mais econômica e mais recomendável em termos de sustentabilidade.

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Fonte: PINIweb

Porto Olímpico – Rio de Janeiro – 1º Lugar

1º Lugar

Autor: João Pedro Backheuser

Colaboradores: Luis Alonso Calleja; Sergi Bacaguer Barbadillo; Ignasi Riera Mas; Miguel Moragues Canela

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A ideia central da proposta reside na criação de uma nova escala de vizinhança que integre os usos específicos dos terrenos leste (residências, espaços comerciais, de serviços) e oeste (hotel 5 estrelas, centro de convenções e centro empresarial) atendendo a todas as exigências do edital e buscando a articulação com um entorno diverso e fragmentado.

A proposta converte a avenida Francisco Bicalho em eixo monumental e porta de entrada da cidade, ao mesmo tempo em que recebe um desenho urbano que humaniza o seu aspecto e funcionalidade como via urbana requalificada. Para o terreno leste, foi criado um tipo de ordenação não convencional para conferir certa originalidade a um espaço aparentemente residual da área portuária, através do uso misto com unidades residenciais, espaços comerciais, de serviços e áreas públicas. A morfologia urbana configura uma ocupação híbrida onde ruas, praças e edifícios sejam indissociáveis. A distribuição de usos é flexível (uma largura única, 15 m, com alturas variáveis de 1 a 30 andares) e aqueles de caráter público foram colocados nas ruas principais (hotel, apart-hotel e hotel temporário), e os privativos (residencial) nas ruas secundárias e nos pátios interiores das quadras, buscando assim uma maior tranquilidade.

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Fonte: PINIweb

SEBRAE – Brasília

Como parte da seção ‘obras construídas’, apresentamos a seguir o projeto do SEBRAE, construído em Brasília – DF, que resultou de um concurso realizado em 2008 que teve como vencedora a equipe formada pelos arquitetos Alvaro Puntoni, Luciano Margotto, João Sodré e Jonathan Davies. Continue lendo

Concursos em meio eletrônico: razões e recomendações

Nota do editor

Como parte da política de promoção e modernização dos concursos públicos de arquitetura, o Instituto de Arquitetos do Brasil (por iniciativa da Direção Nacional e do Departamento do Distrito Federal) lançou em 2010 a cartilha intitulada “Concursos em meio eletrônico: razões e recomendações“. Trata-se de um documento que tem como objetivo a sensibilização de potenciais promotores, organizadores e participantes sobre as vantagens das ferramentas eletrônicas, como instrumentos de democratização, desburocratização, praticidade, sustentabilidade e economicidade dos concursos de arquitetura. O portal concursosdeprojeto.org apoia a iniciativa e publica a seguir, na íntegra, o conteúdo do documento, que também pode ser acessado aqui em versão pdf.

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Concursos em meio eletrônico: razões e recomendações

1. Contexto

As ferramentas eletrônicas já são largamente utilizadas na Arquitetura, Urbanismo, no Paisagismo e nas Engenharias, tanto no desenvolvimento quanto no tratamento e na apresentação de ideias. Ao mesmo tempo, observa-se que a transmissão de documentos e informações em meio eletrônico tem se transformado no meio preferencial em diversas situações, principalmente quando há preocupações com segurança, economia e agilidade.

Os Concursos de Projetos em meio eletrônico unem essas duas tendências em torno de um objetivo comum: praticidade, economia e democratização de acesso à informação.

A produção e o envio de projetos em meio digital, inclusive, é um dos princípios da Legislação Europeia sobre concursos de projetos (Diretiva 2004/18/CE, Art. 71º). Além dos concursos serem a modalidade obrigatória para a contratação de projetos na Europa , a transmissão eletrônica de documentos e projetos tem se tornado uma prática comum.

Na Administração Pública brasileira as licitações em meio eletrônico têm se tornado uma prática cotidiana, como sinônimo de segurança, praticidade e transparência.

Enfim, se a produção de projetos nos dias de hoje ocorre predominantemente em meio digital e se a transmissão de arquivos gráficos de alta resolução tem se tornado uma prática cotidiana, acessível e segura, por que não promover concursos em meio eletrônico ?

2. Em que aspectos os Concursos em meio eletrônico são mais vantajosos ?

Redução dos custos

Uma das principais vantagens dos concursos em meio eletrônico é a minimização de custos para os concorrentes, que deixam de ter despesas com impressão e envio de pranchas. Considerando que os concursos são baseados na elaboração de projetos sem remuneração, diante da possibilidade de eventual premiação, a redução dos custos de produção para os concorrentes amplia as possibilidades de participação.

Uma postura sustentável

As instituições têm buscado cada vez mais promover ações associadas à minimização do impacto ambiental. A desmaterialização de processos é palavra de ordem nas instituições (públicas e privadas) mais modernas, no Brasil e no exterior, onde a tramitação de documentos e processos ocorre cada vez mais em meio eletrônico, com a redução da produção e descarte de papéis. Em um concurso tradicional, centenas de pranchas são descartadas ao final dos concursos, e quando passam a fazer parte do acervo, ocupam espaço físico e são facilmente deterioradas. Em resumo: menos papel, menos resíduos, menos demanda por espaço, menos impacto ao meio ambiente.

Agilidade e Redução de Prazos

O envio de arquivos em meio eletrônico é imediato, não depende do transporte físico, que consome recursos, logística e tempo. Com a transmissão eletrônica de arquivos, elimina-se o prazo reservado para o envio de documentos no formato tradicional. Do extremo norte ao extremo sul do país, ou mesmo no contexto internacional, o tempo de envio dos projetos em meio eletrônico é o mesmo, e os riscos de extravio são praticamente eliminados. Consequentemente, os procedimentos ocorrem de maneira mais rápida e os concursos são realizados em prazos mais curtos.

Facilidade de difusão, democratização e transparência do processo

Não há ferramenta mais associada ao espírito democrático do que a internet. Um dos princípios básicos da disponibilização e transmissão eletrônica de documentos é a igualdade de condições aos participantes (isonomia), independente de sua localização geográfica. As informações sobre um concurso em andamento, por exemplo, quando disponibilizadas na internet, estão disponíveis no mesmo momento para todos, sem que haja necessidade de deslocamento do interessado ou vantagens decorrentes do domicílio do concorrente. Com o envio de projetos em meio eletrônico, a difusão de resultados e a divulgação dos projetos ao público ocorre de forma mais rápida e mais democrática. Quando se trata de acesso ao resultado do concurso, em um concurso tradicional apenas os concorrentes locais têm a possibilidade de conhecer os trabalhos inscritos e premiados, pois a exposição de pranchas impressas está limitada a uma exibição local, que depende de espaço físico de grandes dimensões e demanda grande logística de montagem e desmontagem de exposição. No concurso em meio eletrônico, finalizado o julgamento, todos os trabalhos (inscritos e premiados) podem ser automaticamente publicados em meio eletrônico, e as pessoas conhecerão os trabalhos ao mesmo tempo, sob as mesmas condições, de qualquer parte do país. Nesse sentido, não há forma mais transparente de fazer a difusão dos trabalhos do que divulgando-os na internet, simultaneamente, para todo o Brasil – e no contexto internacional, quando for o caso.

Facilidades no processo de julgamento

Além de todas as vantagens já citadas, os concursos em meio eletrônico também facilitam o julgamento, que pode ocorrer a partir da análise de telas, controladas individualmente por cada membro do júri, ou coletivamente (por meio de projeção). Além do conforto, o julgamento ocorre com mais tranqüilidade, em ambientes que não demandam tanto espaço físico: apenas uma sala com computadores e acesso à internet. Em alguns casos, quando o objeto permitir, o julgamento pode ocorrer à distância, sem necessidade de reuniões presenciais.

3. Como organizar um concurso em meio eletrônico ?

Os fundamentos de um concurso em meio eletrônico são os mesmos de um concurso tradicional: garantia de anonimato, formalização do processo, autonomia da comissão julgadora, isonomia no tratamento aos concorrentes. A diferença está no meio de difusão, transmissão e análise dos documentos e projetos.

Para organizar um concurso em meio eletrônico, algumas recomendações devem ser observadas:

1. Deve-se planejar cuidadosamente a página do concurso na internet, contratando-se profissionais experientes no assunto, uma vez que esse será o principal veículo de comunicação entre o organizador do concurso e os concorrentes. Em um concurso eletrônico, a página do concurso não é apenas uma fonte de informações para os concorrentes, mas um meio de transmissão de informação, que deve seguir os procedimentos necessários de segurança, para se garantir a integridade dos documentos, o anonimato e a formalidade do processo;

2. As bases do concurso devem ser disponibilizadas exclusivamente em meio eletrônico;

3. As inscrições devem ocorrer em meio eletrônico, por meio de formulário específico na página do concurso, dispensando a necessidade de papéis. Quando for necessário o envio de documentos (comprovação de pagamento de inscrição ou de regularidade da situação profissional), deve-se dar preferência a envio de documentos também em meio eletrônico;

4. O edital deve definir com precisão as características do arquivo eletrônico referente ao projeto: extensão do arquivo (pdf, jpg…), tamanho do arquivo, número de pranchas, etc. Deve-se sempre dispor de modelos de pranchas em meio eletrônico.

5. Deve-se criar uma seção específica na página do concurso para o envio dos trabalhos em meio eletrônico. Recomenda-se a criação de campos individualizados para cada prancha. Deve-se reservar pelo menos uma semana para o envio dos trabalhos e recomenda-se que sejam feitos testes no sistema, para verificar antecipadamente o funcionamento dos formulários de envio e a capacidade do sistema para o recebimento dos arquivos. Deve-se verificar com o provedor de acesso à internet a capacidade (velocidade e espaço disponível) para a transmissão e armazenamento de dados.

6. No caso de julgamento em meio eletrônico, procedimentos específicos devem ser criados, buscando-se sempre preservar o anonimato e a facilidade de leitura dos projetos por parte dos membros do júri. Vale lembrar que o objetivo do concurso em meio eletrônico é sempre o de facilitar o processo, e não de complicar. Portanto, deve-se sempre ter uma preocupação didática na elaboração de documentos e procedimentos para o júri e para os concorrentes.

7. Uma das grandes vantagens de um concurso em meio eletrônico é a facilidade de publicação e divulgação dos projetos, uma vez finalizado o julgamento. Portanto, deve-se planejar com antecedência, em conjunto com o “programador” da página do concurso, as formas de publicação e visualização dos trabalhos. Recomenda-se que haja sempre a possibilidade de visualização de imagens dos projetos na própria página (em diversos níveis de resolução), com possibilidade de baixar os arquivos em alta resolução.

8. Finalmente, uma recomendação válida para qualquer concurso, seja tradicional ou em meio eletrônico: segurança em relação aos trabalhos enviados. A essência de um concurso são os projetos enviados pelos concorrentes. A vantagem de um concurso em meio eletrônico é que se podem criar “cópias de segurança” dos projetos, a fim de evitar acidentes no manuseio dos arquivos. Nesse aspecto, os arquivos em meio eletrônico são muito mais seguros do que as pranchas impressas.

4. Alguns exemplos recentes.

Há poucas experiências de concursos em meio eletrônico no Brasil, mas as poucas experiências são exitosas e já caracterizam uma mudança de cultura importante e irreversível. Apresentamos neste documento três exemplos de concursos em meio eletrônico: o Concurso Nacional de Estudantes – Sustentabilidade em Edificações Públicas, realizado em 2007 (parceria entre o IAB/DF e a Câmara dos Deputados), o Concurso Público Nacional – Uma escola para Guiné-Bissau, realizado em 2010 (parceria entre o IAB/DF e a Agência Brasileira de Cooperação – Ministério de Relações Exteriores) e o Concurso Público Nacional de Arquitetura para a Sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM) em Brasília, realizado também em 2010.

O Concurso Nacional de Estudantes – Sustentabilidade em Edificações Públicas (1) realizado em 2007, foi a primeira experiência do IAB/DF na realização de um concurso em meio eletrônico . Nesse concurso, a disponibilização das bases, as inscrições, o envio dos trabalhos e o julgamento ocorreram em meio eletrônico. A comissão julgadora, que contou com a participação de profissionais com larga experiência em comissões julgadoras de concursos tradicionais, elogiaram o processo e recomendaram a sua difusão. No final do concurso os projetos premiados foram publicados na página do concurso (onde continuam disponíveis para consulta). As pranchas dos projetos finalistas foram impressas para a criação de uma exposição itinerante que já circulou em diversas instituições e eventos no país. Para mais informações sobre o concurso acessar: www.iabdf.org.br/sustentabilidade.

O Concurso Público Nacional de Arquitetura – Uma escola para Guiné-Bissau (2), realizado em 2010, é a primeira experiência em que todo o julgamento ocorre à distância, sem reuniões presenciais da comissão julgadora . Todos os trabalhos, enviados em meio eletrônicos, foram disponibilizados em área restrita da página do concurso para consulta dos membros do júri. Assim como no concurso de estudantes, as inscrições, as bases, consultas, envio e julgamento foram baseados na produção e transmissão de arquivos eletrônicos. Para maiores informações sobre o concurso acessar: www.iabdf.org.br/concursoguinebissau.

O Concurso Público Nacional de Arquitetura para a Sede da CNM (3) em Brasília foi promovido pela CNM e organizado pelo IAB-DF em 2010 . Nesse concurso, como nos anteriores, todos os trabalhos foram enviados e julgados em meio eletrônico (neste caso, o julgamento foi realizado de forma presencial). Para maiores informações sobre o concurso acessar: www.iabdf.org.br/concursocnm.

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Ficha Técnica:

Promoção e Produção:

Instituto de Arquitetos do Brasil

Direção Nacional – Gestão 2010/2012 - Presidente: Gilson Paranhos

Departamento do Distrito Federal – Gestão 2010/2012 – Presidente: Paulo Henrique Paranhos

Coordenação, redação e edição: Fabiano Sobreira

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Notas:

(1) Concurso coordenado por Fabiano Sobreira e Thiago Andrade. Presidente do IAB/DF: Igor Campos.

(2) Concurso coordenado por Fabiano Sobreira e Thiago Andrade. Presidente do IAB/DF: Paulo Henrique Paranhos.

(3) Concurso coordenado por Fabiano Sobreira. Presidente do IAB/DF: Paulo Henrique Paranhos.

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Sede da CNM – Brasília – Menção 667498

Menção – 667498

Autores: Marcelo Henneberg Morettin e Vinicius Hernandes de Andrade

São Paulo – SP

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Fonte: IAB/DF

Sede da CNM – Brasília – Menção 531103

Menção – 531103

Autor: Luciano Andrades, Rochelle Castro, Silvio Machado

Porto Alegre – RS

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Fonte: IAB/DF

Sede da CNM – Brasília – Menção 522012

Menção – 522012

Autor: Gabriel Rodrigues Grinspum

São Paulo – SP

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Fonte: IAB-DF