Crônicas das apresentações de ideias para o MIS por alguns ícones —outros nem tanto— da Arquitetura mundial
texto e croquis de Vitor Garcez (*) Continuar lendo
Crônicas das apresentações de ideias para o MIS por alguns ícones —outros nem tanto— da Arquitetura mundial
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Veja abaixo o projeto do escritório Bernardes + Jacobsen , finalista do Concurso Internacional para o Museu da Imagem e do Som no Rio de Janeiro. Para mais informações sobre o concurso clique aqui.
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Memorial Descritivo
“Nossa arquitetura para o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, MIS-RJ, é a do objeto-lugar, híbridos. Interagem de tal modo o meio construído e o natural, os domínios público e o privado, que as qualidades de um e de outro se transformam mutuamente, provocativas, fundindo-se em zona mista de extrema riqueza simbólica e funcional.
A arquitetura do museu, assim, é indissociável do lugar, ao mesmo tempo em que a cidade adquire novos significados pela interface surpreendente que estabelece com o objeto edificado.
Negamos, com o partido fragmentado, o limite rígido e excludente praticado neste trecho da orla entre os espaços públicos e os privados. Copacabana, Botafogo e o Centro são exemplos de bairros que se desenvolveram aos moldes da verticalização moderna do tipo cidade-quarteirão, a do Plano Agache da década de 1920 no Rio de Janeiro, que, se por um lado trouxe benefícios em termos da uniformização da morfologia do beira-mar, por outro, privatizou o espaço aéreo das construções, a fruição privilegiada da natureza onipresente.
Propomos, ao contrário, a implantação não linear, a interiorização do semi-público para além dos limites restritivos das calçadas, horizontal e verticalmente, na medida das potencialidades do programa. Para isso, nos valemos da setorização em blocos relativamente autônomos, embora inter-relacionáveis, procedento sua cuidadosa organização no espaço a fim de criarmos os fluxos e locais estratégicos de transição que qualificam o projeto.
Empilhamos o museu na forma icônica de um corpo estranho, primitivo, capaz de induzir novas visuais e enquadramentos pelo simples posicionamento do visitante em ângulo oblíquo ao mar, assim como de tornar arquitetura e cidade permeáveis, híbridas, pela ruptura da lógica frente e fundos, dentro e fora do lote.
Com isso, pretendemos incrementar o fluxo tangente da linha da praia, do calçadão e do sistema viário, oferecendo-lhe novas possibilidades de permanência no local. Diversificar e reter, em síntese, observadores ou visitantes ocasionais e intencionais do museu, em decorrência de espacialidade instigante inserida em meio à cidade consolidada.
Volumetria e materialidade
A forma do edifício, portanto, decorre de diretrizes específicas:
. Fragmentamos volumes para romper com a linearidade passiva do beira-mar e para gerar possibilidades múltiplas de uso cíclico, diurno e noturno do museu;
. Os empilhamos desalinhados a fim de multiplicar os espaços de transição que se oferecem à permanência e à contemplação;
. Geramos, em decorrência, praça triangular no térreo, que interioriza o domínio semi-público e torna o conjunto edificado permeável ao entorno;
. Facetamos os blocos para criar enquadramentos inusitados da paisagem, como os que apontam, desde as varandas internas das salas expositivas, para a extremidade sul da praia de Copacabana;
. Nos apropriamos da empena do edifício vizinho a fim de transformá-la em suporte para uma monumental parede verde;
. Induzimos o percurso vertical, de cima para baixo, tendo como possível ponto de partida o privilegiado terraço do restaurante.
E, neste processo, estivemos inspirados pelo embate característico de Copacabana entre o natural e o edificado. Neste bairro em especial, os morros são de fato parte constitutiva da cidade urbanizada, terminando várias de suas ruas ao pé de elevações naturais.
Um tipo de relação em que não há vencedor ou vencido, em que natureza e construção dialogam de igual para igual, permanentemente, e a qual pretendemos resgatar com nossa arquiteura. Recuperamos portanto, simbolicamente, na forma e na simplicidade do material, a geologia da cidade, a presença marcante de suas pedras e morros.
Lapidamos suas arestas, setorizamos engenhosamente suas faces cegas e envidraçadas, testamos aproximações e proporções de forma a sugerir o primitivo – no sentido de original e pertencente ao lugar -, em meio ao sofisticado cenário de significações contemporâneas. Das quais pretendemos nos apropriar através da sensibilidade do corpo estranho, icônico, da nossa arquitetura para o MIS-RJ.”
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Ficha Técnica
Projeto: Bernardes + Jacobsen Arquitetura
Arquitetos: Thiago Bernardes e Paulo Jacobsen
Equipe arquitetura: Bernardo Jacobsen, Edgar Murata, Daniel Vanucchi, Frederico Escobar, Marcela Siniauskas, Fernanda Maeda e Henrique Bernardino.
Engenheiro colaborador: José Luiz Canal
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Agradecemos ao escritório Bernardes + Jacobsen pela disponibilização do projeto.
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Veja abaixo o projeto do escritório Brasil Arquitetura, finalista do Concurso Internacional para o Museu da Imagem e do Som no Rio de Janeiro. Para mais informações sobre o concurso clique aqui.
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Memorial Descritivo
“O edifício de um museu deve se destacar, marcar presença na paisagem da cidade; deve também dialogar com essa paisagem; deve ser atrativo, convidativo e acessível a todos. Assim será o futuro MIS do Rio de Janeiro, que, ao ocupar um ponto nobre e privilegiado no cartão postal de Copacabana, deverá se anunciar já a partir de sua arquitetura monumental. Como forma de se integrar o conjunto à paisagem já sedimentada, deverá também guardar respeito ao gabarito de altura dominante em todo o front marítimo. Museu democrático deverá abrir suas portas sobre o calçadão de forma franca e honesta, convidando todos, a vivenciar uma experiência nova e instigante em seu interior.
O MIS do Rio de Janeiro será um edifício de sete pavimentos (aprox. 32m de altura), todo em concreto branco autolimpante que, com uma enorme abertura, ou fenda, que rasgará sua fachada de cima a baixo, fará o dialogo com a praia, o céu, os morros e o Oceano Atlântico. Esta será sua face principal, uma imagem intrigante que convidará o transeunte a desvendar seu conteúdo. Como nas cavernas, o fascínio do desconhecido, a busca de surpresas e novas experiências – a eterna atração pelo que está dentro e não se vê.
Quando dentro do edifício, o visitante irá descobrindo os ‘mistérios’ expostos no museu, ao mesmo tempo em que passará a desfrutar, pela sinuosa fenda, os diversos, múltiplos enquadramentos da paisagem a variar segundo a luz do dia, noite, chuva, sol, inverno, verão e uma infinidade de pontos de vista a cada nova altura e a cada novo ângulo de visão. Esse passeio terá seu apogeu no terraço mirante, de onde se descortinará toda Copacabana cercada pela magnífica natureza do Rio de Janeiro.
Sobre a escolha do branco para o concreto de alta tecnologia que, ao absorver a poluição, em um processo catalisador se auto-limpa e continua branco, tomamos emprestadas as palavras poéticas de Le Corbusier:
…o branco está vinculado à moradia do homem desde o nascimento da humanidade; calcinam-se pedras, trituram-se, diluem-se com água, e as paredes ficam do mais puro branco; um branco extraordinariamente belo.
…se a casa é totalmente branca, o desenho das coisas nela se destaca sem transgressão possível; nela o volume da cor aparece nitidamente; nela a cor das coisas é categórica. O branco de cal é absoluto, tudo nele se destaca, escreve-se absolutamente, preto no branco; é franco leal.
(L’art décoratif d’aujourd’hui, Paris, 1925)
Ao adentrarmos o edifício, pelo hall do pavimento térreo, estaremos diante de um grande buraco, ou melhor, de uma seqüência de buracos a perfurar todas as lajes; buracos de diversas dimensões, formas livres e anômalas, que farão a comunicação visual interna entre todos os pisos e permitirão a compreensão imediata do funcionamento do Museu. Todo o edifício será em concreto armado, com um sistema estrutural extremamente racional e simples: lajes nervuradas apoiadas nas espessas paredes longitudinais.
O recuo lateral no pavimento térreo será utilizado como esplanada avançada do bar/café e também como passagem franca da Av. Atlântica para a Rua Aires de Saldanha. Portanto, se por um lado, o edifício se integra à paisagem de Copacabana recompondo seu gabarito, por outro, reforça a fluidez da circulação de pedestres: acessibilidade, gentileza e conforto urbano.
E sobre esta passagem, como que flutuando, uma esfera em aço brilhante abrigará o auditório de projeção múltipla. Será uma verdadeira escultura urbana, uma nova imagem intrigante e poética na orla de Copacabana, e também espelho de uma das mais belas paisagens da Cidade Maravilhosa.”
Para ver o vídeo do projeto clique aqui.
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Ficha Técnica
Equipe: Francisco Fanucci e Marcelo Ferraz; Gabriel Grinspum; Anne Dieterich, Anselmo Turazzi, Beatriz Marques, Cícero Ferraz Cruz, Fabiana Paiva, Felipe Zene, Kristine Stiphany, Luciana Dornellas, Pedro Del Guerra, Rebeca Grinspum, Victor Gurgel, Vinícius Spira
Data de início do projeto: 2009
Programa:
Exposições permanente e temporária, áreas administrativas e técnicas, auditório, restaurante, loja, café e mirante.
Área: 7000m²
Local: Rio de Janeiro
Fornecedores: Renders – Visualize
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Agradecemos ao Brasil Arquitetura pela disponibilização do projeto.
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Veja abaixo mais imagens do projeto do escritório Diller Scofidio + Renfro , vencedor do Concurso de Ideias, realizado para escolher o projeto arquitetônico da nova sede do Museu da Imagem e do Som (MIS), na Avenida Atlântica, em Copacabana. Para mais informações sobre o concurso e para acompanhar o debate sobre os projetos clique aqui.
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Fonte: PINIweb
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Atualização em 13.08.2009
Clique aqui para ver mais imagens do projeto do Diller Scofidio + Renfro para o MIS.
O escritório de arquitetura americano Diller Scofidio + Renfro foi o vencedor do Concurso de Ideias, realizado para escolher o projeto arquitetônico da nova sede do Museu da Imagem e do Som (MIS), na Avenida Atlântica, em Copacabana. O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira no Palácio Laranjeiras pelo governador Sérgio Cabral na presença da secretária estadual de Cultura, Adriana Rattes, e do secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto.
Os titulares do escritório são Elizabeth Diller, Ricardo Scofidio e Charles Renfro. Elizabeth Diller leciona na Princeton University. Charles Renfro é professor da Columbia University e Rice University, enquanto Ricardo Scofidio foi recentemente nomeado professor emérito da Cooper Union. Obras importantes: Blur Building – Expo Internacional 2002 (Suíça); The Brasserie (EUA); Eyebeam Institute (EUA); Institute of Contemporary Art (EUA) com Charles Renfro; High Line Park (Nova Iorque, EUA); e Lincoln Center (EUA).
Fontes: oglobo.globo.com e sidneyrezende.com
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A Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, está realizando concurso internacional de arquitetura por meio de convites para selecionar o projeto do MIS – Museu da Imagem e do Som, a ser construído na Avenida Atlântica, em Copacabana. Continuar lendo