Ministério Público pede anulação do concurso do Porto Olímpico, no Rio.

Notícia publicada pela Folha, em 27/04:

“O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro ajuizou ação civil pública nesta sexta-feira para anular o Concurso Porto Olímpico, devido a constatação de irregularidades. O concurso foi lançado em novembro de 2010 para escolher a melhor proposta arquitetônica para o projeto de revitalização da Região Portuária do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016.

O promotor Rogério Pacheco Alves, subscritor da ação, requereu liminarmente que a Justiça impeça a contratação dos vencedores e que condene os dois primeiros colocados a restituírem os prêmios recebidos.

Os vencedores são integrantes do conselho deliberativo do IAB-RJ (Instituto dos Arquitetos do Brasil).

O IAB-RJ, em conjunto com o Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos, era responsável pela realização do concurso. O edital proibia a participação de integrantes do conselho administrativo do instituto, mas não mencionava nada sobre a participação de integrantes do conselho deliberativo.

De acordo com informação publicada pelo Portal do Ministério Público do Rio de Janeiro, em 27/04:

“A participação dos dois conselheiros ofende a Lei 8.666/93, de licitações e contratos, que veda a participação de dirigente em concorrência sob a responsabilidade da empresa da qual faz parte. “Assim, a escolha dos projetos de dois influentes e atuantes Conselheiros do IAB-RJ no Concurso Porto Olímpico, organizado e realizado pela entidade, afronta os Princípios Constitucionais da Moralidade e da Impessoalidade da Administração Pública”, ressalta texto da ação.”

A ação resulta de denúncias, questionamentos e recursos apresentados logo após o resultado do concurso, anunciado em junho de 2011. Veja a seguir as Atas de Julgamento dos Recursos publicadas em julho de 2011 pelo IAB-RJ:

01 – Ata de Julgamento de Recurso – Concurso Porto Olímpico – RJ

02 – Ata de Julgamento de Recurso – Concurso Porto Olímpico – RJ

Porto Olímpico – Rio de Janeiro – 4º Lugar

4º Lugar

AutorJorge Mario Jauregui
Coautores: Jorge Silvetti e Rodolfo Machado
Colaboradores: Leandro Balbio, Fernando Newlands, David Serrão, Gabriel Leandro Jauregui, Maria Negrão, Carlos Clare, Jefrey Burchard e Noel Murphy
Consultores: Ricardo Inchausti, Eduardo de Carolis, Antonio Monteiro, Fabio Amaral, Sebastián Miguel, Wolfgang Aichinger e Paulo Magalhães

O projeto responde à rica história cívica da zona portuária, estabelecendo conectividades através do realinhamento das vias e da reconfiguração do espaço público, visando um legado de alta qualidade urbanística, paisagística, arquitetônica e ambiental. O Canal do Mangue é, ao mesmo tempo, ponto central de interesse cívico do lugar, bem como um obstáculo para o funcionamento coeso da zona portuária.

A proposta tem como referência o Master Plan do Porto Maravilha, criando uma nova avenida/eixo cuja geometria é realçada através dos edifícios propostos. As diretrizes de zoneamento baseadas no conceito de eco-eficiência localizam os edifícios altos distantes do canal no terreno oeste, a fim de conseguir uma boa área de céu aberto. Esta estratégia permite a configuração em altura do hotel 5 estrelas, bem como o complexo do centro de convenções e exposições, atuando como landmark e peça central da área. Sobre o canal é erguida uma esbelta passarela de forma a facilitar a passagem de pedestres. Ela emerge a partir de um espaço de acesso público do hotel/complexo de convenções, conectando-o à avenida do Porto Olímpico proposta no terreno leste, conseguindo assim uma ligação coerente formal e funcional em ambos os lados do canal. Comércio, jardins e espaços verdes margeiam esta avenida juntamente com os hotéis e edifícios de habitação.

Tipos de residências: corpos horizontais com unidades de três e quatro quartos ao longo das ruas, com acesso direto para os pátios e parques e unidades de um e dois quartos distribuídas uniformemente em elegantes torres. Todos estes apartamentos são configurados de forma a conseguir acesso universal independente para todos os quartos durante a Olimpíada, permitindo posteriormente uma fácil reconversão em unidades familiares. Além disso, o padrão de composição dos edifícios residenciais é baseado num sistema paramétrico modular, incorporando facilidades horizontais e verticais que permitem adaptações no tipo de apartamentos a construir segundo as exigências de mercado.

O piso térreo de ambos os terrenos (leste/oeste) incorpora uma forte presença de vegetação nativa, bem como as coberturas e terraços-jardim de uso comum, estendendo-se aos terraços privados. A vegetação exuberante criará sombreamento ao longo das ruas assegurando uma agradável experiência de vida urbana na cidade com diversos tipos de usos e comércios, completada pelo sombreamento oferecido pelos detalhes da arquitetura (brises e cobogós) garantindo o conforto térmico no interior dos edifícios. Diferentes níveis de porosidades no piso térreo criam mecanismos naturais de controle de privacidade nos pilotis e espaços de uso coletivo, em relação com as áreas de comércio e espaços verdes ao longo das calçadas, sem que seja necessário nenhum tipo de barreira. Um sistema de ciclovias conectará o novo setor com os bairros do entorno e com o porto.

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Fonte: PINIweb

Porto Olímpico – Rio de Janeiro – 3º Lugar

3º Lugar

Autor: Francisco Spadoni

Coautor: Tiago de Oliveira Andrade

Colaboradores: Jaime Veja, Mayra Simone dos Santos e Lauresto Couto Esher

Estagiários: Marcos Sartori, Paulo Catto, Natália Lorenzo e Elisa Felca Glória

Consultores: Marcel Mendes

Espera-se que o legado a ser deixado pelos Jogos Olímpicos de 2016 para a cidade do Rio de Janeiro venha a se constituir numa inexorável vivificação de seus bairros, conduzido pelo impacto de grandes equipamentos e pelo incremento do sistema de infraestruturas  urbanas. Some-se a isso o aumento expressivo na capacidade habitacional instalada, a ampliação qualificada da rede de serviços  públicos, os investimentos do setor privado e, principalmente, o avanço nos índices sociais, para que se sedimente uma ideia durável de urbanidade.

Vale, contudo, aprender a lição da história recente, não apenas de ex-cidades olímpicas, mas também de cidades que se recapacitaram muito rapidamente através de grandes equipamentos, cujo maior desafio e,  por vezes fracasso, foi o da incapacidade de mantê-los saudáveis no tempo.

Sob essa premissa, o escritório focou a implementação do extenso programa deste concurso, considerando a força transformadora das intervenções, mas também identificando seus aspectos vulneráveis,  cujo enfrentamento venha resultar em qualidade arquitetônica e ambiental e contribuir para a consolidação urbana futura.

O poder indutor dos equipamentos propostos virá somar às ações   revitalizadoras já em curso para a área e, pela grande escala e qualidade dos temas, habitação e serviços, deverá se tornar motor de uma nova condição territorial e de valorização fundiária. Dos aspectos vulneráveis, ou seja, aqueles que devem resistir à obsolescência, foram priorizadas para as duas áreas, cada qual a seu modo, a qualidade e a racionalidade dos sistemas construtivos, a relação do solo com as águas, o desempenho ambiental das edificações e, finalmente, arquiteturas renovadoras que promovam novos espaços para a cidade.

Nas quadras do setor leste foram concentrados todo o programa habitacional, incluindo-se, além dos edifícios de apartamentos,  o conjunto formado por apart-hotel, hotel quatro estrelas e hotel temporário. Estes equipamentos, embora contíguos, estão locados na extremidade da quadra, com independência das unidades  habitacionais, favorecendo seu uso pós Jogos Olímpicos.

Na quadra do setor oeste foram concentrados os demais equipamentos: centro de exposições, hotel 5 estrelas e centro empresarial. Este conjunto, expressivo pela densidade e pelo desenho, deverá ser o núcleo articulador das principais transformações da área, alicerçado pelo extenso programa habitacional.

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Fonte: PINIweb

Porto Olímpico – Rio de Janeiro – 2º Lugar

2º Lugar

Autor: Roberto C. dos Santos Aflalo Filho
Coautores: Flavio Ferreira, Marcos Favero, Carlos Eduardo Spencer, Miguel Aflalo, José Luiz Lemos e Roberto Aflalo
Colaboradores: Amanda Arcuri, Fabiana Araujo, Daniel Medina, Tereza Jardim, Evangelina Lopes, Reinaldo Nishimura, Ari Miaciro, Mariana Moro, Raquel Rodorigo, Luis Nogueira, Marcella Carone, Monica Rodrigues e Marcelo Nagai
Consultores: Manuel Fiashi, Gabriela Vasconcellos, Geraldo Filizola, Leonardo de Almeida, Ricardo França, Raul José de Almeida, Oscar Morio Tsuchiya, Antonio R. Barbosa de Oliveira, Igor Alvim, Guinter Parschalk e Moacyr Motta


As moradias e a maioria do comércio estão localizadas no terreno leste. O restante do programa se desenvolve no terreno oeste. Expo, centro de convenções, centro empresarial e hotéis se coadunam com a avenida Francisco Bicalho, e moradia e comércio local ficam em área mais tranquila.

No curto período da Olimpíada, as habitações e outras atividades permanecerão juntas: jornalistas morando no leste e indo trabalhar no oeste. Após os jogos, o terreno oeste se tornará um núcleo de atividades relacionado com toda a metrópole e o terreno leste se tornará um bairro de classe média. Serão áreas com uso e vocações diferentes, cada uma com suas peculiaridades. Assim, não se deve buscar uniformidade na arquitetura e no urbanismo nos dois terrenos mas, ao contrário, diferenças. Cada terreno com sua identidade coerente com seus usos futuros.

O principal espaço livre de cada um dos terrenos é como que atraído pela centralidade de hierarquia superior: o centro administrativo, a nova estação do metrô, a Leopoldina e a própria avenida Francisco Bicalho.

Ciclovias e vias de pedestres ligam as áreas do projeto à centralidade acima mencionada, à Quinta da Boavista e ao Pavilhão de São Cristovão, como também à ciclovia proposta pelo Projeto Porto Maravilha para a avenida Rodrigues Alves. Também foram sugeridas melhorias nos acessos existentes à igreja do topo do Morro do Pinto.

Um eixo visual liga os dois principais espaços livres dos terrenos leste e oeste e que vai até a igreja do Morro do Pinto. Essa relação entre o proposto e uma pré-existência significativa ajuda a reforçar o espírito do lugar. A manutenção de grande parte do galpão existente a leste também ajuda nesse sentido.

Porto Olímpico

Os dois terrenos, pelo eixo visual, são ligados por uma passarela elevada. Durante os jogos, os jornalistas poderão ter um acesso exclusivo à passarela de seus quartos a leste e para seus trabalhos a oeste. Findos os jogos, a passarela poderá ser desmontada, a não ser sobre a Avenida Francisco Bicalho.

Os apartamentos são maiores do que os sugeridos pelo Edital devido à exigência de quartos com 12 m² e banheiro privativo. De todas as alternativas estudadas, deixar os quartos grandes e os banheiros para o legado é a mais econômica e mais recomendável em termos de sustentabilidade.

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Fonte: PINIweb

Porto Olímpico – Rio de Janeiro – 1º Lugar

1º Lugar

Autor: João Pedro Backheuser

Colaboradores: Luis Alonso Calleja; Sergi Bacaguer Barbadillo; Ignasi Riera Mas; Miguel Moragues Canela

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A ideia central da proposta reside na criação de uma nova escala de vizinhança que integre os usos específicos dos terrenos leste (residências, espaços comerciais, de serviços) e oeste (hotel 5 estrelas, centro de convenções e centro empresarial) atendendo a todas as exigências do edital e buscando a articulação com um entorno diverso e fragmentado.

A proposta converte a avenida Francisco Bicalho em eixo monumental e porta de entrada da cidade, ao mesmo tempo em que recebe um desenho urbano que humaniza o seu aspecto e funcionalidade como via urbana requalificada. Para o terreno leste, foi criado um tipo de ordenação não convencional para conferir certa originalidade a um espaço aparentemente residual da área portuária, através do uso misto com unidades residenciais, espaços comerciais, de serviços e áreas públicas. A morfologia urbana configura uma ocupação híbrida onde ruas, praças e edifícios sejam indissociáveis. A distribuição de usos é flexível (uma largura única, 15 m, com alturas variáveis de 1 a 30 andares) e aqueles de caráter público foram colocados nas ruas principais (hotel, apart-hotel e hotel temporário), e os privativos (residencial) nas ruas secundárias e nos pátios interiores das quadras, buscando assim uma maior tranquilidade.

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Fonte: PINIweb

Resultado – Porto Olímpico – RJ

Atualizado em 03.07.2011

Veja abaixo os vencedores  do Concurso Porto Olímpico no Rio de Janeiro, que teve como objetivo a seleção da melhor proposta arquitetônica e de urbanização para as instalações olímpicas e seu respectivo entorno localizadas na Região Portuária desta cidade. O programa inclui a  Vila de Mídia e Vila de Árbitros que deverão atingir um mínimo de 10.600 quartos, o Hotel de 500 quartos e o Centro de Convenções, que deverá abrigar instalações olímpicas provisórias. O resultado, esperado desde fevereiro, foi finalmente divulgado pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pelo IAB-RJ em 28 de junho de 2011.

A seguir os projetos premiados:

Obs: os projetos completos serão publicados à medida em que forem disponibilizados. Continuar lendo

Concurso Porto Olímpico – Rio de Janeiro

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Atualizado em 20/12/2010

Concurso Porto Olímpico – Rio de Janeiro

 

Apresentação:

“Polarizando as atenções de todo o mundo sobre si e a cidade que os recebe, os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos representam uma especial oportunidade para o desenvolvimento ambiental, social e econômico do Rio de Janeiro.

Patrocinado pela Prefeitura da Cidade através do Instituto Pereira Passos, organizado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil-RJ e apoiado pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de 2016, o Concurso Porto Olímpico visa orientar o legado desse evento esportivo para o conjunto da cidade, fortalecendo a área central da metrópole e a região da qual é o núcleo. E inserido no Projeto Porto Maravilha, iniciativa que pretende a reconstrução da antiga Área Portuária carioca, o Porto Olímpico passa a ser importante agente desse tão esperado processo de requalificação urbana.

O Porto Olímpico abrigará instalações de apoio aos Jogos, as Vilas da Mídia e de Árbitros e setores operacionais. E será planejado para, após o compromisso inicial, suas moradias, comércio e serviços, áreas verdes e de lazer atraírem visitantes e novos habitantes para a Área Central. Reforçará o plano um conjunto turístico com hotel cinco estrelas e centro de exposições/ convenções, que poderá abrigar, pelo evento, seus setores técnicos e administrativos.

O projeto Porto Olímpico deverá ser indicador de um novo patamar de qualidade ambiental para os cariocas e referência para os temas de sustentabilidade, acessibilidade universal e qualidade do desenho. E, ao privilegiar a vida urbana e beneficiar extenso segmento da população, constituirá um valioso legado do projeto olímpico à cidade.”


Objeto:

Trata-se de concurso de idéias para a seleção da melhor proposta arquitetônica e de urbanização para as instalações olímpicas e seu respectivo entorno localizadas na Região Portuária desta cidade. Entre estas se destacam a Vila de Mídia e Vila de Árbitros que deverão atingir um mínimo de 10.600 quartos, o Hotel de 500 quartos e o Centro de Convenções, que deverá abrigar instalações olímpicas provisórias.

Promoção: Município do Rio de Janeiro – Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos – IPP

Organização: Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ)

Tipo de Concurso: de idéias, nacional, aberto

Quem pode participar: todos os arquitetos legalmente habilitados no Brasil para o exercício das atribuições exigidas à execução dos serviços previstos, e que atendam ao previsto em lei (Lei Federal n° 5.194/66), e que estejam em situação regular perante o Conselho Profissional (CREA) do seu Estado, integrante do sistema CONFEA em todo o território nacional.


Cronograma:

Data do lançamento: 09/11/2010

Prazo das inscrições: 10/11/2010 [10:00h] a 19/01/2011 [17:00h]

Consultas:

Perguntas: 12/11/2010 a 17/12/2010

Respostas: 17/11/2010 a 22/12/2010;

Prazo entrega dos trabalhos: 25/01/2011 [18:00h]

Período de julgamento: 29/01/2011 a 06/02/2011

Divulgação do resultado: 08/02/2011

Prêmios:

1º lugar: de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais)

2º lugar: de R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reis)

3º lugar: de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais)

4º lugar: de R$ 20.000,00 (vinte mil reais)


Comissão Julgadora:

Indicados pela Instituição Promotora:

Gisele Raymundo, indicação da CDURP

Miriam D’Avila Cavalcanti, indicação do MRJ/IPP

Washington Fajardo, indicação do MRJ/SUB-PC

Gustavo Nascimento, indicação do Comitê Organizador Rio 2016

Indicados pela Instituição Organizadora:

Ivan Mizoguchi

Alder Catunda

Marcio Tomassini

Ricardo Villar

Sergio Magalhães

Coordenação do Concurso:

Norma Maron Taulois

Para mais informações acesse aqui a página oficial do concurso.


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Os interessados devem acessar diretamente a página do concurso para eventuais consultas, atualizações e alterações relativas ao concurso anunciado.