Concurso Nacional – Paço Municipal de Várzea Paulista – SP

Atualizado em 28/05/2012

Apresentação:

O objeto do Concurso é a seleção da melhor proposta para o PAÇO MUNICIPAL DA PREFEITURA DE VARZEA PAULISTA - SP, que abrange: edifício do Executivo, Câmara Municipal, Auditório e uma Biblioteca Municipal Multimídia. Continue lendo

3º Lugar – Hotel Aliah – São Paulo

Memorial Descritivo (texto dos autores)

Lugar

Um grande parque linear reconecta e restaura uma grande lacuna entre duas áreas verdes, um refúgio entre as árvores que ali já estiveram um dia, abrigará um grande complexo hoteleiro e uma referencia de arquitetura sustentável no Brasil.

O projeto para o novo Hotel Sustentável para uma Copa Verde se organiza a partir da ocupação e distribuição do programa por todo topo do terreno, ligado por um grande eixo verde, na orientação leste-oeste, que conecta duas Áreas de Proteção Ambiental que circundam o lote escolhido. Diferentes cotas separam diferentes partes do programa, dessa maneira é possível ter uma leitura clara de todo o complexo a ser projetado. Na cota mais alta, 57,50, localizam-se os bangalôs super luxo, mais abaixo, à partir da cota 51, encontram-se os quartos standard e luxo (54 e 57). A recepção, centro de convenções, auditório e restaurante assentam-se na cota 47, ao redor da grande praça de chegada, abaixo uma cota de serviço e infraestrutura no nível 44 e por fim, em um dos pontos mais baixos e planos do terreno, cota 41, encontra-se o complexo esportivo.

Os hóspedes e visitantes percorrem e vivenciam toda topografia a partir de diferentes atividades e diferentes visuais, o terreno é compreendido e respeitado com uma implantação criteriosa em diferentes platôs, onde o mínimo de terra é movimentado.

Cada núcleo de atividades é servido por pátios que abrigam e protegem o visitante, pátios e ou praças, que reforçam o grande corredor verde e descansam o olhar do infinito.

Percurso

A entrada do complexo se dá pela ponta oeste do terreno a partir da cota 42, os visitantes e hóspedes, ainda em veiculo motorizado, atravessam um caminho de acesso até a cota 47, na qual se encontra uma grande praça, local onde acontece embarque e desembarque. Os carros são recolhidos pelo serviço de vallet, retornando para uma conta inferior no estacionamento central, cota 41, local esse de desembarque de funcionários. Toda parte administrativa e funcionamento do complexo localiza-se na cota 44 do edifício do Centro de Convenções, secretaria, vendas, marketing, contabilidade entre outras áreas estão isoladas, mas não deixando de estar conectadas com o Complexo em si. Embaixo da praça, sob o espelho d’água é ainda possível encontrar o auditório e toda uma área técnica imprescindível para o funcionamento do Hotel.

Esta grande praça de recepção foi pensada como um local institucional e distribuição de atividades, uma praça livre de visuais que permite vislumbrar todo complexo e beleza natural existente.

Lobby do Hotel, restaurante e centro de convenções delimitam o local descrito. Espelhos d’água ajudam a captar água da chuva e transportá-la até grandes cisternas localizadas no subsolo técnico, alem de amenizar o clima quente de Bragança Paulista em épocas de alta estação.

Fora do eixo do terreno, no nível mais baixo, ao norte se encontra o complexo esportivo, com piscina semi-olímpica, piscina com raia aquecida e de hidroginástica e também quadra de tênis, quadra poliesportiva e campo de futebol na orientação correta norte-sul.

No edifício do Centro de Convenções encontra-se o salão nobre, escritórios para alugar e um espaço multiuso para 150 pessoas. Ainda, no andar inferior, um auditório e o seu foyer para 400 pessoas, onde é possível a realização de treinamentos, convenções, cerimônias, lançamentos, palestras, projeções e etc.

O restaurante, ao norte da praça, possui espaço para 100 pessoas, tendo uma cozinha central no subsolo (cota 44 de serviços) que visa padrão internacional atendendo todo o complexo projetado.

No lobby do hotel, temos check-in e check-out, área de vendas e uma área de espera e leitura, além de um espaço destinado à exposição permanente de sustentabilidade. Nele acontece a triagem e acesso ao hotel localizado na cota 51. Acessado pelo hospede a partir de uma escada,  de plataforma elétrica e ou carro elétrico.

Chegando ao Hotel, cota 51, encontra-se uma segunda recepção que distribui todos os hóspedes tanto para os quartos (sendo oitenta e seis padrão, dois adaptados e doze luxo, nas cotas 54 e 57) quanto para o bar e café da manhã localizados no mesmo andar. Uma piscina recreativa, sauna, jacuzzi, área de descanso e relaxamento estão localizadas próximo ao pátio central com vista para norte do terreno. O pátio do hotel fechado, bucólico e com vegetação local integra e concentra todas as atividades do hotel. Toda parte de serviços e infra-estrutura, como cisternas, governança, lavanderia entre outros se encontra ao sul do edifício.

O percurso continua até o ultimo platô do terreno, o mais alto onde se pode avistar todo complexo hoteleiro, isolados os bangalôs luxo, sendo quatro blocos contendo oito unidades no total, acomodam até sessenta e quatro pessoas. O seu acesso é possível através de carro elétrico ou então cruzando o pátio do Hotel, através de suas passarelas. Nesse local isolado e com contato intenso com a natureza é possível se isolar de tudo e aproveitar a vista de todo o corredor verde leste oeste.

Sistema Construtivo

Todo o sistema construtivo foi pensado para uma obra seca e limpa reduzindo a emissão de resíduos e com menor impacto no terreno.

As vigas e os pilares metálicos são os principais componentes estruturais, tendo como estratégia a modulação comercial de 12 metros que reduz perdas e sobras no canteiro. Paredes e divisórias serão executadas em gesso acartonado (drywall), elementos contribuem com uma obra rápida e eficiente.

Os caixilhos e venezianas dos edifícios foram pensados em madeira certificada.

Os bangalôs são projetados todos em estrutura de madeira pré-fabricada resgatando a tradição das casas de campo.

Recomenda-se ainda durante a execução da obra a proibição do fumo, a reciclagem de resíduos e o treinamento da mão de obra

Estratégias Sustentáveis

A equipe de projeto teve como objetivo principal alcançar a certificação Gold, para isso foram estabelecidas uma série de estratégias visando atender os requisitos do LEED.

Terreno Sustentável

A implantação do edifico visou o adensamento da massa construída, criando espaços permeados por vegetação nativa e espelhos d’água. Os edifícios concentram-se na parte mais alta do lote, permitindo que a maior parte do terreno ficasse intocável, preservando suas características naturais. O terreno está situado entre duas reservas naturais de mata atlântica, desta forma tiramos como partido propiciar uma união entre elas, criando um cinturão verde no topo do lote e entre as edificações.

Outra preocupação foi com a retenção e o escoamento das águas pluviais, na qual o projeto prevê a criação de coberturas verdes nos edifícios.

Os passeios serão todos executados com pisos drenantes e a iluminação externa é toda difusa e de baixa luminosidade.

Uso Racional de Água

O projeto pretende receber todos os pontos desse requisito, para isso a equipe adotou diversas estratégias para reduzir o consumo de água potável.

Na cobertura dos edifícios foram projetadas coberturas verdes, que servem para coletar e armazenar água da chuva em cisternas. Essa água será usada tanto para a irrigação dos jardins como para a manutenção e lavagem dos passeios.

O projeto prevê também o tratamento de 100% o esgoto gerado. As águas de lavatórios e chuveiros serão coletadas, tratadas e devolvidas para o sistema hidráulico, para as bacias, mictórios e lavanderia. Já o esgoto das bacias será despejado em fossas sépticas, e depois de processadas são encaminhadas para as lagoas de aguapés nas partes baixas do terreno.

Outra preocupação foi a especificação de equipamentos sanitários torneiras com redutores de pressão.

Eficiência Energética

O foco principal do projeto foi no desenvolvimento de soluções passivas para a redução do consumo energético dos edifícios.

A implantação visou a criação de jardins internos e espelhos d’agua entre os edifícios, criando um micro-clima mais ameno e refrigerado.

Todos os ambientes tem acesso à iluminação natural e ventilação cruzada.

O projeto prevê a instalação de placas foto voltaico na cobertura para a obtenção de energia solar.

O sistema de aquecimento de água será feito por placas coletoras solares.

O projeto prevê o comissionamento energético por meio de uma minicentral de distribuição e controle.

Materiais e Recursos

Um plano de gerenciamento de resíduos será implantado durante a execução das obras para o monitoramento, controle e reciclagem dos mesmos.

Clique na galeria a seguir para a visualização ampliada das imagens.

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Ficha Técnica

Arquitetos : EstudioMB ( Marcos Mendes e Julio Beraldo )

Site : www.estudiomb.com.br

Consultor LEED : Marcus Thomé Sageshima

Ano Projeto : 2012

Localização : Bragança, São Paulo

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Agradecemos aos autores pela disponibilização do projeto para publicação no portal.

Para mais informações, acesse aqui a página oficial do concurso.

2º Lugar – Hotel Aliah – São Paulo

Memorial Descritivo (texto dos autores)

A oportunidade

A oportunidade de projetar um complexo hoteleiro com as pretensões de seus idealizadores de ser um marco de sustentabilidade e de qualidade de serviços de negócios, hospedagem e lazer, na região metropolitana de Campinas, nos oferece a chance de refletirmos sobre as questões tangentes da contemporaneidade brasileira, de como conciliar infraestrutura para grandes eventos e sustentabilidade.

É sabido que o País será palco dos dois maiores eventos do planeta, Copa do Mundo de Futebol e Olimpíadas, e está em processo de construção de grandes equipamentos de infraestrutura e que parte crucial desta, são os hotéis e espaços para eventos de negócio. Bragança Paulista é uma das cidades postulantes a receber uma seleção internacional em 2014. Desta forma, o projeto realizado por esta equipe teve por objetivo, viabilizar o empreendimento técnico construtivamente e o mais sustentavelmente possivel.

O Sitio  

Localizado em Bragança Paulista, região metropolitana de Campinas, próxima a grandes rodovias e aos principais aeroportos do estado, Bragança possui um clima agradável, e é uma das 15 cidades do Estado de São Paulo que possuem o título de Estância Turística.

O sitio possui uma topografia bem irregular e de implantação complicada, mas o projeto procurou respeitar a geografia existente, fazendo poucos ajustes no terreno para acomodar as vias e o programa dos edifícios e tirando proveito dos desníveis naturais para integrar e segregar. Desta forma, temos os acessos do Centro de convenções e o Hotel integrados por uma praça, mas com os seus respectivos usos preservados pelos desníveis.

As vias internas serão em pisos permeáveis para recarregar os aquíferos e preservar a vegetação natural, bem como a praça de interação e os estacionamentos dos carros e ônibus.

O programa e o partido

Primeira fase da construção, o Centro de Convenções foi projetado para que seja a “pedra fundamental” do complexo, sendo a primeira impressão e primeiro objeto visto da via de acesso. Sua implantação é respeitosa e cuidadosa com o terreno, paralelamente as curvas de nível, permitindo assim que haja pouca movimentação de terra. O acesso dar-se-á por uma rampa da oriunda de uma praça, que fará a integração com a recepção do hotel na fase seguinte e que estará conectada ao estacionamento. Sua estrutura será metálica, com pórticos de vãos de 15 metros travados a cada 6 metros e lajes steel deck. Os fechamentos serão em vidros com película reflexiva e transparente, steel frame e placas cimentícias com isolantes térmicos e acústicos e com revestimento em fachada ventilada de pedra da região. A cobertura será verde e sistema de captação e armazenamento das águas pluvias, além de sistema de energia solar com instalação de placas fotovoltaicas e painéis solares para aquecimento das águas.

Segunda fase da construção, o Hotel, nasce do desejo de manter as visuais das cotas médias do terreno sem interferência, desta forma, a cobertura do hotel está na mesma cota das vias internas principais, cota 45. O edifício é dividido em duas lâminas que acompanham as curvas do terreno e criam um pátio interno generoso, com a declividade natural do terreno, no qual há um paisagismo com função de sombreamento e privacidade. O acesso é feito por um prisma retangular pousado perpendicularmente sobre esta cobertura, onde se encontram a recepção, restaurante, show room de sustentabilidade e espaço de eventos, dos quais a vista é privilegiada. A estrutura é composta por pilares e vigas metálicas, sobre os quais se apoiam lajes steel deck, que devido ao vão de 4 metros, não necessitam de escoras para serem montadas, agilizando e racionalizando o processo construtivo. As divisórias dos quartos são em gesso acartonado, com isolantes térmicos e acústicos. As áreas dos dormitórios são envoltas por venezianas de bambu com sistema de abertura “tipo camarão”, que conferem maior privacidade aos quartos, permitem entrada de luz e barram o raios solares, além de proporcionar a opção de ventilação natural cruzada quando combinada com a veneziana da porta de acesso ao dormitório. Os dormitórios foram projetados atendendo as normas e especificações da EMBRATUR para hotéis 5 estrelas e 5 estrelas super luxo. Na cobertura, uma lâmina d’água aumenta a inércia térmica. Esta lâmina é composta por águas provenientes das chuvas, sendo um reservatório de retardo para lançamento das águas pluviais e também das águas cinzas dos dormitórios. Para a limpeza e qualidade da água é empregado o sistema de plantas macrófitas que além de limparem as águas trazem conforto visual a cobertura, aliando assim paisagismo e sustentabilidade. Placas solares para aquecimento de água e painéis fotovoltaicos completam o sistema de cobertura do hotel.

Os Bangalôs, também serão executados nesta etapa. Estes ficam próximos as áreas sociais, porém encontram-se mais reservados. De construção simples, paredes portantes, travadas por vigas metálicas, nas quais se apoiam as lajes, possuem plantas livres, permitindo grande flexibilidade de uso. O pátio interno e desalinhamento vertical entre o espaço social e intimo, permite privacidade e que as visuais não sejam interrompidas onde quer que se esteja.

O Complexo esportivo

Terceira fase da construção, o Complexo Esportivo, faz uma composição com o hotel, contrabalanceando o volume da recepção, ficando a abaixo do nível dos quartos e ao lado oposto da recepção. O edifício e os decks são escalonados e em leque, seguindo o desnível do terreno. No edifício fechado, a piscina aquecida, a academia e o restaurante possuem uma vista para as reservas vegetais e para o campo e quadras.

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Ficha Técnica

Escritório: Oficina Coletiva Arquitetos (www.oficinacoletiva.com.br)

Ano do Projeto: 2012 

Localização: Campinas, SP, Brasil

Equipe: 

Antonio José de Santana Júnior (co-autor)

Bruno Wilson Pereira da Silva (co-autor)

Paulo Henrique Muchon Dias (colaborador)

André Guerra Machado (colaborador)

Renato Martinelli Gonçalves (colaborador)

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Agradecemos aos autores pela disponibilização do projeto para publicação no portal.

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1º Lugar – Hotel Aliah – São Paulo

Memorial Descritivo (texto dos autores)

1. O hotel como espaço de reaproximação entre homem e meio ambiente

Os processos de urbanização e industrialização que levaram à formação de nossa sociedade, se por um lado produziram um admirável universo de comodidades para o homem moderno, por outro lado sacrificaram grande parte de sua relação com a natureza e com o meio ambiente. Conforme avança a intensificação destes processos, os efeitos deste distanciamento são sentidos por meio do aumento da poluição, da escassez inevitável dos recursos naturais, e da perda da qualidade de vida nos grandes centros urbanos.

A crescente conscientização acerca da questão da sustentabilidade ambiental – acrescida também pelos aspectos sociais e econômicos – possibilita oportunidades para importantes iniciativas que promovam a reaproximação entre o homem e o ambiente natural. Sustentabilidade não é apenas uma questão de estratégias e ações pontuais, mas sim de valores intrínsecos: ela exige a adoção de uma nova postura em relação ao mundo.

2. A paisagem como protagonista do projeto

O Projeto Aliah almeja não ser apenas um hotel confortável e inovador, mas sim um espaço transcendental, onde os visitantes são instigados a reavaliar esta postura em prol de um modo de vida melhor, mais saudável e equilibrado. A arquitetura proposta para o Projeto Aliah busca colocar estes conceitos em foco, resgatando valores essenciais e atemporais que permeiam o convívio entre o ser humano e o meio ambiente, e promovendo, assim, oportunidades para a contemplação, o passeio e a meditação.

Com base nesta premissa, o projeto assumiu a criação de uma praça-mirante como gesto estruturador do partido arquitetônico. Este espaço, disposto ao longo do eixo de chegada do visitante, assume um caráter de protagonismo, articulando o acesso ao hotel e ao centro de convenções e conduzindo à descoberta do conjunto arquitetônico integrado com a paisagem.

3. Linguagem arquitetônica traduzindo a sustentabilidade

Optou-se por implantar o conjunto arquitetônico próximo à parte mais elevada do terreno, em um eixo longitudinal ao longo da cumeeira do terreno, acomodando-se à topografia natural e direcionando as visuais rumo às belas vistas panorâmicas do entorno. A leitura sensível desse território reflete na maneira com que o projeto interage com o relevo, estabelecendo uma relação dialética na qual a arquitetura atua como suporte físico para a contemplação ambiental.

A circulação de acesso aos quartos do hotel incorpora um bosque central, acentuando a presença da vegetação, transcendendo assim a mera função de conexão para se transformar em um passeio elevado em meio à copa das árvores.

A linguagem arquitetônica do projeto busca evidenciar as diversas estratégias de sustentabilidade e conforto ambiental passivo que foram empregadas, demonstrando a problemática envolvida para se atingir alta performance ambiental ao mesmo tempo em que garantindo eficiência energética e economia de recursos.

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Ficha Técnica

Escritórios: Hiperstudio + Arkiz (www.hiperstudio.com.br / www.arkiz.com.br)

Ano: 2012

Equipe:

Alexandre Hepner

João Paulo Payar

Matheus Marques

Rafael Brych

Ricardo Felipe Gonçalves

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Premiados – Hotel Aliah – São Paulo

Em outubro de 2011 foi lançado um concurso destinado a jovens arquitetos paulistas para a seleção da melhor proposta arquitetônica, paisagística, de sistemas técnicos e de ambientação de interiores para as instalações internas e externas de um hotel (Hotel Aliah) que, segundo os organizadores, deve ser construído e operado sob critérios de sustentabilidade – localizado em zona rural entre os municípios de Itatiba, Atibaia e Bragança Paulista-SP.

Como parte do regulamento, o vencedor do concurso será convidado a participar na elaboração do projeto executivo do hotel, que terá como responsável o arquiteto Siegbert Zanettini, um dos membros da comissão julgadora.

Veja a seguir os projetos premiados (clique nos links para detalhes sobre cada projeto). Continue lendo

Museu – Instituto Moreira Salles – São Paulo – Bernardes + Jacobsen

Veja a seguir o projeto o escritório Bernardes + Jacobsen, um dos finalistas do concurso para o museu do Instituto Moreira Salles na Av. Paulista, em São Paulo.

Clique aqui para informações sobre os demais projetos do concurso, que teve como vencedor o escritório Andrade Morettin Arquitetos.

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Museu – Instituto Moreira Salles – Av. Paulista

Texto divulgado na página do Instituto Moreira Salles:

O Instituto Moreira Salles terá um novo museu em São Paulo. O projeto do escritório Andrade Morettin Arquitetos (imagens nesta página) venceu o concurso do qual participaram outros cinco escritórios brasileiros para a construção – em um terreno na avenida Paulista, entre as ruas Bela Cintra e Consolação – de um edifício que destinará três andares (algo como 1.200 metros quadrados) somente para exposições e terá também um cinema/auditório, uma biblioteca de fotografia, salas de aula para cursos, cafeteria, loja e a administração do IMS. Continue lendo

Arquitetos paulistas e os concursos nacionais de arquitetura: de 1990 a 2010

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Arquitetos paulistas e os concursos nacionais de arquitetura: de 1990 a 2010

Pesquisa de Doutorado (em andamento)

Autor: Nonato Veloso

Orientadora: Sylvia Ficher

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – Universidade de Brasília

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Resumo

O foco do trabalho é a presença de arquitetos paulistas em concursos nacionais de arquitetura a partir da concorrência para o Pavilhão do Brasil na Exposição Internacional em Sevilha, em 1991. Achamos que a pesquisa pode ser mais estimulante, partindo não exatamente de um panorama da arquitetura recente paulista, mas daquelas referências consagradas pela crítica especializada e capazes de fornecer algumas matrizes e servir de guias para a jovem geração de arquitetos, principalmente em São Paulo, mas alastrando-se pelo resto do país. A partir daí, nossa meta é percorrer os concursos no período demarcado, procurando constatar a presença dos paulistas e verificando, à luz das estatísticas, pontos persistentes ou características que possam estar balizando este êxito, digno de nota.

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Clique aqui para mais informações sobre as pesquisas, teses e dissertações relacionadas ao tema concursos, em nossa seção “pesquisas”.

10º Prêmio Jovens Arquitetos – Arquitetura – Projeto – Menção Honrosa Residência Cantareira

10. Prêmio Jovens Arquitetos

Categoria – Arquitetura – Projeto

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Menção Honrosa – Residência Cantareira – São Paulo – SP

Localização: São Paulo / Brasil

Ano de Projeto: 2010

Autores: Rodrigo Lacerda e Guile Amadeu

Equipe: Rodrigo Lacerda, Guile Amadeu e Daniele de Souza

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A residência aqui apresentada foi projetada para uma família composta de casal e três filhos em lote urbano com10 mde frente por 33 de fundo e que apresenta um desnível de aproximadamente2 mno seu sentido maior. Esse lote se encontra na zona norte da cidade de São Paulo em região afastada do centro da capital, em condomínio fechado.

O desenho da residência foi induzido por alguns condicionantes como a relação com as vizinhanças, orientação solar, relação com a paisagem e interpretação da legislação local.

O volume da residência “encosta” em uma das laterais do lote e respeita recuo de 1,5m na outra lateral.  Nesse loteamento, as casas são edificadas, na sua maioria, liberando a face lateral leste para aproveitar a melhor condição de insolação e abertura de janelas. Optou-se, na implantação na casa projetada, por espelhar essa ocupação recorrente, o que proporcionaria como benefício um afastamento de3 mda edificação vizinha lateral.

Esse partido levaria a uma condição desfavorável, já que as janelas de dois dos dormitórios estariam voltadas para o sol poente. Para contornar essa condição adversa, foram projetadas janelas seteiras suplementares para cada um dos dormitórios que se abrem para as faces norte e sul, ambas protegidas pela empena lateral da casa. Mesmo com as janelas principais fechadas para proteção contra o sol poente, esses dormitórios possuiriam iluminação e ventilação naturais garantidos.

O dormitório do casal é voltado para a face norte, se valendo da melhor orientação solar.

A inexistência de recuo no alinhamento leste do lote acaba por gerar uma grande superfície da residência sem possibilidade de aberturas laterais para o exterior. Decidiu-se concentrar as escadas de circulação vertical junto a esse alinhamento, rompendo completamente o volume edificado de cima abaixo, do nível da cobertura ao nível do semi-enterrado. Essa solução cria um fosso que conduz luz zenital até os pavimentos mais inferiores da casa. A escada acaba servindo ainda como um rebatedor de luz para os forros de todos os pavimentos, ajudando a propagar a iluminação natural para o interior da casa.

A casa se divide em quatro pavimentos articulados da seguinte forma: semi-enterrado (primordialmente funções de lazer e garagem); pavimento térreo (espaços de convivência familiar); primeiro pavimento (áreas íntimas da residência); cobertura (lazer).

Os pavimentos do semi-enterrado e da cobertura funcionam como um sistema de áreas de recreação, à maneira de quintais. No pavimento semi-enterrado temos um quintal a sombra, meia sombra e sol, enclausurado pelos muros de divisa. Já o pavimento da cobertura compõe um quintal a pleno sol, com ligações visuais para a Serra da Cantareira. Nesses dois pavimentos encontramos arvoretas de frutas tropicais, compondo pequenos pomares.

A residência possui estrutura de concreto moldada in loco, apoiada por um sistema de quadro pilares e empenas estruturais. No sentido transversal foram previstas vigas mestras de concreto que servem de apoio para lajes nervuradas com módulo de 80 x80 cm. As vigas mestras têm por função também ancorar lajes nervuradasem balanço. A intencional diferença de altura entre o pacote estrutural da laje nervurada e as vigas mestras possibilita a criação de um espaço técnico pleno junto às lajes de cada pavimento, proporcionando um facilitado caminhamento das infra-estruturas domésticas.

Para aliviar as cargas na estrutura da residência e racionalizar a dinâmica do canteiro de obra, as partições internas foram projetadas com painéis cimentícios industrializados com isolamento térmico e acústico. As fachadas da frente e do fundo, em ponto mais crítico de balanço das lajes, também recebem fechamentos leves com camada de isolamento térmico e acústico, nesse caso, chapas de aço galvanizado estruturadas por perfis metálicos com dimensões de mercado.

O local onde está projetada essa residência não se notabiliza por qualidades urbanísticas especiais; a fachada principal é quase que inteiramente fechada; a relação com a área externa é primordialmente através dos fundos da edificação e sua vista para a Serra. O espaço de convivência familiar no pavimento térreo foi desenhando como um amplo espaço fluído que se volta para a vista da reserva de mata atlântica. No primeiro pavimento, o dormitório do casal também se beneficia dessa paisagem; o painel em pele metálica desse espaço pode se fechar completamente, proporcionando privacidade a esse ambiente, assim como pode ter alguns dos seus módulos abertos para liberar visual em direção a vigorosa paisagem da Cantareira.

Com o intuito de colaborar na qualificação do entorno imediato da casa, foi imaginado que o painel metálico da fachada da frente poderia assumir às vezes de um painel artístico. Esse plano vertical marca a fronteira entre o espaço privado da residência e o público da rua; para a escala do passeio do pedestre, é ofertado um jardim de água, que com seus efeitos de reflexão e refração, intensificam a contemplação desse painel.

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Agradecemos aos autores pela disponibilização do material para publicação.

10º Prêmio Jovens Arquitetos – Obra Construída – Menção Honrosa – CASA 4×30

Prêmio Jovens Arquitetos – Categoria – Obra Construída

Menção Honrosa

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CASA 4×30 – São Paulo – SP

Ficha Técnica

CR2ARQUITETURA + FGMF ARQUITETOS

Autores: Clara Reynaldo (CR2) e Lourenço Gimenes (FGMF)

Colaboradores: Fernando Forte, Rodrigo Marcondes Ferraz, Ana Luíza Galvão, Bruno Araújo, Marcela Aleotti e Marília Caetano (arquitetos), Mirela Caetano, Rafaela Arantes e Wilson Barcellone (estagiários)

Projeto estrutural: OPPEA Engenharia

Projeto de paisagismo: Studio Ilex

Projeto de instalações: Ramoska & Castellani

Painel artístico: Fabio Flaks

Fotos: Fran Parente

Local: São Paulo, SP, Brasil

Projeto: 2008-2009

Obra: 2010-2011

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Encravada num renque de estreitas casas geminadas, a história começou mais como um desafio do que como um projeto de arquitetura. Como encaixar naquele lote de 4x30m todo o programa de uma casa, contando com poucas faces iluminadas?

A resposta, apesar de o objeto ser aparentemente simples, veio através de muita pesquisa. Das minúsculas casas japonesas e holandesas, emprestamos mais do que a certeza de que seria possível aproveitar o pouco espaço de maneira criativa: os exemplos também induziram certa implosão do programa da casa pequeno-burguesa. A proposta arquitetônica encerra uma lógica pouco alinhada ao espaço convencional para o estereótipo da família de classe média paulistana, lança mão de espaços integrados e elimina outros considerados “obrigatórios”.

A ocupação do lote foi um dos principais condicionantes para o desenvolvimento do projeto. A busca por iluminação e ventilação naturais condicionou a ênfase no jardim central, recortado no volume construído de forma a criar três fachadas generosamente banhadas de luz. Unidos por uma passarela em torno do jardim, dois blocos de tamanhos diferentes organizam as funções da casa e obrigam os moradores a desfrutar do verde em todos os deslocamentos. O bloco maior concentra sala e cozinha no térreo e quartos no pavimento superior; o menor contém ambientes de apoio como área de serviço, escritório e a circulação vertical da casa.

A essa escolha seguiu-se a intenção de perverter os limites do jardim com portas de vidro retráteis, de maneira a integrar totalmente a sala ao espaço externo. Neste ponto, uma encruzilhada conceitual: se a sala abre-se para o jardim, a única opção para a cozinha era ficar voltada à fachada.

A largura do lote e a relação sala-jardim implicaram, portanto, que a entrada da casa se desse por um espaço de serviço, e a solução encontrada foi ir contra o impulso inicial de escondê-lo. Destacá-lo na forma e integrá-lo espacialmente passou de obstáculo a oportunidade de projeto. O rebaixamento do seu piso em 75cm, além de aumentar o pé-direito, trouxe duas consequências importantes. A primeira foi a criação de uma passagem “elevada”, de forma que a entrada da casa não se desse propriamente pela cozinha, mas por um eixo de circulação que se estende por toda a casa, organizando-a numa lógica imediatamente identificável. A segunda foi a estranha continuidade entre o nível da sala e a mesa de jantar, integrada à ilha com forno embutido. Rebaixada, a cozinha se oferece ao visitante por uma perspectiva inusitada. Integrada à sala pela mesa-piso, pela bancada que transborda de um ambiente ao outro, pelos materiais e detalhes, a cozinha coloca-se como parte do mesmo espaço, mas o rebaixamento do nível ressalta a diferença entre os programas.

Pairando sobre os vazios de alturas diferentes da sala e da cozinha, um grande objeto branco flutua. Destacado do eixo de circulação, o paralelepípedo revestido de lambris de alumínio transgride os limites da fachada frontal e se afasta da empena esquerda, permitindo visualização de um painel de ladrilho hidráulico. O volume acomoda duas suítes, acessíveis pela passarela de malha expandida que se interrompe para criar um pé-direito generoso sobre a passagem da entrada. Neste ‘átrio’ linear e através da malha expandida da passarela, tem-se a noção da continuidade do painel artístico assinado pelo artista Fabio Flaks. Ele ocupa toda a empena, escoltando a circulação horizontal em todos os pavimentos, e remete aos grandes painéis que foram um traço característico da boa arquitetura moderna brasileira. Com um prolongamento intencional, este painel se apresenta à rua e define a entrada da casa, enquanto um discreto pano de vidro permite ao observador externo vislumbrar a continuidade da peça de arte, que se oferece como parte da paisagem urbana. Totalmente aberta, a garagem de piso permeável também é um exercício de generosidade com a paisagem da cidade, frequentemente agredida pelos muros altos que refletem a paranoia da segurança e o delírio de privacidade que nega a própria urbanidade.

Sobre a caixa dos quartos, um grande deck ocupa a cobertura e cria um novo espaço de fruição, emoldurado por uma faixa de teto verde. O solário dá acesso para manutenção dos equipamentos de ar-condicionado e aquecimento de água, mas é, sobretudo, um espaço de lazer que complementa o jardim do térreo. Para o casal que vivia em apartamento, qualquer centímetro quadrado ao ar livre configura uma grande conquista.

Apesar de se distanciar do concreto armado usual, a estrutura metálica empregada é extremamente simples. Esbeltas vigas metálicas cruzam o espaço e apoiam-se em pilares embutidos nas empenas laterais. O conceito da construção seca é apropriado também nos demais sistemas empregados, como paredes de gesso e placas cimentícias, lajes de painel de madeira, passadiços metálicos, grandes caixilhos e pisos de placas de borracha, resina ou deck flutuante. No conjunto, trata-se de uma casa de construção eficiente, rápida e precisa, sem desperdícios e retrabalhos. O materiais empregados são tão recicláveis quanto a própria casa, que pode ser facilmente adaptada ao longo do tempo ou simplesmente desmontada quando necessário.

O painel de ladrilhos, de desenho singelo, compõe com o piso de resina de poliuretano e com o alumínio da caixa um cenário de grande simplicidade e brancura, só rompido pela exuberância do jardim, de um lado, e pelo força da empena preta que protege o interior dos olhares da rua, no lado oposto. A obsessão pelo branco não é puramente forma, embora a busca por um espaço simples fosse uma premissa do partido: é, antes de tudo, uma estratégia para refletir a luz internamente, levando-a a todos os pontos da casa.

O jardim também tem seu papel na eficiência da casa. Além de permitir uma área permeável superior à exigida por lei, o espaço gramado conta com uma pitangueira e uma vistosa parede verde que refrescam naturalmente e criam uma zona de baixa pressão. O ar, resfriado, cruza a sala em direção à janela da cozinha, renovando o ar e garantindo condições térmicas adequadas para a maior parte do ano. No inverno, a tela externa que protege a fachada do poente pode ser recolhida para que a insolação ajude a aquecer o ambiente.

Além da tela retrátil, outros elementos como os brises de malha expandida, o ecotelhado, o deck da cobertura que sombreia a telha metálica, o uso de isolantes termo-acústicos nas vedações e janelas de vidro duplo nos quartos garantem um desempenho térmico acima da média.

O resultado, no final, é uma pequena casa em tamanho, mas grande pela integração e continuidade dos seus espaços, pelo uso da luz e pela flexibilidade do programa menos rígido do que uma casa convencional.


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Agradecemos aos autores pela disponibilização do material para publicação.




10º Prêmio Jovens Arquitetos – Arquitetura Obra Construída – Menção Honrosa – Residência Jaguary

Categoria – Arquitetura Obra Construída

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Menção Honrosa – Residência Jaguary – São José dos Campos – SP

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Ficha Técnica

Local: São José dos Campos – SP

Data da Conclusão da Obra: Julho de 2011

Arquitetura: Obra Arquitetos – João Paulo Daolio e Thiago Natal Duarte

Estrutura: RF Engenharia – Rodrigo de Freitas

Construção: Truzzi Engenharia

Fotografias: Fernando Stankus

Cliente: Walter Luiz Caram Saliba

Área Construída: 350m²

Memorial

A casa está localizada no Vale do Paraíba, em São José dos Campos -SP, de frente para a Serra da Mantiqueira onde acontece o pôr do sol.

O térreo está rebaixado meio nível em relação à rua, onde estão situados a sala, cozinha, lavabo e área de serviço. A sala se abre para a área externa formando uma praça no meio do lote, concebida como local de encontro.

No piso inferior estão situados escritório, churrasqueira e depósitos.

O piso superior abriga os quartos e sala que acessam uma laje com piso de grama.

A localização privilegiada do terreno orientou as aberturas da casa para a paisagem exaltando sua condição de mirante.

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Concurso Renova SP – Grupo 4 – Cordeiro 1 – 1º Lugar

Grupo 4 - Lote 22: Cordeiro 1

1º lugar

Coordenador:

Carolina Haguiara Cervellini

Coautores:

Mariavalentina Tanese
Paloma Padilha de Siqueira
Raúl Alonso Estebánez
Ronaldo M. Auletta Junior
Tatiana Sandreschi Reis

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Fonte: renovasp.habisp.inf.br