Carta aberta aos organizadores da Copa 2014

Senhores organizadores,

O auto-intitulado “Time de Arquitetos da Copa”, grupo de arquitetos responsáveis pelos projetos dos estádios das 12 cidades que sediarão os jogos da Copa de 2014, assinou no último dia 18 de junho uma “carta aberta[1] na qual exige “respeito aos projetos desenvolvidos para as futuras arenas” e “recomendam todo o empenho da sociedade e governantes para que os investimentos na Copa de 2014 sejam sustentáveis e tragam benefícios permanentes às cidades brasileiras”.

É de se respeitar a luta dos colegas arquitetos, que representados pelo SINAENCO – Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva –, convocam a sociedade para ao seu lado empenhar-se pelo respeito aos seus projetos. O discurso em prol da sustentabilidade e dos benefícios à sociedade está presente na carta, assim como a preocupação de evitar “o uso indevido dos recursos, especialmente o dinheiro público”. É importante ainda destacar, no documento assinado pelo “Time de Arquitetos da Copa”, a preocupação dos mesmos com a qualidade do projeto arquitetônico e com a obediência às suas soluções e especificações (de sistemas construtivos, de materiais e de equipamentos) pelos empreendedores.

É louvável toda iniciativa que tenha como resultado (e propósito) a qualidade da arquitetura pública, mas algumas dúvidas em relação ao “Projeto Copa 2014” inspiram certa cautela em relação à convocatória pública pelo respeito aos projetos e aos seus autores. Se por um lado deve-se reconhecer a obrigação de defender uma causa aparentemente tão justa, por outro não se pode ignorar o desconforto que decorre do desconhecimento coletivo – por falta de transparência – do processo em torno das contratações de projetos e serviços para a Copa 2014, bem como das suspeições resultantes de relatórios recentes publicados pelo Tribunal de Contas da União[2]. Portanto, para evitar injustiças e conclusões precipitadas, antes de decidir por assinar ou refutar uma carta repleta de boas intenções, “pela qualidade da obra pública e do projeto arquitetônico”, solicita-se o esclarecimento de algumas questões:

1. Qual foi o processo de escolha dos projetos dos estádios e de convocação dos membros do “Time de Arquitetos da Copa” em cada caso? Foi realizado algum concurso? Algum escritório foi contratado por notória especialização, ou seja, sem concurso ou licitação? Houve licitações por técnica e preço? Afinal, têm sido publicadas notícias preocupantes sobre contratações sem licitação de projetos e serviços para a Copa 2014[3]. Enfim, em se tratando de empreendimentos que envolvem vultosos recursos públicos, é fundamental saber em quais das modalidades previstas na legislação se enquadraram as contratações de cada um dos projetos.

2. Quais foram os critérios utilizados para as escolhas dos projetos arquitetônicos? Segundo a “carta aberta”, “os projetos para os empreendimentos esportivos e de infraestrutura geral para a Copa 2014 devem ser escolhidos por sua concepção inovadora, pela percepção da essência e da cultura local e pela melhor técnica, nunca pelo menor preço”. Quais foram os procedimentos adotados para julgamento e avaliação da referida inovação e da qualidade que se espera de uma arquitetura pública? Houve comissões julgadoras? Se houve, quais foram os seus membros?

3. Qual o montante de recursos públicos envolvidos nos projetos? Notícias publicadas no Portal Copa2014[4] anunciam que as projeções de gastos para a construção e reforma dos estádios do Mundial já subiram mais de 300%, ultrapassando R$ 10 bilhões. Ainda segundo a mesma matéria, um dos fatores que teria influenciado no aumento do orçamento teria sido o início do detalhamento dos projetos, fase em que os valores se aproximam do custo real. Essa notícia contradiz a declaração do “Time de Arquitetos” e do SINAENCO ao desejarem que “o legado da Copa de 2014 no Brasil seja – realmente – o alicerce de um país mais desenvolvido, com melhor infraestrutura, empregos, distribuição de renda e justiça social, algo que não se consegue sem um planejamento de longo prazo, estudos de viabilidade econômico-financeira e ambiental”.

Há muito tempo que se buscam, sem sucesso, informações sobre os processos de contratação dos projetos para a Copa 2014. Talvez com a ajuda do “Time de Arquitetos da Copa” e do SINAENCO, seja finalmente possível obter uma resposta clara e definitiva a tais dúvidas. Afinal, para que se possa ter o apoio da sociedade à causa da “qualidade da arquitetura pública”, mencionada na “carta aberta”, é fundamental antes de tudo a observância da transparência pública, da probidade administrativa, da isonomia e da impessoalidade dos contratos públicos. Sugere-se, portanto, que seja demonstrado à sociedade que os processos de contratação dos projetos para a Copa 2014 seguiram todos esses princípios, como seria de se esperar. Acredita-se que assim terão o apoio e o respeito que demandam.

Assinam esta carta:

Álvaro Puntoni, Carlos Eduardo Comas, Carlos Henrique Magalhães, Circe Monteiro, Danilo Matoso Macedo, Edson Mahfuz, Eduardo Pierrotti Rossetti, Elcio Gomes, Fabiano Sobreira, Fernando Luiz Lara, José Eduardo Ferolla, Humberto Hermeto, Izabel Amaral, Leandro Augusto Campos, Natália Miranda Vieira, Pedro Morais, Pedro Paes Lira.


[1] Arquitetos exigem respeito aos projetos para 2014: Time de Arquitetos da Copa divulga carta em defesa do planejamento. Publicado no Portal Copa 2014, em 22/06/2009.

[2] TCU suspende concorrência de serviços para a Copa 2014: Tribunal avaliou que a licitação poderia trazer prejuízos aos cofres públicos. Publicado no Portal Copa 2014, em 04/05/2009.

[3] Pela Copa-2014, cidades iniciam festival de gastos sem licitação. Publicado na Folha OnLine, em 18/01/2009; TCU veta licitação para escolha da empresa organizadora da Copa: altos salários de consultores e outros custos exorbitantes seriam os motivos. Publicado no Portal Copa 2014, em 14/05/2009.

[4] Estádios da Copa podem ficar 300% mais caros: Custo das arenas da Copa do Mundo já ultrapassa os R$ 10 bilhões. Publicado no Portal Copa 2014, em 01/07/2009.

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Se você também deseja assinar esta carta insira seu nome e/ou opinião na seção comentários abaixo.

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58 respostas em “Carta aberta aos organizadores da Copa 2014

  1. Assino pois sou a favor de valorizarmos o Profissional Brasileiro.
    E um evento como a Copa seria de grande merecimento e valia dar essa oportunidade para os construtores brasileiros.

  2. em um pais que ainda nao consegui sanar problemas basico.a copa e um desperdicio de dinheiro.ja que vao gastar o dinheiro, que pelo menos seja usado corretamente e sem maracutaia.
    apoio esta carta aberta

    valdir f campos

  3. Prezados,
    O que podemos fazer para levar este tema à imprensa? Uma notinha em revista me pareceria insuficiente, mas poderíamos considerar uma estratégia para levar este tema ao grande público, com mais impacto. Capas de revistas, espaço na televisão, etc. Tenho a sensação de que, enquanto este tema estiver restrito ao meio especializado, pouco tende a ser feito e revisto em termos de estabelecimento de canais mais claros para contratação e escolha de projetos de arquitetura para a Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016. Diante de lobbies muito fortes, de altos interesses de grupos empresariais em jogo não é difícil manipular o debate e atribuir ao pleito dos arquitetos um caráter de reinvidicação meramente corporativa, de uma defesa de classe. Ora, trata-se de muito mais que isso. Está em jogo uma escolha por como o Brasil espera se mostrar ao mundo em termos de arquitetura no século XXI, em termos de pólo criativo e disseminador de uma produção cultural atenta aos desafios da vida contemporânea.
    Quero participar deste esforço, deste movimento para abrirmos os canais necessários para contratação e exposição dos nossos projetos. Refiro-me a soluções pontuais para cidades, para equipamentos urbanos, para espaços do habitar. Mas, especialmente, refiro-me a arquiteturas que sejam retratos de escolhas representativas do povo que somos e da nação que queremos ser. Dos nossos potenciais e da visão que temos de presente e de futuro. Como pode o Estado, por exemplo, estar alheio a estes olhares, ou apreendê-lo apenas de maneira residual, limitada, captando projetos apenas dos amigos conhecidos, para um evento de tamanha visibilidade?
    Muito agradeceria a gentileza de me incluirem neste debate, que muito me interessa.

  4. Como está o andamento dessa questão? Nunca houve resposta à carta aberta? Qual a posição do Confea sobre esse assunto, e sobre a legitimidade deste Sinaenco? Não é caso para a Receita e o CADE intervirem? Seria interessante que este artigo fosse sempre atualizado e a carta mencionada – não podemos deixar este assunto esquecido.

    Concordo e assino!

  5. “Para os amigos, tudo, para os inimigos, a lei”

    Noticia recentemente publicada na Folha de São Paulo informou sobre ação popular no MPE contra a contratação de Herzog & De Meuron para o projeto da Companhia de Dança de SP.

    Quem deu entrada no processo?

    SINAENCO (o mesmo que publicamente assumiu o descaramento de não ter o menor interesse em explicar ou dar quaisquer satisfações àqueles a quem pediu apoio nacional);
    ASBEA (a mesma que, numa típica “ação entre amigos”, “escolheu” aquele (pulsante?… regurgitante?…) pavilhão para representar o Brasil na Expo de Shangai.

  6. Ganhamos as duas competições por teoricamente apresentarmos igual qualidade de gerenciamento dos paises “desenvolvidos”. Logo, que nosso governo seja justo ao sistema e que valorize o trabalho do nosso povo criando igual oportunidade para todos os arquitetos. honestidade e transparencia acima de tudo.

  7. Parabéns pela iniciativa em “questionar” as contratações sem licitações. Existem muitos “bons arquitetos” no Brasil, porém poucos têm oportunidade de apresentar seus trabalhos.
    Também é muito válido lembrar que o dinheiro público saiu dos “nossos” bolsos.

  8. Urbanismo em Curitiba

    Uma das piores e estressantes coisas de nosso dia a dia é a correria como levar os filhos para escola e costumeira ida aos bancos para pagamentos.
    Moro entre os bairros Batel, Água verde e Vila Izabel a mais de 10 anos.
    O transito com um aumento de carros, segurança, que preocupa-nos no dia após dia.
    Sempre fui uma pessoa de boas idéias ao invés de me acostumar no vicio da reclamação.
    Vejo algumas melhorias que poderão surtir um bom efeito para melhoria do transito nesta região.
    Por exemplo:
    Existe a via rápida do sentido Bairro Pinheirinho sentido Centro.
    Esta rápida ela faz a curva na A Silva Jardim bem enfrente a Famosa Praça do Japão.
    Do outro lado desta praça existe a Rua Francisco Rocha que vem em sentido contrario.
    Faz ligação ao bairro Mercês e que por vez faz a ligação ao Famoso bairro de Santa Felicidade.
    A idéia inicial seria uma construção de uma trincheira abaixo da Praça do Japão, criando um aceso a Francisco Rocha.
    Com esta criação seria invertido o sentido da Francisco Rocha desta forma criando faixas amarelas fazendo a continuação da rápida que daria um trajeto melhor ao Pinheirinho e Santa Felicidade.
    Enfrentamos um grande problema na ida da Bento Viana ao bairro Bigorrilho, Mercês e Santa Felicidade.
    Com a inversão da Rua Francisco Rocha, faríamos uma inversão na Bento Viana.
    Que daria uma boa saída de Santa felicidade para um aceso alternativo ao aeroporto.
    Sendo que a Rua utilizada como aceso para o aeroporto seria Basílio Itibere que também do aceso ao estádio do Atlético.
    Com a realização desta mudança ajudaria o trajeto de Santa Felicidade ao estádio do Atlético tendo em vista a Copa de 2014 (sendo bairro turístico, Santa Felicidade é um importante bairro na economia e renda na cidade.)
    Falando em copa do mundo.
    Nos temos a Praça bem enfrente do estádio do Atlético.
    Uma obra de grande impacto seria a construção de um estacionamento subterrâneo com três pisos e a cima a reconstrução da Praça do Atlético. Fornecendo assim renda para manutenção da praça.
    Este estacionamento seria de grande ajuda nos horários comerciais. Por ser uma região de muitos consultórios e comercio em geral.
    Carneiro Lobo Sentido Praça do Batel esquina com Visconde de Guarapuava a colocação de uma faixa amarela e reduzir o canteiro das duas pistas da,
    Av. Visconde de Guarapuava transformando assim uma faixa de conversão obrigatória a esquerda sendo assim diminua ria o engarrafamento por que neste local temos acesso a seis grandes escolas nas proximidades.
    Av. Batel esta sobrecarga.
    Com estas inversões de ruas seria interessante fazer um sentido único da Praça do Batel sentido centro tendo em vista uma futura construção de um grande Shopping na av. Batel.
    Seria Mantido o trajeto Bispo Dom Jose.
    Uma grande melhoria seria a construção de areas de desembarque para lotação escolar taxistas em frente a muitos predios.
    Tem prédios com capacidade para construir uma area desembarque.
    Colocando uma lei ( area de desembarque com o condutor ao veiculo).
    Significaria que o condutor não poderá sair do veiculo senão ocorreria a multa para infração.

  9. O Governo de Pernambuco acaba de lançar à consulta pública o edital para Concessão, Construção e Projetos Executivos da Cidade da Copa 2014. O projeto básico foi desenvolvido pela Odebrecht que será ressarcida em pouco mais de 9 milhões de reais pelo consórcio ganhador. A propria Odebrecht poderá ser a ganhadora da concessão, já que o edital não prevê impedimento à sua participação apesar de ter desenvolvido o Projeto Básico e os critérios utilizados no edital. Está disponível aqui http://www2.ppp.seplag.pe.gov.br/web/portal-ppp/comunicados-oficiais

  10. Também concordo. Creio que seja preciso rever a Lei 8666/93 que define o concurso como “forma preferencial para a contratação de projetos pela administração pública”, tornando-o obrigatório nos casos de projetos de arquitetura.

  11. Assino e parabens pela iniciativa.
    Ja passamos da hora de ter uma legislacao que vincule gastos publicos em obras a partir de um determinado orcamento à realizacao de concursos para projeto de arquitetura, segundo o modelo da uniao europeia.

  12. O e-mail foi enviado ao SINAENCO no dia 14 de julho. Mesmo que eles não houvessem tomado conhecimento, trata-se de uma carta aberta, um documento de acesso público, e não de uma “notificação formal” individual ao sindicato. Para além das questões de legalidade de procedimentos, está em jogo a questão de sua moralidade. A evasiva do Sinaenco mostra, no mínimo, uma despreocupação da instituição com o interesse público (presente na lisura dos processos de contratação). É triste e decepcionante este comportamento por parte dos colegas que haviam vindo a público justo para defender a boa arquitetura. Fazemos votos de que a situação se reverta por iniciativa dos próprios arquitetos, sem necessidade de interferência dos órgãos de controle.

  13. Em nossa carta, convocamos o SINAENCO e o “Time de Arquitetos da Copa” (que haviam demandado o respeito da sociedade) a nos ajudarem a buscar as respostas às questões apresentadas sobre os projetos da Copa 2014.

    É lamentável a resposta do SINAENCO, que em nome do Time de Arquitetos da Copa, declarou à PINI:

    “Mesmo ainda não tendo lido do que se trata essa carta, já posso afirmar que não é de interesse do Sinaenco e nem do Time dos Arquitetos entrar neste debate”

    Vale salientar que nosso documento foi enviado ao e-mail institucional do SINAENCO e à assessoria de imprensa do Portal Copa 2014 (administrado pela instituição) no dia 14 de julho, mesma data de sua difusão.

    Enfim, se não é do interesse do SINAENCO e do Time dos Arquitetos da Copa entrar no debate sobre a transparência pública, a legalidade dos contratos, os critérios de seleção dos projetos e a qualidade da arquitetura, por que nos demandam respeito aos seus projetos e ações?

    Por que escrevem uma carta em defesa da qualidade e da inovação no projeto e da qualidade da arquitetura pública se não estão interessados no assunto?

    Enfim, por que se manifestaram sobre um tema sobre o qual declaram não ter responsabilidade?

    Veja aqui a matéria publicada na PINI:
    http://www.piniweb.com.br//construcao/carreira-exercicio-profissional-entidades/arquitetos-questionam-criterios-de-selecao-dos-projetos-para-a-copa-144531-1.asp

    É, de fato, lamentável a postura da instituição e daqueles que se deixam representar pela mesma.

    Fabiano Sobreira
    editor responsável
    portal concursosdeprojeto.org

  14. Subscrevo a carta. E acrescento que a mesma falta de transparência tem se dado também com relação a vários projetos em curso atualmente no Rio de Janeiro: dos projetos que acompanham a candidatura da cidade para as Olimpíadas de 2016 à zona portuária e ao novo Museu da Imagem e do Som, por exemplo.

  15. Da listagem do Sinaenco, as firmas abaixo fazem referencia à arquitetura, no nome:
    AFLALO & GASPERINI ARQUITETOS LTDA SP
    ALCINDO DELL AGNESE ARQ ASSOCIADOS SS LTDA SP
    ALCYR MEIRA & CIA LTDA ARQUITETURA E URBANISMO PA
    ALEXANDRE MACAES ARQUITETURA LTDA PE
    AMADO & MARCONDES ARQUITETOS ASSOCIADOS LTDA SP
    ARGEPLAN – ARQUITETURA E ENGENHARIA LTDA SP
    ARQUITETURA JULIO NEVES LTDA SP
    BENEDITO ABBUD PAISAGISMO PLAN. E PROJ SC LTDA SP
    BENNO PERELMUTTER – ARQUIT. E PLANEJAMENTO LTDA SP
    BERGSTROM ARQUITETURA SC LTDA SP
    BORELLI E MERIGO – ARQUITETURA E URBANISMO SC LTDA SP
    BOTTI RUBIN – ARQUITETOS ASSOCIADOS LTDA SP
    CARLOS BRATKE ATELIE DE ARQUITETURA SC LTDA SP
    CFA – CAMBIAGHI ARQUITETURA LTDA SP
    COLMEIA ARQUITETURA E ENGENHARIA LTDA PE
    D.A.A. – ARQUITETOS ASSOCIADOS CE
    DEBIAGI ARQUITETOS URBANISTAS S/S LTDA RS
    DELETROS ARQUITETURA, ENG. E MEIO AMBIENTE LTDA SP
    DESIGNIO ARQUITETURA E URBANISMO LTDA SP
    DPJ ARQUITETOS ASSOCIADOS LTDA PA
    DUPRE ARQUITETURA & COORDENACAO SS LTDA SP
    EDISON MUSA ARQUITETURA E PLANEJAMENTO LTDA RJ
    EDO ROCHA ARQUITETURA E PLANEJAMENTO SC LTDA SP
    EGC ARQUITETURA LTDA SP
    FONTE CASTRO ARQUITETURA E URBANISMO LTDA PE
    GBM ENGENHARIA E ARQUITETURA LTDA BA
    GOMES MACHADO ARQUITETOS ASSOCIADOS LTDA SP
    HEILBUT ARQUITETURA E PLANEJAMENTO LTDA SP
    HITA ENGENHARIA E ARQUITETURA LTDA BA
    JALE ARQUITETURA E URBANISMO LTDA SP
    JOAO WALTER TOSCANO ARQUITETOS ASSOCIADOS SP
    JONAS BIRGER ARQUITETURA SC LTDA SP
    KOM ARQUITETURA E PLANEJAMENTO SC LTDA SP
    L. C. MIQUELIN & S. MEI LING ARQUITETURA E DESIGN SP
    LUIZ CUTAIT ARQUITETURA E URBANISMO LTDA SP
    LUIZ FIUZA ARQUITETOS ASSOCIADOS SC LTDA CE
    MARCIO CURI E AZEVEDO ANTUNES ARQUITETURA LTDA SP
    MARCIO MAZZA PROJETOS INSOLIDOS SC LTDA SP
    MEIA DOIS NOVE ARQUITETURA E CONSULTORIA PA
    METROQUATTRO ARQUITETURA TECNOLOGIA SC LTDA DF
    MIL ARQUITETURA E CONSULTORIA LTDA MG
    MLAR ARQUITETURA E CONSULTORIA LTDA BA
    MONTEIRO ARQUITETURA LTDA SC
    NASSER HISSA ARQUITETOS ASSOCIADOS LTDA CE
    O.E. ARQUITETOS E URBANISTAS S/S LTDA RS
    PAULO LISBOA ARQUITETURA LTDA SP
    PIRATININGA ARQUITETOS ASSOCIADOS LTDA SP
    RAF ARQUITETURA E PLANEJAMENTO SC LTDA RJ
    RANGEL MOREIRA ARQUITETOS ASSOCIADOS LTDA PE
    RICARDO JULIAO ARQUITETURA E URBANISMO SS LTDA SP
    ROBERTO CANDUSSO ARQUITETOS ASSOCIADOS SC LTDA SP
    ROBERTO PATERNOSTRO ARQUITETURA E PLANEJAMENTO SP
    RONALDO REZENDE ARQUITETURA E PLANEJAMENTO LTDA RS
    ROSA GRENA KLIASS ARQ. PAISAGISTICA P. P. LTDA SP
    SATURNO PLANEJAMENTO ARQUITETURA E CONSULTORIA SP
    SIDONIO PORTO ARQUITETOS ASSOCIADOS SC LTDA SP
    SL ARQUITETURA S/S LTDA PA
    TIBIRICA ARQUITETOS ASSOCIADOS SC LTDA SP
    URBAN ENGENHARIA E ARQUITETURA LTDA ES
    URPLAN GRUPO DE PLANEJ. URBANISMO ARQ BA

  16. Me parece que o comentário de Luciano Caixeta, representa um avanço nessa discussão e tem o meu apoio. Sim, a questão vai além da Copa ou mesmo de saber qual foi o Dunga que escolheu aquele time, que tem lá seus craques mas que tem pernas de pau também, como atestam os projetos publicados ou mesmo a falta de projetos publicados da parte de alguns dos ronaldinhos.
    O SINAENCO merece um estudo à parte. É um sindicato que define o seu foco como sendo a “ categoria econômica das empresas de arquitetura e de engenharia consultiva”. Sempre pensei que sindicato se referisse a categorias profissionais, mas parece que o conceito é mais amplo.
    O que é esta especialidade? Ela é constitucionalmente reconhecida? Alguma coisa me parece estranha, já que as atividades das empresas de arquitetura e de engenharia consultiva parecem sobrepor às dos arquitetos e engenheiros em geral, incluindo mesmo, como atividade consultiva, a elaboração de projetos. Creio que o IAB e o CREA deveriam se manifestar.
    Um outro aspecto diz respeito ao prestígio que alguns arquitetos que integram o Sinaenco possuem. Não tenho dúvidas de que tal patamar foi atingido pela qualidade do seu trabalho. Entretanto, é certo que o reconhecimento da categoria tem algum pêso nesse sucesso. Sendo assim, proponho que as questòes sejam dirigidas diretamente a eles, mesmo porque os arquitetos são minoria na composição das firmas associadas.
    Na listagem publicada no site do Sinaenco, certamente incompleta, pincei os arquitetos abaixo, frequentadores das revistas que ajudamos a manter.
    São eles:
    AFLALO & GASPERINI ARQUITETOS LTDA SP
    ARQUITETURA JULIO NEVES LTDA SP
    BENNO PERELMUTTER – ARQUIT. E PLANEJAMENTO LTDA SP
    BOTTI RUBIN – ARQUITETOS ASSOCIADOS LTDA SP
    CARLOS BRATKE ATELIE DE ARQUITETURA SC LTDA SP
    CFA – CAMBIAGHI ARQUITETURA LTDA SP
    EDISON MUSA ARQUITETURA E PLANEJAMENTO LTDA RJ
    EDO ROCHA ARQUITETURA E PLANEJAMENTO SC LTDA SP
    JOAO WALTER TOSCANO ARQUITETOS ASSOCIADOS SP
    MARCIO MAZZA PROJETOS INSOLIDOS SC LTDA SP
    ROBERTO CANDUSSO ARQUITETOS ASSOCIADOS SC LTDA SP
    ROBERTO PATERNOSTRO ARQUITETURA E PLANEJAMENTO SP
    ROSA GRENA KLIASS ARQ. PAISAGISTICA P. P. LTDA SP
    SIDONIO PORTO ARQUITETOS ASSOCIADOS SC LTDA SP

  17. Caros colegas,
    Parabéns pela iniciativa, imagino que esta é uma questão que incomoda a todos arquitetos sérios deste país. Oportunidade é fantástica para se abrir um debate honesto sobre as contratações de serviços de arquitetura e engenharia no Brasil. Hoje, estamos com o nossos focos voltados para a aprovação do CAU e por isso nem percebemos quando uma oportunidade aparece diante de nossos olhos, imagino que este é um destes momentos. Podemos provocar, estrategicamente, uma discussão sobre esse assunto, da contratação dos serviços de arquitetura e engenharia no Congresso Nacional incluído os da copa de 2014. Provocar em contraponto as denúncias de Atos Secretos, demonstrar que o momento do país é de abertura das caixas pretas, ou se preferirem dos porões sombrios, que na correria do dia a dia passam desapercebidos, mas nunca esquecidos e que normalmente são lembrados, ainda que, nos momentos de crise.
    Podemos contribuir, dar o exemplo, ao país, de como fazer uma discussão séria, madura, dentro da legalidade sem nenhum medo de constranger ou de se sentir constrangido, pois o que se busca é a transparência. Se queremos independência, assim como os jovens adolescentes, temos que mostrar responsabilidade, conquistar e construir nossos próprios valores. Somos capazes de mostrar ao pais que estamos prontos para seguir adiante, fazer história e assumir à frente da arquitetura e urbanismo no nosso país. Caso contrário, deveríamos recuar e assumir nossa pequenez e a nossa incapacidade de apresentarmos uma alternativa melhor do que a do atual sistema Creas-Confea. Este é o momento, deveríamos seguir os sábios conselhos do Oscar, ir a luta e protestar!

  18. Prezados, Gostaria de sugerir a criação de um abaixo-assinado online (www.petitiononline.com por exemplo) que possibilitasse a maior divulgação e participação de arquitetos brasileiros.

    Cordialmente,

    Camille Brêtas

  19. Sempre fui contra a Copa do Mundo aqui, mas perdida esta batalha, encaro esta pressão a respeito destes esclarecimentos.
    ASSINO TAMBÉM!

  20. Parabéns aos autores pela iniciativa! assino também.
    Aproveito para citar também a troca do projeto da cidade de Cuiaba MT após a sua escolha como cidade sede da copa.
    Segue artigo:
    “Em Cuiabá (MT), o comitê local substituiu o escritório Castro Mello Arquitetos pelo GCP Arquitetos logo após a confirmação da cidade como uma das sedes. O projeto do estádio José Fragelli (Verdão) foi completamente reformulado, o que levantou dúvidas sobre os critérios técnicos para a escolha.
    Segundo o presidente do comitê, Yuri Bastos, as mudanças ocorreram “para simplificar o projeto e reduzir gastos”. No entanto, o novo projeto está orçado em R$ 430 milhões, enquanto o antigo previa gastos de R$ 350 milhões, segundo o Sinaenco (Sindicato Nacional da Arquitetura e Engenharia).”

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