Concurso Internacional – Hanover 2020 – Alemanha

“Hanover 2020”. Esse foi o título e o objetivo do concurso internacional promovido para traçar o futuro da área central da cidade alemã. O concurso teve como objeto a intervenção urbana em quatro áreas , situadas a noroeste, oeste, sudoeste e sul da área central da cidade de Hanover. As áreas deveriam ser objetos de propostas de intervenção urbana e arquitetônica, com a criação e renovação de espaços e equipamentos públicos. O processo foi realizado em duas etapas: das 28 equipes iniciais, 15 foram selecionadas para a etapa final. Segundo os promotores do concurso, “com a implantação das propostas vencedoras para as quatro áreas selecionadas, a cidade vai viver uma importante experiência de crescimento. Os resultados do concurso, que são impressionantes, nos mostram caminhos para melhorar a imagem e o futuro de Hanover.”

Apresentamos a seguir o projeto vencedor para uma das áreas selecionadas: Marstall. A região é marcada atualmente pela presença de grandes áreas de estacionamento e pelo uso comercial. O projeto premiado é de do escritório holandês (baseado em Roterdã)  Maxwan architects + urbanists em colaboração com o escritório de paisagismo Lola Landscape Architects .

O entorno da área de intervenção é marcado pela presença do Rio Leine, áreas residenciais e um ‘distrito da luz vermelha’. A proposta da equipe foi a de implantar edificações nas extremidades do setor, emoldurando o espaço público e maximizando o número de unidades residenciais, um dos objetivos da municipalidade.

Segundo os autores: as duas edificações propostas se diferenciam bastante em seus contextos. A edificação proposta às margens do rio é mais aberta e permite perspectivas em direção à praça e ao rio, enquanto a edificação mais próxima do centro urbano (à direita) é mais fechada e cria um espaço interior de maior privacidade. A edificação às margens do rio é marcada pelo uso da pedra, de elementos tradicionais, enquanto a edificação mais próxima ao centro é tratada com elementos mais contemporâneos.

Nos dois casos a base é permeável a fim de permitir rotas de pedestres, enquanto os níveis superiores têm formas mais robustas. A edificação ribeirinha contém espaços que podem ser utilizados para fins culturais ou comerciais. Além disso, a cobertura pode ser utilizada como espaço de uso coletivo, com perspectivas da cidade e do rio. A escadaria e uma rampa generosa no nível térreo, permitem a utilização do espaço como anfiteatro ao ar livre.

O espaço público situado entre as duas edificações propostas, levemente inclinado, passaria a ser caracterizado pela diversidade de usos e funções. O mesmo espaço público se transforma, conforme o tempo ou a ocasião, em um espaço submerso, em grande espaço de circulação, em palco para apresentações culturais. As árvores são preservadas em alguns lugares, criando um caráter de intmidade, enquanto outras são removidas para aumentar a luminosidade do espaço público. Dessa forma, o grande espaço público é concebido para usos permanentes ou transitórios em todas as estações do ano.

Abaixo, diagramas que indicam as diferentes formas de utilização do espaço público, conforme a estação do ano: espelho d’água, terraços de verão, pista de patinação, área de espetáculos.

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Fonte: bustler.net

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