1º Lugar – Trabalho nº 20

Autores: Paulo Henrique Paranhos e Éder Alencar – Brasília/DF

Colaboradores: Margarida Massimo, Renan Rocha e Paulo Lourenço

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Memorial Descritivo

Palmas permite e evidencia a arquitetura e urbanismo em sua condição indissociável. Permite e propõe a riqueza da plena associação dos espaços públicos e privados que se interagem entre si.

É possível vislumbrar a questão urbana sem os limites das geometrias espaciais e das reduzidas equações numéricas, transpor as restrições matemáticas e revelar as ricas e inumeráveis dimensões espaciais. Estamos falando da riqueza do “edifício – cidade”,  de suas dimensões “maiores”, das nobres relações de escalas.

Como busca primordial desse projeto,  o coletivo e o individual , o piso natural com verdes e sombras  avançam sob a ambiência protegida.

A “naturalidade” dos espaços de pilotis: recepção e eventos,  café margeado pela água, num jogo de níveis demarcam a verticalidade do vazio central. Os vãos das salas do IAB num primeiro momento e do auditório e eventos num segundo, se abrem ao grande foyer dialogando entre si.

Numa segunda etapa, a Sede definitiva com sua Presidência e Conselhos, envoltos pela planta de moldura verde, sugerem um segundo pilotis elevado, um agradável avarandado.

Expressão e proporcionalidade, magnitude despretensiosa em brises ritmados a proteger o volume interno da torre de escritórios que, embora alto, fica delicado.

Por fim, marca de fato, a horizontalidade do embasamento opaco, que , flutuando, abre um rasgo na paisagem.

Mais do nunca, é legitimo e verdadeiro identificar o edifício: a sede do Instituto; uma pequena praça,  um agradável sombreado, um “lugar de cidade”.

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Agradecemos aos autores pela disponibilização do material para publicação.