Concurso Porto Olímpico – IAB-RJ julga recursos

O IAB-RJ divulgou, no último dia 12 de julho, os julgamentos dos recursos apresentados contra o resultado do Concurso Porto Olímpico. Os autores dos recursos questionam a legalidade do processo de julgamento, que elegeu como vencedor um arquiteto membro do Conselho Deliberativo do IAB-RJ e coordenador do Concurso Internacional para o Parque Olímpico, organizado pela mesma instituição. Os autores dos recursos argumentam, ainda, que houve violação do Artigo 9. da Lei 8.666, alegando a suposta ligação entre o autor do projeto vencedor e uma das empresas que integram o Consórcio “Porto Novo”, contratado para a execução de obras de infra-estrutura do projeto “Porto Maravilha”.

O IAB-RJ, de acordo com os pareceres publicados, julgou os recursos ” impertinentes e impróprios”, e considerou que os argumentos foram apresentados “de forma extemporânea” e que, no mérito, não merecem acolhimento. O parecer do IAB-RJ destaca ainda que “a legalidade no procedimento de julgamento das propostas é incontestável”.

Veja nos links a seguir os recursos e os respectivos pareceres apresentados pelo IAB-RJ:

Recurso 01

Recurso 02

Ata de Julgamento do Recurso 01

Ata de Julgamento do Recurso 02

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19 respostas em “Concurso Porto Olímpico – IAB-RJ julga recursos

  1. quentes e frios certames haverá sempre, Padawan.
    Pena não haver certificação impressa, muito trabalho vão evitar se poderia.

  2. Se um “laranja” tivesse ganhado não haveria toda esta discussão…poxa, será que não aprenderam nada com os “profissionais” do passado? Só nos resta aguardar a construção de uma UPP nos arredores do IAB-RJ.

  3. Pertinente, e muito, a revolta dos arquitetos que têm se manifestado e que, certamente, são jovens e não estão acostumados com esta prática desenvolvida no Concurso do Porto Olímpico pelo IAB/RJ. Lamentavelmente, tem sido assim há muito tempo, há sempre um subterfúgio para conduzir o resultado para um final – digamos assim, pela ocasião – longe do espírito olímpico. Chego a temer a saída dos arquitetos do âmbito do CREA e colocá-los sob a égide de arquitetos-políticos, como é o IAB/RJ, o que se harmonizaria com o momento político desta infeliz nação , pretensamente politizada
    e democrática..

  4. Uma coisa é não haver o impedimento legal, formulado no edital, para participação dos 2 arquitetos membros de conselhos do IAB/RJ. O que é uma falha grave.
    Outra coisa é a postura ética que não tiveram de forma alguma os Srs. João Pedro Backheuser e Otávio Leonídio.
    Que quisessem participar do concurso, o que é perfeitamente compreensível, que se desligassem do IAB assim que iniciado os procedimentos de organização.
    De toda forma, concurso e arquitetos estão, infelizmente sob suspeita. E mais uma chance de provar que concurso público é a melhor e mais democrática maneira de eleger projetos públicos, por água abaixo.
    Já começo a duvidar seriamente desse argumento…

  5. Serve de lição para que todos os arquitetos ligados ao IAB, pensem bem antes de darem seu voto à uma das chapas candidatas, nas eleições.
    Podemos percerber claramente a corrupção se se alastrando, como um rizoma, desde a políticagem nacional até a de nosso Instituto.

    Quanta falta fazem as Ideologias…

  6. Com esse tipo de atitude e a falta de ética, as poucas pessoas que ainda se interessam à participar de concursos vão acabar desistindo. Eu fico triste em saber que a cidade que se diz “maravilhosa” é palco de tanta roubalheira. Para mim esse concurso começou errado, e sem duvida, iria terminar errado. Qual escritorio do Rio tem condissões de desenvolver um projeto numa escala tão grande? Não é estranho, que em um concursos internacional todos os ganhadores sejam da cidade do Rio de Janeiro? Se fossem escritorios de renome internacional eu não diria nada… O pior de tudo é que com todos esses privilégios o “senho ganhador do concurso” não foi capaz nem de desenvolver um bom projeto, e que, coincidência ou não parece muito com um projeto do arquiteto Jean Nouvel em Paris…

  7. Como considerar as ações das Olimpíadas sérias se nem nossa entidade de classe merece respeito…Uma vergonha!!! Somente isto que se pode dizer…VERGONHA…

  8. Fico triste, agora não em saber mas de ter certeza, de que não há uma entidade que defenda a LEGALIDADE real dos processos de concurso. LAMENTAVEL a atitude desse “viver entre brechas” para se conseguir alguma coisa. O incompetente sempre precisa disso!!!

  9. É por essas e outras que o IAB RJ não tem nenhuma credibilidade no meio profissional.
    O advogado que redigiu as atas de julgamento dos recursos deve ter sido o mesmo que redigiu as defesas do Dr. Pagot, do famigerado DNIT, colocando as duas entidades lado a lado em sua essência.
    Sugiro a estipulação de verba indenizatória, para os membros da Direção desta entidade, para o consumo de Óleo de Peroba ( para conservação da cara de pau)

  10. Para quem tem certa experiencia em licitacoes, nao e de se admirar o resultado do concurso nem dos recursos. O andar da carruagem ja apontava pra isso. Nao seria de se estranhar se algum parente do prefeito ou do sr Nuzman vencesse o concurso. Preparem-se senhores de bem, o show de corrupcao esta so comecando…

  11. Percebe-se, nos argumentos, a utilização das brechas nas normativas e legislações para legitimar incrições que não deveriam ser acatadas, pois, no meu entendimeto, tendem a enfraquecer um instrumento tão caro ao resgate da nossa profissão e da qualidade de nossa arquitetura. É lamentável, principalmente, porque no é a primeira vez, como demonstram os prórpios julgamentos de recursos.

Comentários

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