Primeiro Lugar – SESC – Ribeirão Preto – São Paulo

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Concurso Nacional de Arquitetura – SESC – Ribeirão Preto – São Paulo

Primeiro Lugar

SIAA Arquitetura + Helena Ayoub Arquitetos Associados

Arquitetura

Cesar Shundi Iwamizu, Eduardo Gurian, Helena Ayoub Silva e Bruno Salvador.

Colaboradores

Alexandre Gervásio, Andrei Barbosa, Rafael Carvalho, Daniel Constante, Alexandre Gaiser, Gustavo Kerr, Luísa Amoroso, Thomas Ho, André Ariza, Elisa Haddad e
Kim de Paula

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Memorial

Um projeto sobre um projeto. Assim se traduz a proposta do concurso para o Sesc de Ribeirão Preto. Inaugurada em 1966, a unidade da instituição na cidade do interior paulista é de autoria do arquiteto Oswaldo Corrêa Gonçalves. Ao longo das últimas quatro décadas, o complexo cultural e esportivo foi incorporando novas atividades ao seu programa e ampliou o número de espaços de atendimento ao público para além das demandas contidas no projeto original. Tendo tal histórico como base, o concurso objetiva, em síntese, uma proposição projetual de reprogramação – organização, atualização e ampliação – das atividades desse Sesc.

Três aspectos direcionam o partido arquitetônico. Primeiramente, a observação do patrimônio edificado existente (o edital demandava a preservação do edifício laminar implantado paralelamente à rua Tibiriçá e da piscina descoberta), considerando a maneira como a população se apropria desse espaço e o tem como parte integrante da memória coletiva ribeirãopretana. A seguir, incorpora-se novos usos a essas atividades atualmente desenvolvidas, formando um conjunto edificado que acresce uma área de 15.000m² a ser construída em um trecho do terreno com pouco mais de 3.000m². Por fim, rearticulam-se os diferentes acessos – de público, veículos e pessoal técnico-administrativo –, em função da hierarquia do sistema viário e, sobretudo, em prol da valorização do edifício de Corrêa Gonçalves como entrada principal do conjunto.

Resulta uma solução de concentração em nova construção vertical. Esse volume principal de planta quadrada (40 x 40 metros) constitui-se pelo “empilhamento” das diversas funções, posicionadas verticalmente de acordo com a geometria ideal de cada atividade e as relações espaciais estabelecidas entre os elementos arquitetônicos preexistentes, promovendo a criação de espaços vazios e percursos públicos ou técnicos entre os diversos volumes (novos ou existentes). Ao ser concebido por meio de operações de subtração e preenchimento, o desenho dessa torre contém grandes espaços vazios em seu interior, ação que cria uma complexa volumetria que alterna planos cegos de concreto armado e volumes de aço protegidos por vidros ou telas de sombreamento.

As piscinas cobertas – infantil e semiolímpica – foram dispostas como um desdobramento da piscina existente ao ar livre. Esse recinto contínuo destinado a todo o conjunto aquático tem o seu novo trecho coberto com pés direitos variados: tetos inclinados por acompanharem a geometria da platéia e da escada de acesso secundário do foyer, ou os planos junto ao pavimento de acesso e ao piso da área de convivência e restaurante.Este último, localizado sobre a platéia do teatro, permite a ligação com as áreas de atividades e os espaços esportivos instalados nos pavimentos superiores. Ao mesmo tempo expandem-se os espaços de convívio para o solário – deque e jardim –, criados sobre o edifício preservado, viabilizando áreas de lazer externo que aproveitam as novas relações visuais entre o conjunto e a cidade.

No eixo transversal, o conjunto vertical permite a criação de uma passagem pelo interior do edifício, favorecendo não somente os acessos administrativos e de serviços, como também o acesso secundário ao foyer do teatro pela rua Álvares Cabral. A distinção de caráter desses acessos é dada também pelo edifício “servidor” que ampara o edifício “servido”, destinado aos programas de apoio – administração, cozinha, sanitários, elevadores e escadas – necessários às funções existentes no volume principal.

No conjunto arquitetônico do Sesc Ribeirão Preto, é por contraste que o existente – horizontal e linear – e o novo – vertical e compacto – valorizam-se mutuamente.

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Agradecemos aos autores pela disponibilização do projeto para publicação.

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