O projeto do escritório UNStudio é o vencedor do concurso internacional realizado para um Complexo de Salas de Dança em São Petersburgo, na Rússia. O complexo vai abrigar o Balé Eifman, de São Petersburgo, terá área aproximada de 21.000 m2 e será construído no centro histórico da cidade. Os demais finalistas foram Jean Nouvel, Snøhetta e Zao.
Segundo os autores, o contexto urbano da cidade foi fundamental para a solução projetual: “A implantação do edifício procura respeitar os edifícios históricos e monumentais existentes no entorno. e as qualidades esculturais do projeto procuram refletir a qualidade daqueles edifícios”.
O programa inclui um auditório com capacidade para 1000 espectadores e outro, com 300 lugares. Uma das intenções do projeto era de manter integração visual e transparência entre o foyer e a praça no entorno.
Ainda segundo os arquitetos, outros elementos que se destacam no conceito do projeto são as soluções acústicas e a proximidade entre o público e o palco, daí a solução em forma de ferradura, considerada – segundo os autores – ideal para os espetáculos de balé e musicais, tanto para o público quanto para os artistas. Uma das obrigações seguidas pelo projeto é que o público – não importa onde estivesse sentado – deveriam ver os pés dos dançarinos, não importa onde estes estivessem posicionados no palco.
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Fontes: bustler.net e archdaily.com







A comparação da arquitetura com a arte é muito oportuna, e, como toda arte legítima, deve ser fruto de uma postura ética e verdadeira. Sem pastiche, ou referências obsessivas, e com a preocupação de enriquecer o debate. E outra: Não faz sentido discutir arquitetura sem considerar a relevância do projeto para a sociedade. Isto é, se ele convida à apropriação ou não, ou se atenua ou reforça as diferenças etc. Existe o risco de toda a discussão girar em torno de nada, já que não se discute como cada “grande” arquiteto considera a apropriação do espaço. Uma questão que tem sido crucial para mim, é a conclusão de que a verdadeira problemática da arquitetura é a habitação . Portanto, arquitetura separada do social não é nada. Tenho certeza de que essas questões estão implicitas no discurso de todos vocês, mas talvez esta seja o verdadeiro Norte da criação. Quem sabe nossa identidade arquitetônica, a ser construída, não seja por aí, isto é, as formas derivadas de uma preocupação além dela mesma?
Abraços
Desculpe caro colega , se me fiz entender mal. mas de maneira alguma quis dizer que nossos mestres, Oscar Niemeyer e cia eram velhos ou que produziam uma arquitetura ultrapassada. E nao citei Renzo Piano, Norman Foster ou Herzog como sendo arquitetos novos! Alias, nao estou comparando a arquitetura europeia com a nossa justamente por saber que o contexto em que se encontram é completamente diferente. Quanto ao Mis, tirando o fato da maioria das propostas parecerem mais uma copia de outras obras, ainda tem o fato destas terem sido mal copiadas. O projeto de Isay Weinfeld propoem um jogo de volumes semelhante ao projeto do Sanaa, porem com nenhuma identidade. Me parece que cada pedaco do projeto faz parte de outra obra.
Mas nao seria esse o ponto da conversa.
Concordo contigo quando colocas que a cultura de valorizar obras arquitetonicas em pais como chile, ou argentina, é superior a cultura brasileira. Mas , a que se deve isso? Ao ensino medio de ma qualidade? . As nossas faculdades? (Alias, por que algumas faculdades brasileiras buscam diminuir o curso para 4 anos e meio, enquanto no Uruguai o curso possui 7?) Boa parte da culpa pela desvalorizacao da nossa classe se deve aos proprios profissionais que se fecharam para a arquitetura estrangeira numa especie de bairrismo sem proposito, acreditando que so o que era feito no Brasil era de fato arquitetura de qualidade. Assim, comecamos a inventar e reiventar o modernismo brasileiro ignorando por completo o resto propositalmente, com o objetivo de nao perdermos as “raizes da arquitetura brasileira”. Um tanto ridiculo, visto que Renzo Piano ja construiu em NY, Norman Foster em Berlim, Siza em Porto Alegre, Libeskind em Londres etc…Ninguem perdeu nada. Berlim nao deixou de ser o que era por ter uma obra de Norman Foster. A mania de criticar a arquitetura estrangeira utilizando os mesmos conceitos utilizados aqui fez nossos arquitetos acharem que a nossa arquitetura é a unica correta, a unica que se justifica. Estamos ha anos tentando manter a mesma ideia e por isso, continuamos patinando na mesma mesmice projetual. Libeskind em uma de suas palestras compara arquitetura com musica. Por que a nossa arquitetura continua a se basear em porques tao vagos? Me desanima ver alguns comentarios feitos aqui em alguns projetos como ” Por que a curva neste projeto? ” Por que a cobertura foi torcida?” Por que a parede brilha” Este material da imagem existe de verdade?”.
Que tipo de analises sao essas? Se da mais valor para uma bobagem completamente justificada do que para um Guggenheim de Bilbao? Ou sera que é possivel justificar cada curva existente nele?
Se aceitassemos que o estudo da arquitetura no exterior continua superior ao nosso, seria um bom ponto de partida para o Brasil voltar a ter a qualidade arquitetonica que tinha.
Lendo críticas e elogios pelo site, fiquei curioso sobre o Concurso do Museu Exploratório de Ciências – UNICAMP e está aqui um pequeno exemplo de como arquitetos “velhos” e “nacionais” não conseguem fazer uma boa arquitetura!
Quem tiver um pouquinho de boa vontade para ler todo o memorial e ver as pranchas do concurso verá que o que falta é uma melhor organização dos concursos nacionais, uma melhor integração da classe no país e uma política de valorização cultural da arquitetura.
Parabéns ao grupo CHN Arquitetura!
Desculpe-me FilipE (se é nome ou apelido não está claro), fostes infeliz ao defender Herzog e De Meron como arquitetos atuais e Paulo Mendes da Rocha como antigo, você já pensou em analisar quantos anos os três tem e há quanto tempo estão formados? Não sei se percebeu, mas os “grandes concursos” em sua maioria são vencidos por Norman Foster, De Meuron e Herzog, Zara Hadid, Renzo Piano, Portzamparc, Libeskind e cia; Todos jovens e recém formados, já que não temos arquitetos para comparar?!
Citei o MIS, porque os projetos estavam em mesmo nível. Concordo que não eram os melhores projetos que já vi na internet e/ou livros, mas com que base você os chama de “ruim e pior”? Você teria uma solução muito melhor do que as apresentadas? Como já escreveram por aqui: Critica por critica é arbitrariedade. (Hugo)
Concordo com você, coisa que devo julgar a mesma por parte de você quando nunca cita algumas idéias que escrevo como a diferença cultural do nosso país em comparação com os nossos vizinhos, quando você escreve que as nossas escolas de arquitetura estão ficando sucateadas e defasadas eu concordo plenamente e é o reflexo de uma política escolar no mínimo discutível nas últimas duas décadas no nosso país, onde é humanamente impossível avançar na universidade (sou professor de uma escola de arquitetura) com alunos que chegam do ensino médio com uma base fraquíssima e educação idem, é só ver aquela charge que um francês fez comparando a educação da década de 60 com os dias atuais. Onde acadêmicos adoram se vangloriar que fizeram um CTRL+C / CTRL+V de um trabalho na internet e não se esforçam para ter um diferencial. Discordo de grandes profissionais nos países vizinhos, pois tento me manter informado com alguns periódicos nacionais e internacionais e os arquitetos que estão despontando na América do Sul não ficam muito longe de alguns nacionais como do Hype Estúdio.
Se formos ver a base da educação arquitetônica de muitos arquitetos consagrados do nosso país, veremos que muitos fizeram estágios / mestrados / doutorados e/ou especialização em grandes escolas de arquitetura da Europa, prova que a questão tecnologia-cultura-experiência européias estão muito a frente do ensino daqui.
Já leu, buscou entender melhor a estrutura de um escritório como o do Renzo Piano, Norman Foster, Libeskind e etc? São empresas enormes, com diversos arquitetos, estagiários, muitos colaboradores, parcerias com universidades e etc. Volto a frisar no nosso grande-e-belo país, é possível culturalmente e economicamente ter uma estrutura assim? Novamente volto a escrever, falta sim é união da classe e uma reestruturação das entidades que “nos defendem” para que haja uma melhor cultura da arquitetura no país.
Algum escritório nacional vive de um prêmio de U$ 5.000,00 como o que estão oferecendo em Nova Iorque? Com que estímulo escritórios nacionais vão deixar de lado a arquitetura comercial para sobreviver e custear horas de estudos, maquetes, estagiários e etc. para ter um bom resultado em concursos? É só ler as últimas 12 (doze) crônicas do Sérgio Teperman, nas revistas AU da PINI para ter um olhar um pouco mais sóbrio para a realidade da classe no país.
Bom, se apelarmos para Niemeyer, Lele, e Artigas, entao provaremos que faz mais de 30 anos que nao temos arquitetos que possam ser comparados aos mesmos. Arquitetos da nova geracao como o chileno Aravena que iniciou em 94 sao uma singularidade no Brasil. Ou seja, tudo isso mostra que enquanto nossos vizinhos criam novos e grandes profissionais, o Brasil regride e se prende aos nossos grandes mestres. E nao seria dificil admitir que a proposta de Herzog para Sao Paulo supera espectativas, enquanto nossos novatos apresentariam o que nossas faculdades de pessima qualidade ensinam . O que aconteceria entao? Voltariamos novamente a cogitar Niemeyer, Lele, Paulo Mendes da Rocha ou mesmo Isay Weinfeld( Sera que realmente chamariam ele?).
E citar o Mis como exemplo… Isso sim deve ser piada. Comparar o ruim ao pior nao faz sentido algum. O fato das propostas internacionais serem de tao baixa qualidade, nao faz as nacionais serem melhores. Que tipo de comparacao temos aqui? Quem sabe comparamos Las Vegas com a Disney! O nivel nao esta distante.
Muito facil agora seria citar nomes de arquitetos brasileiros atuais para contrapor tudo isso. Mas o fato dos mesmos nao terem sido citados anteriormente, mostra exatamente o que acontece hoje. Se temos que fazer algo bom, chamamos o Oscar. Ele sim sabe! O resto so é lembrado se alguem tem o intuito de lembrar.
Ser irônico e ácido sem base, realmente não leva a críticas construtivas e muito menos À uma discussão saudável, mas a internet é aberta e livre.
Concordo que há muita produção boa de concursos e obras arquitetônicas nos países da américa latina, mas chegar ao patamar que são muito superiores ao Brasil é beirar o besteirol, pois desconsiderar Artigas, Lelé, Oscar Niemeyer, Isay Weinfeld (Ganhou recentemente o Prêmio Architectural Review – Edifício 360°), Gian Carlo Gasperini entre vários que teria que ficar aqui só relatando nomes e obras é realmente o mesmo que dizer que Maradona foi superior ao Pelé.
Agora, posso concordar que a tradição cultural de valorizar a obra arquitetônica nos países como Argentina, Chile, Uruguai e Cia é muito superior a nossa, isto sim é uma realidade, visto a educação e cultura em relação a isto que eles tem diferentemente do povo brasileiro.
Também a média de concursos nesses países é maior, porque a representatividade dos arquitetos (organização idem) é muito maior, diferente daqui que cada escritório sobe sobre suas tamancas e prefere uma boa fogueira-das-vaidades do que unir forças para tornar a categoria mais forte e atuante.
“Cadê os nossos arquitetoas para competir de igual para igual?” Em São Paulo não houve concurso e sim contratação do escritório do Herzog, onde muitos arquitetos tornaram público o repúdio por não ter sido aberto concurso.
No concurso do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (que teve resultados a desejar) nossos arquitetos não fizeram feio em comparação com os ditos “INTERNACIONAIS”.
Falando em concursos de baixo orçamento e brasileiros envolvidos:
http://www.piniweb.com.br/construcao/arquitetura/projeto-flexivel-e-de-baixo-custo-vence-concurso-uruguaio-120158-1.asp
Interessante que não houve nenhum comentário a respeito do Movimento.UM!
Por que comparar arquitetura europeia e a situacao economica de paises europeus com a situacao brasileira? Arquitetura de qualidade e com orcamentos enxutos podemos ver aos montes em paises como chile e argentina. Por que em paises como estes a media de concursos se encontra acima da nossa? Por que a producao arquitetonica destes paises é inegavelmente maior e melhor que a nossa? . Ja vi criticas contra o simples fato de Siza ter feito o Ibere em Porto Alegre, ou de Herzog contruir em Sao Paulo. Ora, onde estao os nossos arquitetos entao, para competir de igual para igual? O concurso para o Complexo Aquatico de Medellin, o concurso para o Centro Universitario Regional Este no Uruguai entre outros, mostram que nao é preciso uma verba astronomica para termos belos projetos. Portanto isso nada tem a ver com endeusar arquitetos estrangeiros, e sim o fato de achar que verba ilimitada é garantia de arquitetura de boa qualidade. Pobres arquitetos brasileiros. Ahh se tivessem dinheiro…
Quase que a totalidade dos projetos aqui exemplificados, no site, são resultados do impulso que os consursos e instituições fomentadoras concebem. Gostaria de ver uma obra destes “grandes arquitetos internacionais” para uma incorporadora naiconal que apresentasse um programa enxuto e orçamento limitado. É muito fácil endeusar arquitetos internacionais com observações e análises frugazes de suas obras. Como já comentaram aqui no site, no nosso país a média de concursos anuais é de 06 (seis) e enquanto na Europa alguns países ficam na média de 200 (duzentos), considerando a proporção territorial vemos que fazer arquitetura icônica por aqui é uma tarefa que beira o impossível.
Não desmereço nossos colegas arquitetos nacionais, pois já fui em muitas conferências (Konigsberger & Vannuchi, Índio da Costa, Ruy Ohtake, Hype Arquitetura e cia)e em conversas paralelas sempre quando chega-se no assunto grandes obras é explícito as limitações que encontramos no país. Como perguntei anteriormente: Alguém aqui já leu sobre o Movimento.UM?
http://www.movimentoum.com.br/fidalga727/
Se uma das funcoes da arquitetura é buscar novas formas de pensar o espaco, e questionar a pluralidade do ser humano….isso comprova que o brasil de fato esta completamente perdido arquitetonicamente, pois afinal, que exemplos da arquitetura brasileira atual, podemos citar que buscam realmente questionar tais conceitos?
Todos os avanços nas vertentes da arquitetura criaram uma onda formal que caracterizou a sua época, e hoje vemos a “Arquitetura do Espetáculo” vinculada à “tecnologia” aqui simplesmente defendida em um discurso vazio e pictórico, mostrando a falta de base histórica da arquitetura onde sempre a tecnologia avançou em diversas áreas refletindo sobre a forma de construir o espaço e não o contrário como já foi defendido por aqui. Arquitetura fomentar tecnologia? Será que toda a história da arquitetura e urbanismo está equivocada?
Para elucidar um pouco, colo aqui um trecho do texto “Acerca da Arquitetura Moderna – Gregory Warchavchik)
“Encontrarão os nossos filhos a mesma harmonia entre os últimos tipos de automóveis e aeroplanos de um lado e a arquitetura das nossas casas de outro? Não, e esta harmonia não poderá existir enquanto o homem moderno continue a sentar-se em salões estilo Luiz tal ou em salas de jantar estilo Renaissance, e não ponha de lado os velhos métodos de decoração das construções. Vejam as clássicas pilastras, com capitéis e vasos, estendidas até o último andar de um arranha-céu, numa rua estreita de nossas cidades! É uma monstruosidade estética! O olhar não pode abranger de um golpe a enorme pilastra, vê-se a base e não se pode ver o alto. Exemplos semelhantes não faltam.”
Pasmem, é um texto de 1925! E que ainda cabe em uma discussão como esta. Visto que todas as grandes vertentes e formas de pensar o espaço habitável se concretizaram pela exploração da tecnologia da época em função de sempre proporcionar mais e melhores espaços para o ser humano, salvo as vertentes que se basearam apenas em regras rígidas de entalhes e entornos para agradar uma vertente estética e ideológica (Art Decó e Cia).
Um projeto como este simplesmente causa impacto pela assimetria e um formalismo que beira o simples “fuja dos ângulos ortodoxos, torce um pouco pra cá e prá lá se aproximando de alguma forma futurista vista em filmes de ficção científica”. Sendo que esta “tecnologia” é apenas empregada na aquisição da forma futurista, ou alguém utilizou para chegar a um ambiente perfeitamente acústico?
Zara Hadid começou em conjunto com alguns arquitetos que não tem a projeção forte como a da mesma a arquitetura dita “desconstrutivista” que está mais para edificações plásticas que invertem a forma da construção do espaço em função do homem, adaptando os espaços dentro do “casulo” tecnológico e não mais o espaço como invólucro que participa da construção do todo!
Não li nada aqui a respeito do engessamento de formas e o retrocesso da forma de pensar, mas sim até que ponto a “Arquitetura do Espetáculo” irá prevalecer na maioria dos concursos?!
O Brasil está atrasado? Será? Arquitetura não é apenas forma plástica custeadas por governos e mecenas, mas novas formas de pensar o espaço, questionar a pluralidade do ser humano em um espaço que o bicho homem sofreu mudanças comportamentais fortes nos últimos anos, alguém aqui já leu um pouco sobre o Movimento.UM?
Se não tivessemos mentes criativas que “empurram” a tecnologia pelo desprendimento estético do partido arquitetônico estariamos construindo com parede portante até hoje limitados a poucos pavimentos e tecnologia construtiva arcaica. Criticam-se as formas que levam a novas tecnologias, por uma analise simplesmente funcional e econômica, mas talvez as mesmas sejam necessárias para nos levar a um próximo patamar de tecnologia onde os mesmos criticos possam usar uma nova técnica pra engessar seus modelos arquietônicos e cumprir sua tabela funcional, econômica e humanista, como uma planilha de excel.
Em outras palavras… “?”
Carlos, pois eu considero que a discussão estética vem muito ao caso, sim! De fato a proeza tecnológica de um projeto como esse é indiscutível, mas ela só tem valor real enquanto apoio à realização de uma concepção arquitetônica humanista, responsável e funcional.
Nao acredito que cada obra arquitetonica tenha que ser a melhor obra ja feita em seu tempo. Se fosse assim, estariamos criando constantemente novas correntes arquitetonicas, e desse modo acabariamos por criar obras completamente fora do contexto. De modo geral, a arquitetura tem que responder da melhor maneira possivel a situacao encontrada, levando em conta tudo que acontece em seu tempo, o que nesse caso inclui a tecnologia. A obra para abrigar as salas de danca de Sao Petersburgo deveria demonstrar claramente a importancia da mesma para a cidade. O edificio entao se torna imponente pela escala que possui, porem mantem certos rigores formais, mantendo a mesma altura das demais edificacoes, alem de buscar relacoes volumetricas com os predios vizinhos. Em nenhum momento tenho como desproporcional a proposta em questao. E acredito que nao seja necessaria a utilizacao de meia duzia de formas de como se contextualizar corretamente com o entorno. Acho ridicula essa historia de ” utilizar os mesmos materias” ou, “manter o mesmo ritmo das aberturas vizinhas”,ou ” a mesma altura dos predios do entorno”, como se fosse uma regra. Cada caso é um caso. O contextualismo não é uma tabela onde o arquiteto vai preenchendo cada requisito para no final ter um exemplo de obra contextualista. O museu Ibere Camargo em Porto Alegre não demonstra seu contextualismo tão facilmente como a Faculdade de Arquitetura do Porto, mas é inegavel que estas duas obras de Siza sejam de grande qualidade.
Olá Pedro. Concordo com sua insegurança quanto à aparência final do projeto construído. Nessas horas eu sempre me lembro do ‘blur building’ de diller | scofidio. Nas imagens 3d, vemos aquela névoa constantemente apagando o edifício, paradinha, sob controle. Na vida real existe o ‘inacreditável fator vento’!! E o efeito de desaparecimento por trás de uma nuvem na verdade abriu espaço pra um festival de fumaceira, como se o prédio fosse uma chaleira gigante! ou um forninho de sauna, hahahahaha!! Não deixou de ter um efeito interessante, mas qq leigo q comparasse imagem com obra se sentiria meio enganado. Não posso dizer ser este o caso agora. E vale lembrar que se Zaha Hadid e Frank Gehry têm conseguido construir o ‘improvável'(igualzinho às imagens!!), por que não nossos colegas de amsterdam? É óbvio q o formalismo exacerbado não é desejável e causa controvérsia na maioria dos casos (não quer dizer que não haja casos em que ele é essencial). Mas discordo totalmente de uma crítica se ela nasce da percepção equivocada de o que se vê nas imagens ser ‘impossível’ de ser construído. Quanto aos erros de proporção, discordo de voce, mas daí teríamos q entrar numa longa discussão estética, que a meu ver não vem muito ao caso. E que fique claro: reconhecer onde ‘europeus e americanos’ são mais avançados que nós é caminho para nos equipararmos a eles e os superarmos, sem esquecer todos os outros pontos em que somos superiores. Preconceito é chamar de ‘complexo de colonizado’ um elogio ao formalismo arrojado. A arquitetura brasileira sempre (desde a modernidade) foi digna de grande respeito internacional, mas hoje vive num ‘limbo’, sem identidade, o que não significa não haverem mentes brilhantes nessa área. Assim, uma linguagem tecnológica também pode ser dominada por arquitetos tupiniquins, mesmo esbarrando ‘de cara’ na nossa desorganizada, antiga, socialmente nefasta e desperdiçadora ‘tecnologia’ de construção.
Desculpe Carlos, pode me chamar de ignorante, mas não consigo perceber a invisível substância por trás da retórica, aquela que talvez só os inteligentes consigam enxergar… Para mim o rei está mesmo é pelado. Minha reação se baseia na observação das imagens, das proporções, da escala desse monstrengo e da sua praça, da falta total de relação formal com o entorno (apesar do gabarito), e em imaginar como essa fantasia lustrosa-brilhosa-fosforescente aparecerá quando construída com materiais de verdade.
edifício formalista e espetaculoso. bastante respeitoso ao entorno, ao manter gabarito perfeitamente alinhado com os edifícios vizinhos. Insere-se na paisagem com leveza e impacto ao mesmo tempo. O desenho, aparentemente aleatório, na verdade é uma consequência formal do estudo de fluxos e disposição dos itens de programa. Altíssima tecnologia permite tanto projetar quanto construir obras assim. Dessa forma, encontramos um exemplo de arquitetura-espetáculo (feita com essa premissa), totalmente tecnológica e bem resolvida programaticamente. Acredito que, ao invés de rotular tais estudos (‘pedras preciosas’ urbanas) de ‘bolhas assassinas’, nós brasileiros deveríamos aprender o que é necessário para viabilizar tecnicamente algo com esse grau de complexidade formal. E buscarmos equilíbrio na aplicação de tal tecnologia.
esto imprrsionado com tanta tecnologia
A questao está no projeto em si, no local em que se encontra, com suas respectivas restricoes, ou na possibilidade de termos um projeto desses no Brasil? Nao entendi as criticas. Deve-se avaliar o valor da proposta levando em conta as condicoes do local em que se encontra, e nao na hipotese da mesma estar em qualquer outro local. Nao vejo sentido nas criticas.
Concordo com o Pedro. Um projeto desses feito por brasileiros seria pura cópia de algo imposto pelo mainstream. Não devemos nos dar ao luxo de uma fantasia como essa. De repente, é como se não houvesse história, cultura, sociedade, etc etc, apenas algo “arrojado” e fantástico.
Sem dúvida uma proposta de impacto. E é exatamente isso que a cidade procurava, um edifício espetáculo de centenas de milhões de dólares para atrair turistas. A arquitetura dita “modernista” não se presta mais ao papel de espetacular, já é lugar comum, não cria espanto. Mas me pergunto, até que ponto funcionam esses rótulos? É Niemeyer moderno?
Continua sendo complexo de superioridade! Quem sabe faz, quem nao sabe, fala mal!
Complexo de colonizado é fogo. Alguns aloprados europeus e americanos fazem essas bolhas assassinas, e os alienados aqui no terceiro mundo só babando…
Quando veremos arrojo semelhante premiado em concurso por aqui? (pausa para reflexão) Queria ver construtora tupiniquim executando obra semelhante!
nice and mellow….