O escritório norte-americano sediado na Filadélfia, KieranTimberlake foi o vencedor do concurso internacional para a Embaixada dos Estados Unidos em Londres. Participaram do concurso 37 concorrentes, dos quais foram selecionados quatro finalistas. Além dos vencedores, foram selecionadas as propostas de Richard Meier, Morphosis e Pei Cobb Freed & Associados. As obras estão previstas para serem iniciadas em 2013 e concluídas em 2017.

Segundo os organizadores, “a proposta vencedora – do escritório KieranTimberlake – alcançou os objetivos do programa ao criar uma embaixada para o século XXI: moderna, convidativa, atemporal, segura e baseada na eficiência energética. O conceito arquitetônico tem o potencial de combinar o aspecto ‘icônico’ desejado para a edificação e ao mesmo tempo se destacar como  uma solução sustentável.”

O crítico de arquitetura do New York Times, Nicolai Ouroussof definiu a proposta como “essencialmente, uma caixa embalada por uma pele elaborada” , ao se referir aos elementos de alta tecnologia, integrados por elementos de captação de energia solar, que revestem boa parte das fachadas do prisma de vidro. Ao mesmo tempo,  reconhece que a solução “reflete o desafio atual do país, entre a tentativa de manter uma imagem democrática e convidativa, enquanto convive sob a constante tensão de ameaças e ataques”. O espelho d’água e os jardins escalonados em forma de espiral foram concebidos como alternativas menos agressivas de garantir segurança à edificação. Segundo o crítico do NY Times, o resultado na prática será um “conjunto de áreas públicas, que na verdade serão inacessíveis ao público”, ao contrário do que parecem sugerir as imagens. Finalmente, Ouroussof lamenta a qualidade da arquitetura contemporânea produzida pelos norte-americanos e atribui parte da responsabilidade desse “estado de crise” da arquitetura norte-americana à falta de oportunidades públicas. E destaca a qualidade da produção européia, onde existe uma política de contratação de projetos que estimula a oportunidade, a democracia e a criatividade – referindo-se aos concursos, que seriam “um passo em direção à identidade cultural democrática que o país vem tentando promover”.

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Veja abaixo imagens dos demais projetos finalistas:

Finalista – Richard Meier

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Finalista – Morphosis

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Finalista – Pei Cobb Freed & Associados

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Fontes: bustler.net, archdaily.com, nytimes.com