Premiados – 2010 Skyscraper Competition

A revista de arquitetura eVolo organiza anualmente, desde 2006, o evento Skyscraper Competition, um concurso internacional que procura destacar ideias inovadoras e criativas para redefinir o conceito e o desenho dos arranha-céus a partir da utilização de novas tecnologias, materiais, programas, princípios estéticos e organização espacial. A intenção, segundo os organizadores, é “descobrir novos talentos cujas ideias possam mudar a maneira de compreender a arquitetura e sua relação com o ambiente natural e construído”.

Os vencedores da edição de 2010 foram anunciados, entre 430 inscrições, de 42 países. Foram considerados critérios como globalização, sustentabilidade, flexibilidade, adaptabilidade e revolução digital. Veja a seguir os projetos.

Clique nos links ou imagens abaixo para mais informações sobre cada projeto.

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1º lugar – Chow Khoon Toong, Ong Tien Yee, Beh Ssi Cze – Malásia

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2º lugar – Rezza Rahdian, Erwin Setiawan, Ayu Diah Shanti, Leonardus Chrisnantyo – Indonésia

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3º lugar – Ryohei Koike, Jarod Poenisch – Estados Unidos

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Para mais informações sobre os projetos, inclusive as Menções Especiais desta edição, acesse aqui a página oficial do concurso.

5 respostas em “Premiados – 2010 Skyscraper Competition

  1. Sobre o 1ª lugar, vendo por cima, é de uma crítica profunda e mordaz, sendo que o programa do edifício é uma prisão (no alto), e uma indústria de reciclaegem (embaixo). Junto com outras sutilezas, propõe-se um sistema presidiário “produtivo”; temos outras referências. A leitura semiótica do presídio sobre a cidade expressa, a meu ver, uma culpabilidade irrefutável e recíproca da sociedade versus criminoso. Não falo da lógica determinista de que “não existem criminosos, existem famintos”, mas antes de uma idéia que é desenvolvida nos Irmãos Karamázov, de Fiódor M. Dostoiévski, expondo que numa sociedade realmente solidária o crime se cura na raiz. Percebo o caráter dos concursos da Evolo como que privilegiando muito mais o design e narrativa (argumentação) do que a construtibilidade técnica em si.

  2. Concordo com você André, certamente as propostas vencedoras do 2° e 3° prêmios são interessantíssimas, até mais que a primeira em termos de arquitetura. Aliás, projeto vencedor do 3° prêmio é o que mais condiz com nossa realidade, enquanto o 2° e o 1° estão mais próximos de uma utopia.
    O que me chama a atenção no 1° é o sarcasmo, a provocação, a crítica(podendo até ser encarada de pouco conteúdo, mas há a crítica). Penso que é esse tipo de postura que está em desuso pelos arquitetos de hoje, mais preocupados com uma espécie de selo global que caracterize sua obra.

  3. O contexto do Archigram era completamente diferente da realidade de hoje. Inovações importantes levaram a conceitos que fundamentaram a geração contemporânea, como o high-tech, em uma época de pós-modernismo. Se é para fazer experimentação, que seja segundo os critérios do concurso e com qualidade. Não vejo nada de novo, sustentável ou de revolução digital na proposta vencedora. Como crítica me parece de pouco conteúdo, mesmo em termos de ficção é bem pobre, tendo como referência obras literárias de autores como Isaac Asimov ou Arthur Clarke, por exemplo, uma vez que foi citado o período do Archigram.

    Há várias propostas realmente novas e interessantes dos outros participantes.

  4. Entendo o primeiro projeto como forte crítica às grandes metrópoles, embasado nos conceitos do Archigram. Deram de maneira irônica o que os grandes empreendedores gostariam de ter. Penso ainda que arquitetura não é um jogo entre forma e função. É observação, indagação, reflexão, crítica, etc. E acredito que tenham sido estes conceitos que o concurso em questão possibilitou que fossem investigados.

  5. Sobre o primeiro colocado – projeto para filme de terror ou idéia tirada de um pesadelo? Estranho esse projeto ganhar algum prêmio – qual seria o mérito, em termos de Arquitetura? É incompreensível a sombra que algo assim criaria sobre qualquer cidade – e não me refiro apenas ao aspecto da luz solar… Prêmio estranho para um mundo estranho – que um juri composto de leigos pudesse premiar algo tão bizarro é imaginável, mas vindo de uma publicação especializada?

    Algumas outras propostas possuem elementos interessantes. O aspecto positivo é que aparentemente a sociedade percebeu que os skyscrapers enormes não têm futuro.

Comentários

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