1º lugar – SESC – Brasília – DF – Griffe Arquitetura

Atualizado em 23.05.2010

Concorrência – Técnica e Preço – SESC-DF

1º lugar – Griffe Arquitetura – Goiânia

APRESENTAÇÃO

a alma da cultura iluminou Brasília … e o edifício foi criado para aguçar a sensibilidade e acolher, com formas, cores, tons, sons, aromas, texturas e … vida!

Este trabalho procurou reunir as mais criativas e funcionais soluções para as diversas condicionantes determinadas pelo terreno, legislação, edital e nossas limitações humanas. Procuramos desenvolver não só um Estudo Preliminar mas sim um Projeto de Arquitetura analisando todas interferências dos Projetos de Engenharia.

Uma equipe de dez pessoas viveu trinta dias, doze horas por dia, inclusive finais de semana, em função do sonho deste Centro Cultural.

Não nos demos por satisfeitos enquanto todos os questionamentos que levantávamos, não tivessem uma solução satisfatória.

Desta forma, estamos apresentando este trabalho como a síntese da expertise de cada participante com o sentimento de que fizemos o melhor…

2 TERRENO

LOCALIZAÇÃO

A localização do terreno é fantástica, podemos afirmar que, sem sombra de dúvidas, é o melhor terreno de Brasília para a implantação de um Centro Cultural deste porte. O acesso é facilitado pela SCES Trecho 2, que dá acesso a Ponte JK, além do acesso pela Avenida das Nações. Com relação a vista para o Lago Paranoá, o terreno também é privilegiado pois as duas frentes permitem uma grande vista. De um lado temos um campo de golfe onde nunca será construída nenhuma edificação e a vista é definitiva. Do outro lado temos a frente para o lago que, em função da topografia e da edificação ter sido assentada em uma cota mais alta que a rua, teremos também vista definitiva por cima das demais edificações que estão em uma cota de nível mais baixa.

TOPOGRAFIA

A topografia é regular e suave com caimento de 2.95% na sua maior dimensão. A conformação em arcos do seu perímetro para as vias sces trecho 2 traz uma leveza que instintivamente nos motivou a delinear a forma do edifício. O declive de 9,18 metros favoreceu a implantação em pavimentos para atender a legislação do GDF. Existem ainda no terreno 64 árvores típicas do cerrado que, na medida do possível serão preservadas ou transplantadas.

ORIENTAÇÃO SOLAR

A orientação solar é perfeita, pois a frente de vista para o lago e a ponte JK tem a orientação sul, beneficiando a maravilhosa visão sem ofuscamento do sol da tarde. Na fachada Leste e Oeste, procuramos utilizar brises, câmaras de ar entre os vidros internos e externos e passarelas avarandadas para minimizar a incidência solar de manhã e a tarde. Os brises serão automatizados tendo o seu funcionamento regulado por sensores térmicos. Com estes artifícios conseguiremos diminuir a carga térmica do sistema de ar condicionado e favorecer a ventilação natural.

3 PARTIDO ARQUITETÔNICO

Na concepção do partido, mantivemos nosso foco em algumas premissas:

A imponência do edifício, pois este Centro Cultural será o mais importante da Capital do Brasil.

Criatividade na concepção de espaços menos formais para que os ambientes propiciem o tempo para si.

A utilização do vidro e das circulações abertas como elementos que permitam a visibilidade e identificação dos blocos do conjunto.

A fluidez da circulação através das passarelas, para que a clientela seja estimulada a usar os espaços e se sinta descontraída para circular. Na concepção dos fluxos de ligação de todas atividades, previmos rampas ou equipamentos que permitem a livre circulação de Portadores de Necessidades Especiais

Através da locação dos blocos e da circulação visualmente atrativa, procuramos instigar a curiosidade e a participação nas diversas atividades. Através dos ambientes convidativos ao estar, das formas e dos jardins, o edifício envolve e acolhe a pessoa.

Dar condições de múltiplo uso a espaços que permitem diversas atividades, além de dotar os espaços com divisórias removíveis acústicas para ocupação por mais de uma atividade. A máxima funcionalidade aliada a uma estética sem referência a nenhuma escola e sim ao conceito puro do belo. Pesquisar soluções técnicas que agreguem tecnologia ao edifício no intuito de viabilizar custos e de facilitar a manutenção. Procurar atender o maior número possível de itens para uma possível certificação de sustentabilidade do edifício. Atender com soluções criativas as condicionantes da legislação do GDF que são bastante restritivas quanto a altura da edificação a ocupação, a permeabilidade e a área máxima de construção.

DESENVOLVIMENTO FORMAL

Foram desenvolvidos e analisados diversas variantes juntamente com os assessores das diversas disciplinas, tais como:

Partidos arquitetônicos; Estudo da legislação dos órgãos de aprovação; Sistemas de circulação horizontal e vertical; Implantações dos edifícios; Proximidade das atividades afins; Níveis de implantação dos pavimentos; Sistema estrutural; Sistemas de instalações; Sistema de isolamento acústico; Sistema de cenotecnia; Sistemas de proteção solar; Ventilação natural e artificial; Acessibilidade para portadores de necessidades especiais; Facilidade de manutenção pós ocupação.

LEGISLAÇÃO

Com certeza esta foi a condicionante que mais impactou no desenvolvimento do projeto. Os índices urbanísticos são bastante restritivos para esta área em função de sua proximidade com o Lago Paranoá. Metade do tempo de desenvolvimento do projeto foi gasto na compatibilização da ocupação de 30% com os níveis da cota máxima de 9,00 m. em relação a cota de soleira e a área máxima de construção de 60% e permeabilidade de 30%. Em consulta ao órgão de aprovação do GDF, na pessoa do Diretor de Aprovação – Arq. Anacs – fomos informados que para utilizar somente uma cota de soleira e aproveitar o desnível do terreno para conseguir altura para os diversos blocos, teríamos que desenvolver o edifício unindo estes blocos com uma única circulação para caracterizarmos uma só edificação.

LEGISLAÇÃO SCES 66/1

TERRENO: 26.849,96 m²

OCUPAÇÃO: 30% 8.054,98 m²

COMPUTÁVEL:60%16.109,97 m²

PERMEÁVEL: 30% 8.054,98 m²

ALTURA MÁXIMA

9,00 m da cota de soleira

1.014,35+9,00=1.023,35

AFASTAMENTO DIVISAS

10,00 m

SETORIZAÇÃO

BLOCO A

A Praça Coberta é o coração da proposta arquitetônica. Situada na confluência dos blocos, através dela é possivel circular por todo o complexo. Por ser toda em vidro, permitirá total visibilidade do conjunto.

BLOCO B

Os teatros estão situados na menor cota de nível, aproveitando a declividade do terreno no intuito de acomodar a altura necessária para a caixa cênica obedecendo a legislação.

BLOCO C

Este bloco se amolda ao formato em arco da via, permitindo a vista total para o Lago nos pavimentos 2 e 3.

BLOCO D

Seguindo a mesma proposta do Bloco C, este bloco também tira partido da forma da via e da vista para o lago.

BLOCO E

O Bloco do Ginásio ocupou a parte mais alta do terreno em função da legislação que permite uma altura maior para esta tipologia.

7 ACESSO E CIRCULAÇÃO

A fluidez e a descontração da circulação dos usuários por todo o complexo desde o momento do acesso ao edifício, sempre foram uma premissa muito forte no desenvolvimento do projeto.

Da mesma forma, a circulação de Portadores de Necessidade Especiais e famílias com carrinhos de bebê é facilitada por todo o complexo através de rampas, elevadores e plataformas.

A Praça Coberta funciona como um espaço público sem controles a circulação de qualquer pedestre que caminhe pelo entorno do edifício. Os controles, através de catracas com controle biométrico, serão locados nos acessos as diversas atividades culturais esportivas.

Ao partir dela para todos ambientes, o caminhar se torna um prazer pois a pessoa estará sempre em contato visual com a Praça Descoberta e seu Paisagismo exuberante. As passarelas/varandas propiciam esta sensação percorrendo todo o perímetro interno do edifício.

As quatro escadas de segurança, a escada social e os elevadores semi-panorâmicos da Praça Coberta além dos elevadores das extremidades das passarelas, permitem uma circulação tranqüila e ordenada para os pedestres como também para os usuários de automóveis, motos e bicicletas que estacionarem seus veículos nos Subsolos.

Criamos um segundo acesso entre o Ginásio e Bloco D que oferece possibilidades de acessos independentes ao Ginásio, a Piscina, a Academia e a todas outra atividades ligadas ao esporte e ao lazer. Este acesso possibilita também a locação do Ginásio e do Teatro de Arena para eventos externos.

Esta mesma flexibilidade de uso independente dos espaços esportivos, está presente também nos ambientes culturais. Com o isolamento do acesso as passarelas que partem da Praça Coberta, podemos permitir o acesso somente aos Teatros ou a Área de Exposições e Convenções, ao Salão de Festas, ao Restaurante e outros.

O acesso de veículos aos dois subsolos é realizado por duas rampas de entrada e uma de saída. Existe a opção do acesso de veículos pela divisa lateral para minimizar a inclinação das rampas, mas neste caso misturaríamos as circulações de veículos e caminhões. Disponibilizamos seis cancelas nos acessos no intuito de minimizar o acúmulo de veículos na chegada ao complexo em dias de eventos.  Na rampa de saída criamos o sistema de retorno ao estacionamento para as motoristas que não validaram o bilhete de estacionamento. Desta forma o estacionamento pode ser explorado comercialmente ou arrendado para uma empresa especializada. As motocicletas e bicicletas terão um acesso separado dos automóveis para minimizar o transito interno.

O acesso de cargas em geral será realizado por duas docas. Uma foi localizada no início do Bloco C e outra na lateral do Teatro de Arena. O acesso da via pública até estas duas docas é realizado por uma rua interna de serviço situada na divisa com o terreno do restaurante vizinho a área.

NÍVEIS

A edificação foi desenvolvida em cinco pavimentos, sendo dois níveis de subsolo. A verticalização do edifício foi necessária em função da legislação que permite 30% de ocupação. Os subsolos tiveram que ser limitados para também alcançarmos 30% de permeabilidade. Procuramos locar os níveis em relação ao terreno natural de forma a equilibrar a facilidade de acessos de pedestres e veículos. Como não tivemos acesso ao nível de água do lençol freático, e como a cota de nível do Lago Paranoá é a cota 1000, fixamos o Subsolo 2 na cota 1002. Este nível pode ser rebaixado para aproximar a cota de acesso da Praça Coberta ao nível do passeio.

PAVIMENTOS

SUBSOLO 2

BLOCO B

O Teatro Dois está ocupando o espaço sob a platéia inferior. A sua capacidade é de 275 lugares e contempla a infra estrutura cênica completa para espetáculos de pequeno a médio porte. Não foi possível adotar a solução de subdividir uma sala de teatro maior em duas menores, conforme cita o edital. Todos consultores cênicos e de acústica que consultamos desaconselharam esta opção em função da impossibilidade de perfeito isolamento acústico além da dificuldade da montagem de painéis removíveis em função da inclinação das platéias.

SUBSOLO 1

BLOCO C

Os ambientes de apoio como a Oficina de Manutenção, Manutenção Predial, Depósitos, Almoxarifado, foram locados neste local em função da proximidade com as Docas.

O Estar dos funcionários é aberto para um espaço externo junto ao talude. Os Vestiários dos funcionários terceirizados e CFTV complementam os ambientes deste pavimento.

PAVIMENTO 01

BLOCO A

As Oficinas Culturais e o Centro de Formação Musical foram inseridos neste local em função da proximidade a Praça Coberta e pela facilidade de isolamento acústico. Todos os ambientes tem visão de jardins pelos dois lados dos ambientes. Existe a possibilidade de subdividir a sala de Atividades Coletivas em duas.

BLOCO B

Neste pavimento do Bloco C foram locados os ambientes de Exposições, Convenções e Cinema. Como o uso destes ambientes requer a ausência de iluminação natural, esta localização semi-enterrada ficou perfeita. Esta localização também favorece o acesso pela Praça Coberta utilizando a escada social ou os dois elevadores semi-panorâmicos. As salas podem ter seu uso individual com isolamento por divisórias acústicas deslizantes ou podem ser utilizadas como um grande salão de 700,00 m². As Salas de Convenções tem uma cabine de luz, som e tradução que atende a dois eventos simultâneos. O Cinema, com capacidade para 160 espectadores, terá sistema digital de projeção e foi configurado no sistema stadium que proporciona uma curva de visibilidade ideal. Todos estes ambientes serão isolados acusticamente. A proximidade com a doca favorece o transporte de obras de arte, equipamentos e outras utilidades. Um conjunto de Sanitários Coletivos e Sanitários para PNE atende este bloco.

BLOCO D

Neste bloco, que foi destinado ao esporte e lazer, locamos no 1º Pavimento a Piscina e o Squash pois os mesmos precisavam de um pé-direito duplo. O ambiente da Piscina tem visão para o exterior através da pele de vidro da fachada. Também foram locados neste pavimento o Bilhar e Praça de Jogos Silenciosos. Na circulação foram criados jardins, mini praças com bancos e um visor de vidro que abre a visão para o ambiente da piscina. O acesso ao Núcleo Gerencial, que está no Bloco E, é realizado também neste nível.

BLOCO E

Neste pavimento sob o Ginásio, foram locados os Sanitários Públicos, que atendem ao Ginásio e ao Teatro de Arena; os Vestiários dos atletas e os Camarins Individuais e Coletivos, que atendem tanto ao Teatro de Arena como ao Ginásio.

Aproveitando a rampa de veículos que dá acesso ao Subsolo 1, criamos um Estacionamento Privativo para os funcionários do Complexo.

O Núcleo Gerencial também foi locado neste pavimento e tem o seu acesso público pelo Hall do Bloco D. O acesso de funcionários é realizado pelo estacionamento passando pela Recepção do Núcleo.

O Apoio e Supervisão de RH e o Serviço SESC ficaram anexos ao Núcleo Gerencial.

PAVIMENTO 02

BLOCO A

A nossa intenção primeira para este ambiente foi o de dar continuidade ao espaço público para que os usuários intuitivamente tenha vontade de usufruir.

Quando tivermos a informação da cota de nível do lençol freático, podemos minimizar o desnível do passeio público para a Praça Coberta, rebaixando mais os subsolos e facilitando mais o acesso do público.

Atendendo ao edital, a praça acolhe sem formalidades e dá acesso a cultura. A sua transparência aguça a curiosidade e sua grandiosidade a difere dos ambientes cotidianos. Através dos vidros vislumbramos todos edifícios e seus acessos, facilitando a identificação e circulação. O Café atende tanto a Praça como ao Foyer do Teatro.

O teto será composto de placas triangulares de vidro com proteção solar e chapas de alumínio branco no intuito de criar áreas de sombra.

BLOCO B

O Teatro Um tem o seu Foyer ligado a Praça Coberta por uma passarela de vidro. No Foyer está locado um Café que pode ser usado também pela Praça Coberta.

Dois conjuntos de circulação vertical dão acesso ao Teatro Dois, e a platéia inferior e superior do Teatro Um.

A capacidade do teatro é de 470 lugares na platéia inferior e 311 lugares na platéia superior. Desta forma, podemos compor platéias de 275, 470 e 781 lugares.

BLOCO C

A Biblioteca foi locada neste pavimento para ter um acesso quase ao mesmo nível da Praça Coberta e, ao mesmo tempo, desfrutar da vista para o lago. Pela sua posição, ela ficou totalmente isolada por paredes acústicas dos demais ambientes proporcionando desta forma o silêncio que requer as atividades ali desenvolvidas. O Turismo Social também ficou próximo a praça pois seu foco é o atendimento a clientela. Os Jogos e TI 1 e 2, ficaram com seus acessos voltados para a passarela que dá vista a Praça Descoberta. A Brinquedoteca está voltada para a Praça Descoberta e terá um acesso direto para a mesma, onde existe um espaço para atividades ao ar livre. Ligado a Brinquedoteca existe um conjunto de Sanitários Família e Fraldário. A Área de Adultos e Terceira Idade foi locada mais reservadamente e compartilhará o acesso direto para a Praça Descoberta. Este ambiente também terá vista para o lago. Um conjunto de Sanitários Coletivos e Sanitários para PNE, com localização centralizada atende este bloco.

BLOCO D

Neste pavimento foram locados os Sanitários Públicos que dão suporte a Praça Coberta pois este nível está somente a 1,08 m. do nível da mesma, sendo que este desnível é vencido por uma rampa na passarela coberta. O Espaço Médico / Nutricional está centralizado entre o Acesso Principal e o Esportivo no intuito de facilitar o acesso a clientela pelos dois lados da passarela. O DFE é o primeiro ambiente logo ao lado do Acesso Esportivo, pois além de também facilitar o acesso aos usuários, a proximidade com o acesso do Ginásio é bem vinda para a administração do mesmo. A Lanchonete não existia no programa de necessidades, mas achamos que faltava mais um ambiente de alimentação pois só contávamos com o Café da Praça. Sua localização é ideal pois atende o público de diversas atividades esportivas e também da Praça Descoberta e do Teatro de Arena. O Acesso Esportivo é uma opção para acesso da clientela como também para eventos externos. Neste acesso foi localizada a Bilheteria do Ginásio.

BLOCO E

O ginásio terá a função esportiva como também será destinado a shows. No lado oposto a arquibancada, que comporta 410 lugares, poderá ser montado um palco de 17,00 x 10,00 m. Os camarins estão situados no pavimento abaixo. Na parte posterior do palco, criamos um portão de correr com 15,50 m. de largura que ao ser aberto proporciona uma bela vista do bosque que fica na Praça Descoberta. Esta abertura também faz parte da rota de fuga que foi definida na consultoria do Corpo de Bombeiros.

ANFITEATRO

O Teatro de Arena compartilha a estrutura de camarins com o Ginásio. O desnível das arquibancadas é de 10 cm. e os assentos serão de toras de eucalipto com 40 cm. de diâmetro por 35 cm. de altura. O palco terá uma concha acústica de lona tensionada que pode ser recolhida. Esta solução foi utilizada para não computarmos a área da concha acústica no total da área de ocupação. Uma rampa que se inicia na Doca e se localiza junto a parede do Ginásio dá acesso ao palco para carga e descarga de equipamentos. Na parte superior da platéia criamos uma Cabine de Luz e Som além de dois Sanitários PNE e um Depósito. Através de uma porta ao lado do palco o público tem acesso aos Sanitários Públicos sob a quadra.

PAVIMENTO 03

BLOCO B

Nas paredes laterais foram locados dois camarotes para 10 lugares cada. O palco terá piso móvel composto de retângulos de 7,45 x 2,00 m. com elevadores motorizados e fosso de orquestra também com elevador. As varas de luz e cenário serão motorizadas . As Docas estão no mesmo nível do palco facilitando a carga e descarga. A boca de cena terá 15,70 x 7,50 m. A área dos ambientes de trabalho é composta por Camarins Individuais e Coletivos, Sala de Ensaio, Sala de Imprensa e Estar, Sala do Diretor Técnico, Sala de Técnicos, Copa, Lavanderia, Sala de Dimmers, Depósito Cênico e outros.

BLOCO C

Este pavimento, por ser o de cota de nível mais elevada, permite uma vista mais ampla do lago e do horizonte. Por este motivo, nele foram locados o Salão de Festas e o Restaurante no intuito de maximizar a visão da ambiência exterior através da fachada em vidro com proteção solar. Na parte frontal do edifício, criamos um jardim com uma árvore, provavelmente uma Jabuticabeira, que será vista do exterior do edifício. Este jardim terá uma cobertura de vidro, será acessado pelo Restaurante e terá mesas para espera. Nos dois ambientes foram criadas escadas esculturais que darão acesso a um Terraço Panorâmico na cobertura do edifício. A Cozinha do Restaurante e a Cozinha de Apoio do Salão de Festas estão situadas em posições estratégicas para facilitar o serviço. O abastecimento das cozinhas será realizado pelo elevador que está ao lado da Doca. Os Sanitários Públicos e de PNE estão centralizados entre os dois ambientes.

BLOCO D

A Academia ocupou todo espaço deste pavimento. A Sala de Musculação, por ser o maior ambiente, domina a frente para o lago. Esta vista, que é mais voltada para o campo de golf, é bastante ampla. As Salas de Atividades Físicas e Programação Flexível tem vista, através das esquadrias de vidro temperado, para a Praça Descoberta.

O acesso vertical a Academia pode ser realizado tanto pela Praça Coberta como pelo Acesso Esportivo.

COBERTURA

TERRAÇO

Na cobertura do edifício, criamos um Terraço Panorâmico com vista para o lago e para a Praça Descoberta. Neste Terraço foi locado um Bar / Café com balcão de atendimento e mesas sob uma cobertura de lona tensionada branca. Esta cobertura nos remete instintivamente para a vela de um barco referenciando a proximidade com os esportes náuticos do lago. O restante da laje é coberta com um sistema alveolar de bandejas removíveis de grama, criando o telhado verde.

PAISAGISMO

Os principais partidos do Projeto de Paisagismo foram:

A integração da vegetação do Cerrado com a vegetação proposta pelo Projeto Paisagístico. Ser um projeto singular porém atuando no plural com as formas da arquitetura. Ser composto basicamente de grama, forrações e árvores, com poucos arbustos, permitindo grandes áreas para a prática de atividades ao ar livre. Desenvolver o Jardim dos Sentidos com todas condicionantes sugeridas no Edital. Preservar e replantar grande parte das 64 árvores do Cerrado ainda existentes na área. Utilizar espécies de fácil manutenção. Circulação principal única pavimentada e demais circulações em pisos permeáveis. Criar um Bosque no entorno do Teatro de Arena para criar ambiência e colaborar na acústica.

SISTEMA CONSTRUTIVO

Ao definirmos o sistema construtivo, procuramos aliar as mais recentes tecnologias com uma visão pragmática do custo de construção. Não poderíamos nos contentar com pequenos vãos estruturais nos pavimentos; teríamos que permitir uma maior flexibilidade dos espaços. Optamos por estrutura metálica com vãos de 8,00 m. no sentido longitudinal por 20,00 m. mais 2,50 m. de balanço para as passarelas, no sentido transversal para os Blocos c e D. As vigas serão espaçadas de 2,00 em 2,00 m. As demais estruturas também serão metálicas com vãos apropriados a cada edifício. As lajes serão de concreto no sistema steel deck com 14 cm. de espessura. A laje de cobertura dos Blocos C e D serão impermeabilizadas com cobertura em grama pelo sistema alveolar. As coberturas do Ginásio e do Teatro serão em telhas metálicas trapezoidais termo acústicas. A cobertura da Praça será em vidro com proteção solar e chapas de alumínio branco. A cobertura de vidro terá um sistema autolimpante com aspersão de água por um tubo central e retorno através de bombas instaladas nas calhas laterais. As vedações de vidro nas fachadas foram estudadas como uma câmara de ar composta por vidros externos laminados de 10 mm. foto-energético e os vidros internos temperados com 10 mm. As alvenarias externas e de banheiros serão de tijolo cerâmico e as internas de gesso acartonado. Para as instalações serão utilizados shafts verticais nas paredes que fazem divisa entre a escada de emergência e a passarela. As instalações correrão horizontalmente por bandejas sobre o forro das passarelas. Sob as bandejas haverá um forro removível tipo colméia para a manutenção.

MEMORIAL SUSTENTABILIDADE

Por que certificar um empreendimento?

Redução de impactos ambientais oriundos das atividades construtivas e correlatas; Garantia de melhor qualidade ambiental para os ocupantes; Menores custos operacionais resultantes da operação correta e eficiente de sistemas prediais; Educação e divulgação de práticas ambientais sustentáveis.

Certificação LEED

O LEED – Leadership in Energy and Environmental Design – é um sistema de avaliação norte-americano para edifícios verdes reconhecido e o mais difundido internacionalmente. Sua aplicação permite a análise e avaliação do projeto, construção e operação do edifício do ponto de vista da sustentabilidade. Baseado em pré-requisitos (obrigatórios) e créditos (opcionais), que conferem pontos ao projeto.

Categorias de Avaliação:

Sustentabilidade do Espaço, Racionalização do Uso da Água, Eficiência Energética, Sustentabilidade dos Materiais, Qualidade Ambiental Interna..

Sustentabilidade do Espaço

Estacionamento para bicicletas: O empreendimento possui 150 vagas para bicicletas e vestiário com 15 chuveiros

Vagas de estacionamento preferenciais: Foram localizadas 30 vagas preferenciais, correspondente a 5% da capacidade total do estacionamento

Racionalização do uso da água

Irrigação Eficiente para o Paisagismo: Adoção de paisagismo com espécies nativas, que requerem menor irrigação. O sistema de irrigação não utilizará água potável, sendo empregadas para tanto águas pluviais e reuso.

Redução do consumo de água: Previsão de redução do consumo de água potável de aproximadamente 30% devido à utilização de torneiras eficientes (com sensores) nos lavatórios, arejadores em torneiras e chuveiros mais econômicos. Esse percentual será maior devido a utilização de águas de reuso e pluviais para aplicações que não requeiram o uso de água potável.

Eficiência Energética

Energia renovável no local: Adoção de painéis fotovoltaicos na cobertura do teatro, que deve ser responsável pelo fornecimento de pelo menos 1% da energia anual baseada no consumo estimado total do complexo.

Qualidade Ambiental Interna

Conforto Térmico: os projetos de ar condicionado e envelope da edificação foram pensados para promoverem uma redução da carga térmica, economia de energia elétrica e níveis de conforto adequados aos usuários; havendo uma conjunção de sistemas de ventilação natural e mecânica.

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FICHA TÉCNICA

Griffe Arquitetura – Goiás

Arquiteto Coordenador: Abílio Lopes de Almeida Júnior

Arquiteta Coordenadora: Maria Inês A. P. de Almeida

Arquitetos Colaboradores

Alessandra Resende Nogueira,  Camila Ferreira Marques da Silveira, Juliana Stella Ito, Ralph Paiva Justo, Rodrigo da Silva Queiroz

Auxiliares de Arquitetos

Rafael Pereira de Almeida (Estagiário),  Daguidan Pereira da Silva Júnior (Desenhista),  Etelvino Camargo Costa (Desenhista)

PROJETOS DE ENGENHARIA

Estrutura Metálica: Angelos Spyrantonis Katopodis Júnior

Estrutura Concreto: Henrique de Oliveira Mendonça

Fundação: Gustavo Vieira Botelho

Instalações Hidrosanitárias: José Julio de Guimarães Oliveira

Prevenção e Combate a Incêndio: José Julio de Guimarães Oliveira

Instalações Elétricas/ Dados/ Voz/ SPDA/ CFTV/ Supervisão Predial: Eduardo Humberto Costa Godoy

Ar Condicionado/ Exaustão: Ricardo Santos Dias Gibrail

Projeto Cênico e Acústico: Gustavo Lanfranchi

GLP: Rogério Gobato

Paisagismo: Eryck de Aquino Teles

Projeto de Sustentabilidade: Pablo Paulse

Comunicação Visual: Andrea Montoro

Projeto Tratamento Esgoto: Sérgio Mauro M. de Azevedo

Orçamento: Niceu Lázaro Martins Nunes

15 respostas em “1º lugar – SESC – Brasília – DF – Griffe Arquitetura

  1. é inconcebível que esse projeto tenha ganho o concurso.

    Para completar esse escritório já tinha feito diversos projetos para o Sesc…

    tudo indica, infelizmente, que o concurso já tinha vencedor.

    Uma pena.

  2. Pois é concordo com a maioria, mesmo eu sendo estudante ainda, pedi ao meu querido professor de P.A. nos ensinar a escrever um memorial “de gente grande”, pois como aluna estava (estou) com dificuldades em elaborá-lo para meu TCC da maneira mais profissional possível, pois trata-se da minha porta de passagem para a “vida real”, qual foi a resposta: – Procure na internet! Como são preguiçosos esses alunos, não sabem usar essa ferramenta tão rica… e cá estou, lendo isso como referencia! Lamento muito, pois eu ainda tenho consciência do que é ruim (péssimo), já meus futuros colegas de profissão, pouco se importam com esse(s) detalhe importante. Que triste!

  3. É lamentável se esse projeto for executado, pois cobertura de vidro em Brasília, de longe não é uma boa solução, não há ar-condicionado que consiga climatizar esse átrio….
    Sustentabilidade zero…

  4. Peço desculpas se meu comentário for mesmo descabido, mas também não consigo entender por que esse foi o projeto vencedor. Não consigo ver a mínima coerência com o clima e com o lugar. Vai ser triste ser obrigada a passar por ele todos os dias, sabendo que ali poderia ser construído algo MUITO melhor.

  5. É realmente uma pena ver um projeto tão mal resolvido tecnicamente como formalmente ganhar um concurso para um equipamento tão importante para Brasília. Fiquei realmente triste com o resultado, principalmente por ter visto a qualidade dos projetos dos escritórios TAO Arquitetura (2o lugar) e Sérgio Parada Arquitetos para o mesmo terreno. Estou até agora tentando entender como o júri pode ter escolhido um projeto que visivelmente não funciona, é uma irresponsabilidade muito grande ir adiante com um projeto assim. Existe alguma forma do resultado ser revisto? Será que no SESC ainda não conseguiram perceber a encrenca em que vão se meter ao tentar construir este “mico”?

  6. Vejo os comentários ja postados, como jocosos e até meio descabidos. Penso ser este espaço, para comentários que analisem sem paixão, sem preconceito. Alguns se baseiam tecnicamente, outros mais parece choro derramado. Precisamos ter cuidado (ética) ao criticar colegas de profissão. Se somos capazes de fazer melhor, por que não nos inscrevemos e participamos. Não vi nenhum comentário desairoso por parte do demais classificados quanto ao projeto vencedor. Questão de análise.

  7. Tamem não gostei do projeto. Enquando vias as plantas pensava como esse projeto pode ganhar? Será que estou enganada e deve ser uma boa proposta? Mas fiquei aliviada quando vi os comentário. Vi várias pessoas assim como eu não gostaram do projeto.

  8. Confesso que tentei ver a vantagem deste projeto, mas quanto mais eu observava as imagens, mais lia o memorial e mais comparava com os outros projetos menos entendia a razão deste primeiro lugar.

  9. Tá péssimo… como sempre digo, “não acreditem em concurso”. e não se esqueçam de parabenizar o segundo, eles são sempre os verdadeiros primeiros que por não estar envolvido no “esquema” retrocedem uma posição.

  10. Creio que a criatura não precisa ser esganada… mas orientada a escrever para periódicos de novela mexicana. Também não sabemos se é uma criatura ou várias, pois parece que o grupo dividiu o projeto em blocos, e cada bloco foi feito por uma pessoa… unidade não consta no vocabulário dessa “griffi”. Devemos refletir se não é melhor o IAB sempre estar a frente dos concursos públicos. Aqui o erro maior não foi um péssimo memorial ou o desconhecimento de unidade formal, mas quem elegeu esse projeto vencedor.

  11. Alguém esgana a criatura que escreveu esse memorial descritivo, por favor! Parece conversa de corretor imobiliário misturada com redação de colégio… Bom, falando sério, essa é uma boa ocasião para se refletir sobre o papel do memorial no projeto de arquitetura, especialmente nas propostas de concurso. Ele deve descrever a obra por inteiro? Relatar o processo de projetação? Seria o projeto assim redutível ao memorial?

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