Porto Olímpico – Rio de Janeiro – 4º Lugar

4º Lugar

AutorJorge Mario Jauregui
Coautores: Jorge Silvetti e Rodolfo Machado
Colaboradores: Leandro Balbio, Fernando Newlands, David Serrão, Gabriel Leandro Jauregui, Maria Negrão, Carlos Clare, Jefrey Burchard e Noel Murphy
Consultores: Ricardo Inchausti, Eduardo de Carolis, Antonio Monteiro, Fabio Amaral, Sebastián Miguel, Wolfgang Aichinger e Paulo Magalhães

O projeto responde à rica história cívica da zona portuária, estabelecendo conectividades através do realinhamento das vias e da reconfiguração do espaço público, visando um legado de alta qualidade urbanística, paisagística, arquitetônica e ambiental. O Canal do Mangue é, ao mesmo tempo, ponto central de interesse cívico do lugar, bem como um obstáculo para o funcionamento coeso da zona portuária.

A proposta tem como referência o Master Plan do Porto Maravilha, criando uma nova avenida/eixo cuja geometria é realçada através dos edifícios propostos. As diretrizes de zoneamento baseadas no conceito de eco-eficiência localizam os edifícios altos distantes do canal no terreno oeste, a fim de conseguir uma boa área de céu aberto. Esta estratégia permite a configuração em altura do hotel 5 estrelas, bem como o complexo do centro de convenções e exposições, atuando como landmark e peça central da área. Sobre o canal é erguida uma esbelta passarela de forma a facilitar a passagem de pedestres. Ela emerge a partir de um espaço de acesso público do hotel/complexo de convenções, conectando-o à avenida do Porto Olímpico proposta no terreno leste, conseguindo assim uma ligação coerente formal e funcional em ambos os lados do canal. Comércio, jardins e espaços verdes margeiam esta avenida juntamente com os hotéis e edifícios de habitação.

Tipos de residências: corpos horizontais com unidades de três e quatro quartos ao longo das ruas, com acesso direto para os pátios e parques e unidades de um e dois quartos distribuídas uniformemente em elegantes torres. Todos estes apartamentos são configurados de forma a conseguir acesso universal independente para todos os quartos durante a Olimpíada, permitindo posteriormente uma fácil reconversão em unidades familiares. Além disso, o padrão de composição dos edifícios residenciais é baseado num sistema paramétrico modular, incorporando facilidades horizontais e verticais que permitem adaptações no tipo de apartamentos a construir segundo as exigências de mercado.

O piso térreo de ambos os terrenos (leste/oeste) incorpora uma forte presença de vegetação nativa, bem como as coberturas e terraços-jardim de uso comum, estendendo-se aos terraços privados. A vegetação exuberante criará sombreamento ao longo das ruas assegurando uma agradável experiência de vida urbana na cidade com diversos tipos de usos e comércios, completada pelo sombreamento oferecido pelos detalhes da arquitetura (brises e cobogós) garantindo o conforto térmico no interior dos edifícios. Diferentes níveis de porosidades no piso térreo criam mecanismos naturais de controle de privacidade nos pilotis e espaços de uso coletivo, em relação com as áreas de comércio e espaços verdes ao longo das calçadas, sem que seja necessário nenhum tipo de barreira. Um sistema de ciclovias conectará o novo setor com os bairros do entorno e com o porto.

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Fonte: PINIweb

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