Porto Olímpico – Rio de Janeiro – 3º Lugar

3º Lugar

Autor: Francisco Spadoni

Coautor: Tiago de Oliveira Andrade

Colaboradores: Jaime Veja, Mayra Simone dos Santos e Lauresto Couto Esher

Estagiários: Marcos Sartori, Paulo Catto, Natália Lorenzo e Elisa Felca Glória

Consultores: Marcel Mendes

Espera-se que o legado a ser deixado pelos Jogos Olímpicos de 2016 para a cidade do Rio de Janeiro venha a se constituir numa inexorável vivificação de seus bairros, conduzido pelo impacto de grandes equipamentos e pelo incremento do sistema de infraestruturas  urbanas. Some-se a isso o aumento expressivo na capacidade habitacional instalada, a ampliação qualificada da rede de serviços  públicos, os investimentos do setor privado e, principalmente, o avanço nos índices sociais, para que se sedimente uma ideia durável de urbanidade.

Vale, contudo, aprender a lição da história recente, não apenas de ex-cidades olímpicas, mas também de cidades que se recapacitaram muito rapidamente através de grandes equipamentos, cujo maior desafio e,  por vezes fracasso, foi o da incapacidade de mantê-los saudáveis no tempo.

Sob essa premissa, o escritório focou a implementação do extenso programa deste concurso, considerando a força transformadora das intervenções, mas também identificando seus aspectos vulneráveis,  cujo enfrentamento venha resultar em qualidade arquitetônica e ambiental e contribuir para a consolidação urbana futura.

O poder indutor dos equipamentos propostos virá somar às ações   revitalizadoras já em curso para a área e, pela grande escala e qualidade dos temas, habitação e serviços, deverá se tornar motor de uma nova condição territorial e de valorização fundiária. Dos aspectos vulneráveis, ou seja, aqueles que devem resistir à obsolescência, foram priorizadas para as duas áreas, cada qual a seu modo, a qualidade e a racionalidade dos sistemas construtivos, a relação do solo com as águas, o desempenho ambiental das edificações e, finalmente, arquiteturas renovadoras que promovam novos espaços para a cidade.

Nas quadras do setor leste foram concentrados todo o programa habitacional, incluindo-se, além dos edifícios de apartamentos,  o conjunto formado por apart-hotel, hotel quatro estrelas e hotel temporário. Estes equipamentos, embora contíguos, estão locados na extremidade da quadra, com independência das unidades  habitacionais, favorecendo seu uso pós Jogos Olímpicos.

Na quadra do setor oeste foram concentrados os demais equipamentos: centro de exposições, hotel 5 estrelas e centro empresarial. Este conjunto, expressivo pela densidade e pelo desenho, deverá ser o núcleo articulador das principais transformações da área, alicerçado pelo extenso programa habitacional.

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Fonte: PINIweb

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