O projeto da nova ponte e passarela de Blumenau, auxiliarão na ligação do centro da cidade com o bairro Ponta Aguda, o qual faz conexão também com as entradas e saídas da cidade. A ponte interligará a Av. Castelo e Rua Adolfo Freygang com a Rua Chile (bairro), formando um binário com a ponte existente Adolfo Konder, amenizando assim os problemas enfrentados com o trânsito nesta região. Já a passarela de pedestres e ciclistas, fará a ligação do centro histórico e Rua Itajaí, com a região da prainha (bairro), a qual possibilitará que os moradores e turistas se desloquem com maior facilidade e segurança.

   

O projeto das novas conexões utiliza a linha diagonal como sua principal estrutura, fortalecendo esta linha marcante da cidade, a qual se repete em toda paisagem, desde os telhados inclinados e no enxaimel das construções tradicionais, às linhas sinuosas do morros que compoem este vale. Apartir desta linha, surge então a forma principal das novas estruturas de conexão, que partem do princípio de evitar a poluição visual na calha do rio, respeitando ainda as estruturas já existentes da ponte de ferro e dos arcos. Sendo assim, o projeto utiliza um desenho limpo sobre o rio, trabalhando com as estruturas principais nas suas laterais, que avaçam diagonalmente para dentro da área urbana, liberando o visual do rio. E ainda fazendo referência a um símbolo da cidade, os passeios de ambas estruturas serão contornados por coloridos jardins, os quais permitem uma travessia mais confortável e bonita.

Para conseguir vencer o extenso vão livre, respeitando ainda a cota de enchente de 11 metros, o sistema estrutural resultante foi de estruturas superiores de alta complexidade. Para a ponte adotou-se o sistema estrutural estaiado, na qual uma grande estrutura de concreto  emerge dentre as árvores na margem esquerda do Rio Itajaí-Açú, sem conflitar com as construções já consolidadas na margem oposta. Desta grande estrutura, partem seis pares de estais, os quais são ancorados nas bordas externas do tabuleiro, que apoia-se sobre uma treliça metálica aparente, a qual oferece maior vazão às forças da água no caso de uma cheia.

Já para a passarela, adotou-se o sistema estrutural tipo pensil. Sua forma dinâmica e assimétrica, cria um ambiente de movimento – uma superfície vibrante, que através de suas entradas com aberturas diagonais, convida o pedestre a atravessar. Podendo ser chamada também de Praçarela, será composta por um largo passeio e ciclovia, além de uma praça, que faz a transição da Rua Itajaí, e ainda um mirante na parte mais alta, que avança sentido ao rio, com a visão ampla da prainha e do centro da cidade.

FICHA TECNICA

AUTORES

Arq. Sara Karine Moretti

Eng. Oracides Felício Adriano

CO-AUTORES 

Francisco Refosco Nunes

Mariana Arruda

Camila de Oliveira

Karina Lopes Marcelino