Eduardo Souto Moura – Concursos – 1979-2010

Eduardo Souto Moura – Concursos – 1979-2010. Este é o título da exposição sobre parte da obra do arquiteto português, inaugurada em Portugal,  na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, em junho de 2011, dedicada especificamente a projetos concebidos para concursos de arquitetura (premiados ou não). São 50 projetos, ao longo de 31 anos, 26 dos quais realizados entre 2007 e 2010.

A exposição, que tem curadoria dos arquitetos Francisco Barata, André Campos e Pedro Guedes Oliveira, revela o método de trabalho de Souto Moura através de uma série de programas, croquis, maquetes, desenhos, fotografias e fotomontagens. E mostra, segundo os curadores, que a arquitetura de Eduardo Souto de Moura é “fundamentalmente uma arquitetura culta, produzida com rigor conceptual, empenho, compromisso, como um cientista que persegue uma solução e como um artista que sabe onde não quer ir“.

Com a exposição foi também lançado um livro/catálogo (142 páginas), que além de croquis e imagens selecionadas de cada projeto, traz textos de Francisco Barata, Kenneth Frampton, Alberto Campo Baeza e Carlos Machado. Destacamos a seguir trecho do texto de Campo Baeza, intitulado Souto, Souto, Souto :

“Roberto Fernández, professor da UNA de Buenos Aires, diz, e com razão, que ‘os concursos de Arquitetura representam a combinação entre a arte de escolher e a técnica de serem escolhidos’. E a verdade é que Eduardo Souto de Moura é viciado em concursos. Por vezes, ganha, por vezes, não ganha e, por vezes, constrói. Mas nunca desiste.

Mais do que sobre a obra construída de Souto de  Moura, hoje debruçamo-nos sobre os seus concursos, sobre o esforço titânico que pressupõe a apresentação a qualquer concurso. Com uma inabalável pujança interior. Trata-se de uma Exposição de todos os concursos realizados pelo arquiteto, ganhos ou não, como se de uma coleção de sonhos realizados e não realizados se tratasse. (…)

Sobre os projetos de Souto de Moura para estes concursos, podia dizer-se que são os seus mais radicais. É o que se exige de quem concorre: ideias fortes, radicais, capazes de gerar a melhor arquitetura.”

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