Concurso – Assembleia Legislativa – RS – Resultado

Atualizado em 07/12/2009

Anunciados, no dia 25 de novembro, os autores dos projetos premiados e menções no Concurso Público Nacional de Arquitetura para o Plano de Ocupação e Requalificação Espacial do Complexo da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (o concurso foi divulgado aqui no portal concursosdeprojeto.org em setembro).

Clique nos links e imagens abaixo e veja os projetos completos:

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1º PRÊMIO
Co-autores: Héctor Vigliecca, Luciene Quel, Ronald Werner Fiedler – SP

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2º PRÊMIO
Co-autores: Carolina Flach Souza Pinto, Jean Grivot Avancini, Lucas Rocha Obino Martins – RS

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3º PRÊMIO (ex aequo)
Co-autores: Ângelo Cecco Júnior, Edna Nagle, Lizete Maria Rubano, Rodrigo Mindlin Loeb – SP

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3º PRÊMIO (ex aequo)
Co-autores: Edison Batista Ribeiro, Gustavo Kinshoku de Paula, Guilherme Coelho Nabut – SP

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Menção

Co-autores: Thiago Natal Duarte, João Paulo Daolio, Alessandro Sciulli – SP

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Menção

Co-autores: Maria do Carmo Vilariño, Luis Mauro Freire – SP

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Agradecemos ao IAB-RS e aos autores pela disponibilização dos projetos.

23 respostas em “Concurso – Assembleia Legislativa – RS – Resultado

  1. Faz-se necessário um “basta” mais incisivo as “idéias geniais, criativas e originais” que mesmo desrespeitando as condições previamente impostas nos termos de referência, são vencedoras de concursos.
    Isto é um desrespeito grave a todos que participam e respeitam as exigências de programa, parâmetros urbanísticos, condições de viabilidade, etc.
    Se o desejo é por ideias inovadoras, ainda que transgressoras, que fique claro a possibilidade da “liberdade criativa” a todos os que concorrem.
    Que os arquitetos sejam mais respeitados, que o exercício da arquitetura seja mais respeitado.

  2. Prezado Alfaro, não esqueça que Niemeyer participou da equipe que mudou o traçado de uma rua para poder projetar o atual Palácio Capanema como queria… Para não falar da marmelada (talvez necessária) que foi o julgamento do concurso do Plano Piloto de Brasília. Não estou pegando no pé dele, só não tenho na memória as participações dos outros que você citou em júris de concurso.

    A questão é: não necessariamente o grande arquiteto é um julgador consciencioso. Os problemas de julgamento que você mencionou são patentes em muitos concursos, mas eu não estou certo de que um júri composto pelo primeiro escalão da arquitetura vá resolver o problema. Projetos vencedores que não cumprem o edital representam muito mais uma falta, ou de conscientização, ou de imposição dos representantes da promotora no júri, pois eles estarão premiando algo que não corresponde às suas necessidades/recursos. E isso para não entrar na eterna questão dos editais mal-feitos.

  3. Bom dia a todos, Venho aqui deixar minha indignação com relação aos concursos nacionais atuais. Eu ja participei de 4 concursos, ficando sempre entre os melhores, mas nunca obtive a 1° colocação, entendo a indignação do Mahfuz, trabalhamos seriamente nos projetos e vem outra equipe e se apropria de áreas que não faziam parte do edital, ou mudam o programa não cumprindo oedital e ficam em 1° lugar. Na minha opinião os culpados são os promotores do concurso, os quais não trazem juizes de fora pra julgar mais qualificadamente os concorrentes, por que não trazem o Mario Botta, Alvaro Siza, Tom Mayne ou até mesmo o nosso melhor arquiteto Oscar Niemeyer? Deixo esta pergunta para todos responderem, se formos analisar os resultados de concurso no exterior todas as propostas tem grande valor arquitetonico e dificilmente ganham propostas equivocadas. Eu atualmente não entro mais em concursos, pois observo os nomes dos jurados e fico pasmo, pois são pessoas que não possuem quase nenhuma notoriedade profissional (joãos ninguém), será que eles teraõ capacidade pra dicernir a complexividade de um projeto vencedor?
    Grato a todos

  4. Boa Tarde, Colegas.

    Fui um dos 26 profissionais que entregou a proposta para a ALERGS. O problema apresentado era muito complexo, sem dúvida, e o prazo foi difícil de ser cumprido. A parte mais desgastante foi justamente conciliar a proposta com as definições programáticas do termo de referência. Fiquei, portanto, perplexo e decepcionado quando vi, depois de uma rápida conferida no material divulgado, que o projeto vencedor ignorou várias destas definições. Justamente por isso demorei bastante a “ter coragem” de analisar mais a fundo o material das propostas vencedoras, o que estou fazendo agora. Não estava disposto a criticar o projeto em si, mas sim os critérios de julgamento, mas acho que pelo menos um ponto vale a pena ser levantado, porque une as duas coisas: as intervenções na torre do Palácio Farroupilha. Teoricamente deveria haver uma padronização dos gabinetes parlamentares; mas a solução vencedora apresenta mais de 10 tipos diferentes de gabinetes (com áreas diferentes!!), 4 deles só no pavimento tipo, com áreas que variam de 53 a 95 m². Equivale a dizer que alguns deputados merecem mais espaço do que outros, mesmo tendo sido eleitos nas mesmas condições (ou quase, se considerarmos que a distribuição de cadeiras por legenda é proporcional ao número de votos que o partido obteve, o que é uma bizarrice, mas isso já é outro assunto…). Com exceção do Presidente e do 1º Vice-Presidente, que têm gabinetes especiais, não se justifica uma variação tão grande de tipologias de gabinetes, muito menos quando alguns têm a metade da área de outros. Além disso, só pegando outro detalhe que me chamou a atenção, o dimensionamento dos sanitários está muito inferior ao exigido pela legislação – e, na solução adotada, não será fácil resolver esta questão. Muitos pontos deverão ser revistos na execução do projeto, o que sem dúvida acabará por descaracterizar o projeto original. Outro ponto que achei estranho foi a descaracterização dos pátios internos originais do projeto do Palácio Farroupilha, ligando o Vestíbulo Nobre à circulação vertical da torre (uma solução bastante interessante, é verdade), mas quem sou eu para criticar uma intervenção que teve o aval do autor original do projeto… A propósito, no termo de referência o Vestíbulo Nobre era uma área intocável… Bem, não me contive a um ponto apenas, mas paro por aqui.
    Independentemente do fato de a proposta vencedora ter transgredido o termo de referência, não sei se com isso a solução foi exatamente a melhor. Aparentemente os outros projetos foram mais respeitosos ao termo de referência, particularmente o segundo colocado, fato mencionado por um dos autores num “post” acima. Este em particular tem inúmeras qualidades. E justificar o vencedor pelo estacionamento público e por ter evitado “contato problemático com a garagem Gigante” não colou, pelo menos para mim. Sem contar que o fluxo “público” de pedestres na verdade não será tão público assim, visto que a ALERGS tem um sistema rígido de segurança e controle de visitantes.
    Enfim, de qualquer forma, parabéns aos premiados!

  5. caso não tenha ficado claro ainda: não estou reclamando de nada que algum participante tenha feito. a decisão de seguir ou não o edital é pessoal e respeitável: cada um deve seguir o caminho que lhe pareça mais adequado, e não me cabe julgar essa decisão.

    minha reclamação tem alvo claro: o modo como muitos concursos são conduzidos. por um lado, são produzidos editais e regulamentos detalhados, que conduzem os participantes a crer que suas regras são fixas e devem ser obedecidas. por outro lado, durante o julgamento as mesmas regras não são levadas em conta e premia-se projetos que não as seguiram parcial ou totalmente.

    isso me deixa com a seguinte dúvida: os jurados não lêem as bases ou não as consideram relevantes?

    se as bases não são restritivas – apenas referências – porque perder tanto tempo redigindo-as?

    em tempo: a reclamação que muitos fazemos aqui não se aplica a TODOS os concursos. também há aqueles que são bem organizados e bem julgados. é importante que isso seja reconhecido.

  6. Boa noite senhores,
    Apenas em caráter de esclarecimento: eu e minha equipe (S.O.G arquitetura) seguimos absolutamente todas as especificações dos editais de ambos os concursos comentados acima (CREA-PR e ALERGS).
    att. Arq. Jean Grivot Avancini

  7. Essa indignação, compartilhada por muitos profissionais que se dedicam a participar de concursos, parece mesmo não ter solução.

    Quanto mais o tempo passa, mais reclamações é possível ver…

    E eu nunca vi um concurso, cujo resultado foi contestado, ser revisto.

    Caso parecido ocorreu com o concurso realizado para a construção do edifício que abrigará o CREA-PR, em Curitiba. Alguns dos vencedores não respeitaram o edital, e, pior, um deles implantou o edifício com orientação desfavorável, sem nenhuma defesa descrita no memorial (na minha opinião um fato que configura um erro grave de projeto).

    Outro caso lastimável foi a organização e administração do concurso para o teatro municipal de Itapeva. Dessa vez o IAB não foi o organizador, cujo órgão responsável foi a secretaria de cultura daquele município. Foi o pior edital, as piores condições e a maior falta de atenção junto aos interessados em participar que eu já tinha visto. Uma lástima! Apesar da porcaria que foi feita pelos promotores os três resultados são relevantes para o problema proposto…

    O material dos dois concursos estão postados neste site.

    Outro fato que é pertinente a essa discussão foi a declaração de um professor, em aula no curso de pós-graduação, que diz “moldar” as bases dos concursos em prol de uma idéia original. Perplexo diante daquela declaração, eu, que participei de alguns concursos (como o do CREA-PR), perguntei como seria a execução de um projeto que as bases tinham sido alteradas, no caso de vitória… A resposta foi dita com um tom sarcástico: “Na execução a gente conserta”.

    Não vem ao caso dizer o nome desse ilustre profissional, mas ele e sua equipe faturaram inúmeros prêmios em concursos de projetos.

    Ira e tristeza senti, igual ao arq. e prof. Mahfuz, quando analisei o resultado do concurso CREA-PR. Não por achar minha proposta melhor do que a dos vencedores, mas por ver que as duas menções honrosas tinham propostas muito mais adequadas do que dois dos cinco primeiros colocados. O edital tinha sido desrespeitado e não houve um critério claro da comissão julgadora.

    Mas uma solução pra questões como essas, que envolvem a organização, promoção e julgamento dos concursos, só será possível quando os concorrentes que se acharem prejudicados tomarem atitudes como a do nosso colega Edson Mahfuz: argumentar, através de critérios claros e profissionais, contra essas mazelas!

  8. Mahfuz, Concordo plenamente com a idéia de duas etapas, sendo a primeira muito mais aberta e até passível de “transgressões”, na segunda acho mesmo que o diálogo deve ser muito mais técnico mesmo. O fato é, nem os arquitetos e nem os promotores levam tão a sério os concurso, fica sempre aquela idéia que no Brasil não vão construir mesmo!?……….

    abraço a todos

  9. o problema é exatamente esse: será que o IAB está prestando um serviço aos promotores de um concurso quando permite a falta de critérios? isso ajuda a manter a credibilidade dos concursos?

    não seria melhor tratar oficialmente os termos de referência, editais e regulamentos dos concursos apenas como referências, e realizar concursos em duas fases, com a primeira não passando do nível de estudo preliminar. desse modo não haveria “transgressões” nem nos enganaríamos pensando que estamos limitados por dados estabelecidos naqueles documentos.

    se os concursos não conseguem estabelecer uma situação de partida clara e inteligível para todos, talvez então não sejam mesmo a melhor maneira de se chegar a um projeto para obras significativas.

  10. Me parece um absurdo existir esse risco do edital ser ignorado para a decisão de um concurso.
    Isso não tem a ver com a qualidade desse projeto em si nem da obra do Vigliecca que é bastante relevante, como creio que os colegas também concordem.
    O perigo maior no meu ver em relação a isso é tornar desinteressante a participação nos concursos, visto a insegurança causada pela falta de critério de julgamento (que devem ser estabelecidos antes – no edital).
    Acredito inclusive que o não cumprimento do edital nessa fase deveria ser objeto de repúdio do IAB e não elogio.
    Não vejo cinzas entre branco e preto bem estabelecidos, tampouco razão de ser nesses tons.
    No caso limite é melhor perder uma boa idéia mas consolidar uma prática que a longo prazo só virá a contribuir para a qualidade dos concursos públicos e dos malfalados editais.
    Um abraço a todos vocês!

  11. em resumo, não existe preto e branco na vida, e sim escalas de cinza. Por que descartar uma idéia boa e pertinente. Até onde eu vi no painel o estacionamento do vencedor estava resolvido sem precisar do acrescimo de estacionamento na praça da matriz, e ao contrario do que foi dito, não é embaixo da praça, é embaixo da rua onde já ficam carros estacionados atualmente.
    Acho que o que precisa ser aprendido é a palavra “flexibilidade”.

  12. Poxa Mahfuz, é um profissional tão experiente, escreveu tanto sobre o assunto e ainda não sacou que não há solução para o que está expondo?. eu sinceramente ví pouquíssimas vezes o edital ser respeitado, já que dificilmente os organizadores participam do juri, e se participam não tem força para contestar a decisão dos figurões que lá estão.
    Admiro demais a obra do Héctor, mas me recordei agora de um concurso em que ele estava no juri, um teatro em Belo Horizonte, o vencedor do tal concurso certamente nem leu o edital, será que o problema não estaria mesmo nos editais?

    abraço a todos e parabéns aos vencedores.

  13. isso não vem ao caso; a minha opinião só interessa a mim. estamos tratando de um assunto mais importante: a atuação dos júris de concursos, seus critérios confusos que não ajudam em nada aos participantes nem aos promotores.

    eu não tenho nada contra o vencedor nem a favor de nenhum dos demais. o que quero saber, ANTES DO CONCURSO, e com tempo suficiente para me adaptar, é se as bases serão rígidamente respeitadas ou são apenas uma referência.

  14. pura coincidência. na próxima vez, embalado por esta vitória, ele proporá soluções extra-terreno, sem dúvida competentes, e o júri o eliminará por “haver descumprido o regulamento”. esperem e verão.

  15. carolina,

    estás enganada. a primeira crítica foi feita por quem se dedicou por dois meses ao concurso e foi um dos 26 que entregou o trabalho.

    um dos problemas apontados é a falta de critério do conjunto dos júris: ora exigem respeito ao edital e eliminam os transgressores, ora não dão bola para o edital e premiam os “transgressores”. nunca se sabe como vão se comportar, o que gera uma enorme insegurança para os participantes. o próprio vigliecca ja foi vítima disso várias vezes.

  16. Primeiramente parabéns aos vencedores !!!!

    Considero que esse concurso foi um concurso bem diferente da maioria dos ultimos realizados.
    O grau de complexidade da equação que relaciona os edificios preexistentes , o patrimonio, uma vegetação densa e uma area projetual de topografia acidentada e escassa em metragem com certeza foi um desafio enorme.
    O grau de complexidade e o desafio pode ser representado pelo numero de inscritos x o numero de trabalhos entregues.
    Alguns pensam que o edital é soberano , eu prefiro pensar que a boa arquitetura é que deve prevalecer .Principalemte diante de um edital confuso e incompleto.
    Acho curioso que a postura contestadora em relação aos concurso seja direcionada ao juri e não direcionada/exposta através de projetos contestadores.
    O primeiro trabalho no meu ponto de vista foi o que melhor entendeu e representou de forma sintética a importancia que a área projetual tinha no contexto urbano da região.
    Faço questão de parabenizar a jovem equipe gaucha , pela proposta muito bem apresentada .
    Gostei em especial do terceiro premio dos jovens paulistas ( Edison/Gustavo/Guilherme ) , no meu ponto de vista um trabalho com um ótimo potencial, que resolveu quase que poeticamente em gestos humildes as intervenções juntos ao patrimonio e acessos publicos ao terreno.
    Quem foi a exposição viu que diversos trabalhos esbarraram no prazo pois tinham muito potencial , porem estavam incompletos.

    Minha equipe se increveu porem não conseguiu entregar….Prefiro parabenizar aos concorrentes… Quem entra na disputa realmente merece créditos , criticar em minutos ao invés de se dedicar durante meses realmente é muito comodo…
    Gostaria que fossem disponibilizadas pelo site mais material dos vencedores.
    Att,
    Carolina Bueno

  17. cristiano,

    infelizmente, esse é o padrão da maioria dos julgamentos de concursos no brasil. há exceções, claro, mas são muito poucas. uma delas foi o do sebrae-df, vencido pelo puntoni e equipe.

    nunca se sabe se o júri/organização vão manter o edital, eliminando quem não o cumpre.

    o meu segundo ponto é igualmente escandaloso. deixando de lado a minha condição de participante, porque será que TODOS os demais concorrentes propuseram edifícios com até 10 pavimentos, que ocupam a maior parte da capacidade construtiva do terreno da Riachuelo, enquanto o vencedor criou um passeio bucólico e ocupou só o fundo com um bloco escalonado de três pavimentos? Porque o programa exigia isso; não há mágica que permita acomodá-lo em outras partes do terreno sem usar intensivamente aquela faixa.

    mais uma frustração. será que nunca vamos aprender?

  18. Mahfuz,
    fiquei impressionado com o resultado desse concurso,
    resolvi não participar logo q saiu o edital pois me parecia bem difícil resolver tantas questões nessas frestas da cidade.
    na sexta feira fui à assembleia ver o resultado…
    de cara achei os projetos fracos de arquitetura, mas logo me salientaram q a ‘arquitetura não era importante’ naquele caso- ok, pensei…
    no entanto, na segunda feira minha estagiária me contou essa do estacionamento sob a praça! nem percebi na expo, passei rápido e não imaginei q algo assim poderia ser proposto…
    acho inaceitável q uma comissão escolha um projeto dessa forma e q ainda elogie a solução!
    é triste ver o iab ‘feliz’ com o resultado q deu o premio a um projeto q deveria ter sido desclassificado!
    já basta tanta grelhinha ‘tapando o sol com a peneira’ agora vem essa de ‘varrer a sujeira p de baixo do tapete!’…
    fico feliz de não ter participado, pois todos sabemos q dá um baita trabalho,
    mas fico puto igual por ti e tantos outros colegas q perderam tempo seguindo o termo de referencia e brigando com centímetros p resolver um estacionamento…
    seria mais plausível propor então a desapropriação da garagem gigante, não achas?
    abraço!

  19. os resultados de concursos muitas vezes nos deixam perplexos, pois as decisões dos júris são, frequentemente, difíceis de entender. neste concurso, justificando a escolha do primeiro lugar, o júri nos informa, por meio da ata, o seguinte:

    4) repensar o problema do estacionamento público no centro da cidade; e
    5) apresentar uma ótima solução para o anexo 3, integrando com a volumetria
    do Arquivo Público e Junta Comercial, evitando contato problemático com a
    garagem Gigante e criando um novo fluxo público de pedestres.

    quanto ao item 4: o concurso não visava “repensar o problema do estacionamento público no centro da cidade” mas resolver o problema atual da Assembléia do RS. sendo altamente improvável que se possa construir um estacionamento sob a Praça da Matriz (área que não fazia parte do terreno disponível para o concurso), o problema do estacionamento para a Assembléia continua sem solução.

    quanto ao item 5: o que o júri chama de “ótima solução para o anexo 3” é a decisão de propor uma ocupação do terreno muito abaixo da sua capacidade construtiva. conhecendo a fundo o programa do concurso, pergunto aos senhores jurados: onde foi parar a porção de programa que deveria ir naquele terreno? no anexo 1? no Palácio Farroupilha?

    ou seja, quando esse projeto for construido vai ter que sofrer alterações consideráveis para atender ao programa do concurso.

    no mais, o de sempre: uma enxurrada de critérios que são definidos antes do julgamento, mas que temos dificuldade em identificar nas decisões que vêm a público.

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