Em dezembro de 2009 anunciamos aqui no portal concursosdeprojeto.org a publicação do Edital 05/2009 (clique aqui para acesso ao Edital) do SESC-DF (Serviço Social do Comércio – Administração Regional do Distrito Federal) para a  Licitação na modalidade Concorrência, do tipo Técnica e Preço para a “contratação de empresa especializada em projetos de arquitetura para a concepção e desenvolvimento de solução arquitetônica para o Complexo Cultural, Esportivo e de Lazer do SESC/DF e respectivos projetos complementares“.

Veja a seguir os projetos premiados:

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1º lugar – Griffe Arquitetura – Goiânia

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2º lugar – Sérgio Roberto Parada Arquitetos Associados – Brasília

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3º lugar – Oficina de Arquitetura – Rio de Janeiro

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4º lugar – TAO Arquitetura – Brasília


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5º lugar – Sebastião Lopes – MG

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Sobre o procedimento de seleção das propostas:

O processo de seleção das empresas seguiu as seguintes etapas: (1) Qualificação Técnica (que incluiu, entre outras, exigência de atestado técnico projeto arquitetônico, com área construída não inferior a 15.000 m2, contemplando a concepção de espaço cultural, esportivo e de lazer); (2) Proposta Técnica (referente à proposta arquitetônica) ; (3) Proposta Comercial (valor monetário proposto pelo licitante para o desenvolvimento pleno da solução arquitetônica e dos projetos complementares); (4) Habilitação Jurídica e de Regularidade Fiscal.

Para a classificação final das empresas habilitadas foi considerado peso 6 para a Proposta Técnica e peso 4 para a proposta comercial.

A comissão julgadora, segundo informação dos concorrentes, foi composta por representantes do SESC-DF de diversas áreas, dentre os quais 01 arquiteto. Para a avaliação da Proposta Técnica a comissão julgadora deveria considerar os seguintes quesitos de avaliação:

I. Implantação – inserção urbana; orientação do conjunto; ocupação do terreno; acomodação ao perfil natural do terreno; sistema viário interno; fluxograma ocupacional.

II. Programa de Necessidades – criatividade, objetividade e clareza em seu atendimento; atenção às áreas necessárias aos diversos ambientes e aos pésdireitos recomendáveis.

III. Organização do Conjunto e Funcionalidade – acessos claros e adequados às funções respectivas; lógica e hierarquia das circulações horizontais e verticais; proximidade e interligação entre setores afins; reserva entre setores incompatíveis; facilidades para manutenção; modularidade, segurança; flexibilidade para ocupação e reorganização futura de espaços, considerados os sistemas estruturais e de instalações técnicas.

IV. Código de Obras do DF e Normas Gerais – atenção e cumprimento à legislação edilícia local, inclusive normas do Corpo de Bombeiros Militar do DF; respeito ao gabarito, aos afastamentos, às áreas máximas e mínimas dos ambientes e totais.

V. Acessibilidade – respeito à legislação geral que dispõe sobre as facilidades para os portadores de deficiências físicas diversas; soluções integradas e harmônicas com as utilizadas pelos não portadores de deficiências físicas.

VI. Técnica Construtiva – sistema estrutural; sistemas de instalações prediais e especiais; sistema construtivo; entrosamento entre os sistemas e elementos técnicos do conjunto arquitetônico; critério e lógica na escolha das especificações gerais; materiais de acabamento efetivamente necessários e justificáveis; cuidados de projeto contra incêndio e facilitação de fuga em caso de sinistro; economicidade e exeqüibilidade.

VII. Conforto Ambiental – sistemas naturais de ventilação, de iluminação, de redução de carga térmica e de proteção acústica; sistemas artificiais de ventilação, iluminação e de conforto térmico e acústico; equilíbrio, entrosamento e complementaridade entre os sistemas naturais e artificiais.

VIII. Eco-eficiência – proposta paisagística; dimensão das áreas tornadas impermeáveis no terreno; captação e reuso de águas; redução de perdas construtivas; redução da energia consumida na construção; redução de recursos naturais consumidos na obra; eficiência energética do conjunto arquitetônico;  geração de energia própria; economia de recursos naturais; controle predial; facilidades para ciclistas.

IX. Durabilidade de materiais e praticidade na manutenção – o SESC/DF apresenta como característica, o grande fluxo de pessoas que transitam em todas as suas unidades diariamente, devido a esse fator, o projeto deverá contemplar soluções que primem por materiais de acabamento considerando a resistência, durabilidade e boa aparência estética, dado o elevado nível de manutenção que os mesmos serão exigidos.

X. Solução estética – O projeto deverá traduzir a expressão estética, resolvida pelos volumes e suas formas, pela estrutura, pelos materiais de acabamento, pelas cores, pelas aberturas, pelos detalhes construtivos, e também pelos ornamentos e decorações que o partido arquitetônico qualificar como necessário, sobretudo o conjunto deverá buscar equilíbrio, proporção adequada, ritmo, e harmonia.